segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Slogan para 2010

(em resposta ao "vou tirar o país da merda")

Slogan para 2010:

" Vamos tirar a MERDA do país !!! "



domingo, 20 de dezembro de 2009

E Lula foi pra COP 15 (pensando tratar-se de COPO 51)

Lulu foi triturado em Copenhague
Originalmente em The Passira News
O nosso presidente foi para a conferência do clima, disposto a fingir que estava extremamente preocupado com o planeta, enquanto se imaginava o centro do universo. Empenhou, sem ponderar, o crescimento do Brasil das próximas décadas, gastou bilhões dos nossos netos e voltou para casa antes do fim do jogo, de mãos abanando, irritado, quando se deu conta que ninguém estava prestando atenção nele

Fotomontagem "thepassiranews"

AMOR NÃO CORRESPONDIDO: Quando está na tribuna, carrega o peso dos parceiros Chávez, Morales e Ahmadinejad

Lulu quer ganhar o premio Nobel da Paz de qualquer maneira. Erra em ser óbvio e se imaginar um grande líder mundial, sem dar-se conta que não é ele que faz o Brasil ser grande e respeitado, mas é o Brasil, por ser importante que dá lhe dá prestígio.

O presidente foi para Copenhague com um daqueles shows mal ensaiados do PAC, com bilhões virtuais para distribuir e um discurso de líder sindical em porta de fábrica. Pode até ter agradado os companheiros operários, mas na hora do vamos ver, foi triturado por Barack Obama, boicotado pelos companheiros venezuelanos e bolivianos, esnobado pela união européia e traído pela China e Índia, os companheiros parceiros de países em desenvolvimento, como o Brasil.

Tentou um último gesto teatral abandonando a conferencia, antes do fim das negociações. Ninguém se importou.

Pelo contrário, Barack Obama, o presidente americano, que parecia já esperar por isso, aproveitou a confortável ausência de Lulu, para em poucos minutos costurar uma negociação produtiva com quem lhe interessava: a China, Índia e a África do Sul, dando o tom do que seria o documento final, imperfeito e frustrante, mas do jeito que queria o americano.

Não somos fãs de Barack Obama, e até concordamos com Evo Morales, em reconhecer que todos os presidentes americanos são iguais, “e esse é só diferente na cor”. A característica fundamental dos líderes norte americanos é defender os interesses do seu país. Obama está se lixando que seu discurso seja frustrante para o Greenpeace, ele precisa falar de forma a agradar o povo e o congresso americano, a quem ele representa.

Obama, que já ganhou o premio Nobel, sem se esforçar, não está disposto a ser liderado por um presidente brasileiro, seja ele quem for, e muito menos esse, que tem se revelado aliado de inimigos viscerais dos norte americanos.

Foto: Assiciatede Press e Dennis Barbosa/G1

COVARDIA: Enquanto a chefe da delegação americana era Hillary Clinton a nossa chefe era o sargentão Dilma, uma desproporção

O governo americano, que até parecia nutrir certa simpatia pelo “cara”, no começo da sua administração e até tentou trazê-lo para o seu lado, mas agora o vê como um adversário moderado, mas nunca um parceiro merecedor de confiança.

Quando Lulu está falando na tribuna, os americanos vêm atrás do brasileiro, Hugo Chávez, Evo Morales e Mahmoud Ahmadinejad. O pior, é que o presidente brasileiro, paga a conta da amizade, mas não tem o respaldo desses estranhos parceiros.

Assim, a diplomacia americana, liderada por Hillary Clinton, um pouco mais experiente que a nossa Dilma, não deixou o acordo fluir, propositadamente, até o último dia, batendo de frente com os chineses e os outros emergentes, exigindo que os recursos usados para a redução dos gases causadores do efeito estufa, fossem fiscalizados por órgãos externos, o que a China não iria jamais permitir.

O nosso chanceler Celso Tamborim, o do currículo falsificado, vangloriou-se de ter sido ríspido com a Secretária americana, quando ela o consultou sobre maior transparência no processo de corte de emissão de gases-estufa, do Brasil, tipo os acordos do FMI.

"Eu disse [a Hillary], "olha, o Brasil tem uma experiência passada de Fundo Monetário Internacional de intrusão, de censorista". Isso não pode ser aceito", vangloriou-se o nosso chanceler.

Era isso mesmo que a Hillary queria: deixar o Brasil armado e intransigente, para colocá-lo fora de combate.

A secretaria americana e representantes de outros países desenvolvidos relutavam em financiar ações nos países emergentes, evocando a necessidade de transparência. É o chamado MRV (medição, prestação de contas e verificação). Como por bilhões nas mãos de corruptos presidentes sul americanos e africanos e não cobrar uma prestação de contas?

O que se viu, durante toda a semana, foram milhares de pessoas de todo mundo, reunidas em Copenhague tentando em tese, resolver a questão dos problemas do clima no planeta, chegou a estar em território Dinamarquês, no mesmo instante, 120 lideres mundiais.

Mas bem observado, notou-se que todos acabaram concluindo que nada seria resolvido antes que o presidente americano chegasse a conferencia. Obama, ao contrário de Lula, que foi o primeiro a chegar, resolveu chegar por último.

Foto: Ricardo Stuckert/PR

QUANDO TUDO DÁ ERRADO: O teleprompter não funcionou

Antes de Obama falar na conferência, falou Lulu pela segunda vez, da primeira tinha sido um desastre, o “telepronter” não funcionou e ele teve que ler o discurso, cheio de palavras técnicas, que lhe eram pouco familiares, e apesar de curto, menos de nove minutos, deu a sensação de interminável, um pronunciamento que o representante do Greenpeace resumiu como "politicamente morno".

O nosso presidente resolveu arriscar da segunda vez, um improviso, com pretensões impactantes de grande defensor do planeta. Não conseguiu produtivamente dizer nada. Estava cansado, depois de quatro dias de negociações infrutíferas, com a última noite mal dormida e para surpresa geral, criticou com bastante moderação os americanos.

Antes dele falar, Hillary Clinton procurou Celso Amorim e disse que Obama aceitava comparecer a uma reunião em separado, liderada pelo Brasil, que o governo brasileiro havia proposto, para discutir os pontos polêmicos da conferência.

A fala de Obama foi um anticlímax. Nunca se vai saber se proposital ou não, o brilhante orador de Harvard fez um discurso tão morno e sem brilho quanto o brasileiro.

Foto: Reuters

PARA NÃO DÁ CERTO:
Obama participa da reunião marcada para fracassar.

Em seguida a reunião convocada por Lulu começou, era a sua última chance de se sair da conferencia, estavam presentes, Barack Obama, Wen Jiabao, premiê da China, Sarkozy (França), e Angela Merkel (Alemanha) Manmohan Singh, o primeiro ministro da Índia, mais outros líderes. Não houve nenhum avanço, com os chineses e americanos irredutíveis, no ponto de fiscalização externa dos índices do efeito estufa e do dinheiro envolvido.

A reunião acabou e Lula irritado saiu direto para o aeroporto sem falar com a imprensa.

Constatada a ausência do Brasil, a China, inventou uma reunião chamada de esforço final, chamou a Índia e a África do Sul, e o presidente americano, disse a chancelaria, mesmo sem ser convidado, resolveu comparece. Acreditamos que as chancelarias dos outros países e a americana, combinaram se reunir sem a presença de Lulu.

Essa nova reunião progrediu rapidamente. A insistência americana que todas as ações sejam monitoradas externamente, continuou mas, a China acabou aceitando porque o “primeiro-ministro indiano que já foi ministro das finanças e tem experiências de negociações comerciais, milagrosamente teve a idéia de propor uma fórmula semelhante aos monitoramentos e prestação de contas que os países-membros fazem à Organização Mundial de Comércio (OMC). A fórmula foi aceita e começou a se construir o acordo sobre esse ponto.

Do jeito que os americanos queriam.

Foto: Reuters

ARREMATE: A chegar nos Estados Unidos Obama fez um pronunciamento sobre a conferência assumindo o controle da situação

Já nos Estados Unidos, apenas algumas horas depois de ter retornado de Copenhague a Washington, o presidente Barack Obama, qualificou o pacto climático obtido em Copenhague como um "avanço para a ação", mas admitiu que é preciso fazer mais para reduzir significativamente as emissões globais de poluentes.

"Esse avanço estabelece as fundações para uma ação internacional nos anos por vir", falou em "estabelecer as condições" para conseguir que o Congresso dos EUA aprove reduções obrigatórias das emissões de gases causadores do efeito estufa, tomando a questão do clima sob suas rédeas.

Lulu deve ter tomado todas na viagem de volta.


sábado, 19 de dezembro de 2009

MST - O movimento dos sem prestígio

clique no quadro para ampliar
19/12/2009
Carlos Casaes/Ag. A Tarde/Pagos
BANDITISMO
O MST consolidou sua péssima imagem ao protagonizar episódios como a queima de uma floresta na Bahia, em 2004
Uma pesquisa do Ibope mostra que a maioria da população culpa o MST pelos conflitos no campo, crê que ele atrapalha a reforma agrária e é pernicioso para o país

Por Felipe Patury (*)

Uma história de 25 anos de banditismo e vandalismo transformou o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em uma das instituições mais repudiadas do país. Até a Câmara dos Deputados e o Senado, que vivem imersos em escândalos, contam com mais simpatia da sociedade.

A primeira palavra que a população associa à sigla MST é "invasão", um crime tipificado no Código Penal. A segunda é "violência". A devastação da imagem da organização foi comprovada em uma pesquisa realizada em novembro pelo Ibope Inteligência.

VEJA TAMBÉM
O trabalho foi encomendado pela Confederação Nacional da Agricultura (CNA), para verificar o apoio popular à CPI do MST, instalada no Congresso para apurar delitos atribuídos à entidade. Constatou-se que, para a maioria dos brasileiros, o MST prejudica o desenvolvimento social, a economia, o emprego, os investimentos e mancha a imagem do Brasil no exterior. As respostas dadas por 2 000 pessoas às 32 perguntas do questionário transmitem uma mensagem clara: os cidadãos do país querem ordem e paz, e culpam os sem-terra pelos confrontos no campo. Nada menos que 54% atribuem os conflitos
agrários ao MST.

A repulsa ao movimento não significa que a população não apoie algum tipo de reforma agrária. Ao contrário, os brasileiros a endossam. Acreditam, porém, que o MST se desviou desse objetivo. Para 66% das pessoas ouvidas, suas invasões de terra não visam a assentar famílias, mas apenas a pressionar o governo. Para uma parcela semelhante, os líderes da organização estão menos interessados em beneficiar as hordas de sem-terra do que em usá-las para aumentar seu cacife político. Os brasileiros creem que essa estratégia tem dado resultado. A maioria dos entrevistados afirma saber que o governo repassa dinheiro ao MST, e um terço deles diz que esses recursos financiam as invasões. Segundo o instituto, 19% acreditam que o movimento está vinculado ao PT. Outros cinco partidos também são mencionados, mas cada um deles por apenas 1% dos entrevistados.

A pesquisa mostra que a população condena de forma veemente os métodos empregados pelo MST. Setenta e oito por cento dizem que as invasões são a principal forma de atuação da entidade, e beira a unanimidade a parcela que considera essa prática criminosa. Não é por outro motivo que 72% são favoráveis a que o governo use a polícia para retirar os sem-terra das fazendas invadidas e 61% aprovam que essas ações sejam realizadas mesmo em casos nos quais há risco de enfrentamento. Sessenta e nove por cento dos entrevistados afirmam que os fazendeiros não têm direito de portar armas para se defender de sem-terras. Apenas 4% declaram que apelariam para seus próprios meios para expulsá-los, caso tivessem fazendas invadidas. A enorme maioria preferiria esperar que a Justiça lhe devolvesse as terras.

Fundado em 1984, o MST foi alinhavado uma década antes na barra das batinas de bispos da Teologia da Libertação, uma aberração que tentou enxertar marxismo na doutrina católica. Seus adeptos fundaram a Comissão Pastoral da Terra e abrigaram sob esse teto os radicais que, depois, formariam o grupo de baderneiros. Uma vez independente, o MST adotou integralmente a cartilha maoista. Em 1990, saiu do anonimato quando um de seus integrantes degolou um policial com uma foice, em Porto Alegre. Consolidou sua fama em 1996, ao sacrificar dezenove de seus membros em um confronto com a polícia paraense, em Eldorado dos Carajás. No ano seguinte, marchou sobre Brasília, para demonstrar sua força. Seus líderes mantêm o MST na informalidade - ele não é constituído como entidade jurídica -, para que o movimento se mantenha o máximo possível fora do alcance da Justiça e, assim, possa continuar a promover invasões e depredações. No entanto, ao semear o pavor no campo, os sem-terra vêm colhendo a ojeriza dos cidadãos de bem, como comprova a pesquisa do Ibope Inteligência.

Com reportagem de Leonardo Coutinho

Fonte: VEJA

Via Brasil Acima de Tudo


quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Eu falei que isso ia dar Merda


Eu falei que isso ia dar Merda
(Cris Nicolotti, participação especial de "Ray Charles")

Todos cantando junto!!!
vídeo-musical em homenagem ao Apedeuta


E deu.......

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Os fatos? Ora... os fatos...


Texto de Percival Puggina
Quando explodiu a crise em Honduras com a deposição de Mel Zelaya, a esquerda berrou “Golpe!”. E a boiada foi atrás, gritando “Golpe! Golpe! Golpe!”. Não adiantou argumentar. Já estava decidido que era golpe. Aquilo que eu e mais uns poucos tivemos o cuidado de fazer antes de opinar, ou seja, inteirar-se dos fatos e ler a Constituição de Honduras, foi considerado providência irrelevante. Estava decidido que Honduras proporcionara caso singularíssimo à história universal: um golpe perpetrado em uníssono pela Assembléia Nacional e pela Corte Suprema do país. Zelaya, desrespeitando rígidos preceitos constitucionais e expressas determinações judiciais, era o único soldado de passo certo no batalhão das instituições golpistas.

Em que se sustenta tamanho disparate? A resposta mais óbvia é a que o meu leitor está considerando: a esquerda é perita em construir versões ao arrepio dos fatos. Mas a inacreditável alavanca que move a realidade para onde lhe convém dispunha, neste caso, de um pontinho de apoio: quando o Exército hondurenho, cumprindo ordem judicial, prendeu Zelaya, em vez de o colocar atrás das grades (como talvez devesse), retirou-o do país. Aquele excesso de prudência para preservar a ordem pública foi o que bastou. O ex-presidente em pijamas, despachado para o exterior, era a imagem que a esquerda precisava para chamar de golpe um procedimento rigorosamente constitucional.

Quando Zelaya foi preso, já não era mais presidente por determinação da Corte Suprema. Talvez tenha havido um erro posterior, de natureza processual penal, mas até isso é duvidoso porque, na forma da constituição de Honduras, Zelaya perdeu a cidadania hondurenha ao pleitear reeleição. A questão aí envolvida pode suscitar gostos ou desgostos, despertar interesse jurídico, mas é irrelevante sob o ponto de vista da legitimidade constitucional da deposição.

Pois eis que os sábios assessores de Lula em questões internacionais viram ali a chance de dar ao “cara” um certo sotaque latino-americano. O Brasil, como se sabe, tem com a democracia e os direitos humanos continentais responsabilidades que terminam na praia cubana de Varadero. Cometemos, então, a grande burrada de albergar Zelaya na embaixada de Tegucigalpa, onde ele fez, com o refúgio que lhe foi concedido, o mesmo que antes tentara com o ordenamento constitucional de seu país. Tomou conta do pedaço, promoveu comícios, chamou sua turma e agiu de modo tão espaçoso que a representação brasileira precisou abandonar o ponto.

Agora, o povo de Honduras votou. Numa eleição absolutamente regular e de comparecimento voluntário (como também aqui deveria ser), a abstenção foi proporcionalmente a mesma da rumorosa eleição norte-americana que deu o poder a Obama. Mais de 60% dos eleitores compareceram às urnas (percentual que superou o do pleito vencido por Zelaya). O candidato eleito abriu larga margem sobre seu rival. O povo hondurenho decidiu sobre seu destino.

Diante disso, pergunto: até quando o governo brasileiro, para constrangimento nosso, vai continuar se metendo na vida daquela nação? Vamos prosseguir sustentando o insustentável?

E a mídia militante, vai continuar mandando os fatos para o mesmo lugar onde Lula disse que o povo está?

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Reparação

Reparação’, a história de uma vítima

via Cláudio Humberto

O cinema brasileiro vai mostrar, pela primeira vez, a realidade de uma vítima da guerrilha durante a ditadura.

"Reparação", que estréia em 2010, é o longa-metragem em alta definição contando a história de Orlando Lovecchio, que perdeu a perna num atentado a bomba no consulado americano, em São Paulo, em 1968, e ainda hoje luta por justiça, como esta coluna relatou, em primeira mão, anos atrás. Como não o consideram vítima da ditadura militar, sua aposentadoria é menor do que a do autor do atentado, um terrorista de esquerda. A tragédia enterrou para sempre o sonho de Lovecchio de ser piloto de avião. O documentário tem depoimentos do ex-presidente Fernando Henrique, do historiador Marco Antonio Villa e do jornalista Demétrio Magnolli, entre outros. Os realizadores querem “iniciar uma nova discussão sobre o período militar dentro do contexto do cinema brasileiro, que até hoje tem falhado por mostrar apenas um lado dos que viveram a época, de uma forma muitas vezes maniqueísta”. (Cláudio Humberto)

Trailer:

Reparação Trailer oficial do documentário longa-metragem estréia em 2010

Documentário conta história de vítima da violência da guerrilha durante o regime militar.

Pela primeira vez no Cinema Brasileiro, longa-metragem mostra histórias de violência dos 2 lados: da repressão militar e do terrorismo de extrema esquerda.

Reparação é o título do documentário de longa-metragem em High Definition que conta a história de Orlando Lovecchio, vítima de um atentado a bomba praticado pela guerrilha que lutava contra o regime militar no Brasil, em 1968. Orlando perdeu a perna no célebre atentado ao Consulado dos EUA em São Paulo e, ainda hoje, em 2009, luta por justiça: como não é considerado uma vítima da ditadura militar, a aposentadoria que recebe é menor que a do autor do atentado que o vitimou e enterrou para sempre seu sonho de ser piloto de avião. O episódio envolvendo Orlando e seus desdobramentos tem merecido amplo e constante destaque na imprensa.
A partir deste caso, o filme provoca uma reflexão a respeito do período militar, da violência de grupos extremistas ontem e hoje na América Latina, da ditadura cubana que persiste até hoje com o apoio de democratas em todo o continente, além da relação ainda conflituosa existente entre o aparelho repressivo do Estado e os cidadãos comuns.
Com depoimentos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, do historiador Marco Antonio Villa, do jornalista Demétrio Magnolli, entre outros, Reparação pretende iniciar uma nova discussão sobre o período militar dentro do contexto do Cinema Brasileiro, que até hoje tem falhado por mostrar apenas um lado dos que viveram a época, de uma forma muitas vezes maniqueísta (como se a História pudesse ser resumida a um eterno embate do bem contra o mal)
Em uma abordagem franca e sem amarras partidárias ou ideológicas, Reparação comprova sua total independência ao não ter recorrido às verbas públicas para sua realização.
Uma prova de que o Cinema Brasileiro pode suscitar o debate com qualidade técnica e total independência estética e de pensamento.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Pesquisa Ibope - Se eleições fossem hoje, Serra poderia vencer no 1º Turno


Serra cresce e poderia vencer eleição para presidente no 1º turno, diz CNI Ibope

Governador de SP tem mais intenções de voto que todos os adversários.
Ministra Dilma Rousseff (PT) sobe dois pontos nos dois cenários.


Eduardo Bresciani

Do G1, em Brasília


O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), poderia vencer as eleições para presidente da República no próximo ano no primeiro turno, de acordo com os dados da pesquisa CNI/Ibope, divulgada nesta segunda-feira (7).


No cenário em que disputa com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), o deputado federal Ciro Gomes (PSB) e a senadora Marina Silva (PV), o governador de São Paulo obtém 38% das intenções de voto. Seus três adversários, somados, tem 36%. Por isso, dentro da margem de erro, o governador de SP poderia ser eleito sem precisar de dois turnos, já que a sua soma é maior que dos adversários. Em setembro, Serra tinha 35% enquanto seus adversários somavam 40%.


Em segundo lugar no cenário mencionado aparece Dilma, com 17%. A ministra cresceu dois pontos percentuais em relação à pesquisa anterior. Ciro perdeu a vice-liderança e tem agora 13%, quatro pontos a menos que na sondagem realizada em setembro. Marina também caiu, de 8% para 6%.


Rafael Luchesi, diretor de operações da CNI, ressalta que apesar da possibilidade de Serra vencer no primeiro turno, o número de indecisos é muito grande. “Está muito longe da eleição e há muitos indecisos ainda, mas este é um cenário de momento. Claro que está muito cedo para garantir isso”. Os que não responderam a este cenário da pesquisa foram 12%. Outros 13% disseram votar em branco ou nulo.


No cenário em que o candidato tucano é o governador mineiro, Aécio Neves, o deputado federal Ciro Gomes lidera. Ele tem 26%, dois pontos a menos que na pesquisa anterior. A ministra Dilma subiu também neste cenário e tem agora 20%. Em setembro ela tinha 18%. Aécio aparece em terceiro, com 14%, um ponto a mais do que tinha na sondagem anterior. Marina Silva caiu dois pontos também neste cenário, de 11% para 9%.


O Ibope, a pedido da Confederação Nacional da Indústria ouviu 2.002 eleitores em 143 municípios entre os dias 26 e 30 de novembro. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais e o grau de confiança, de 95%.


Rejeição e conhecimento


Dentre os possíveis candidatos, a pesquisa mostra ainda Dilma com maior rejeição entre os eleitores. Foram 41% os que disseram não votar de jeito nenhum na ministra para presidente. Em setembro, eram 40% os que rejeitavam Dilma. Marina também viu sua rejeição crescer, de 37% para 40%.


Aécio é o terceiro mais rejeitado, com 36% dos eleitores dizendo que não votariam nele de jeito nenhum. Ciro Gomes tem 33% de rejeição, enquanto Serra tem 29%. Os tucanos Serra e Aécio foram os únicos que tiveram redução da rejeição, ambos de um ponto percentual.


A pesquisa mostra também que o governador de São Paulo é o mais conhecido dos eleitores. Foram 69% os que disseram conhecê-lo bem ou mais ou menos. Ciro aparece em segundo, com 45% e Dilma é a terceira, com 32%. Aécio é conhecido por 30% e Marina Silva é a menos conhecida, com apenas 21%.

Sopro de Ar

Texto de Denis Lerrer Rosenfield*

O Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) foi, durante décadas, controlado por grupos mais à esquerda da comunidade estudantil, com destaque para o PSOL, o PSTU, o PT e o PCdoB. Era como um jogo de cartas marcadas, em que esses grupos, entre si, disputavam o poder. O ambiente vigente era o de partidos orientados por ideias anteriores à queda do Muro de Berlim, como se, para eles, o mundo não tivesse mudado nem mostrado as vicissitudes da democracia totalitária. O mundo estudantil era um mundo de ideias bolorentas.

Temos presenciado, em particular, recentemente, no Estado de São Paulo, como estudantes cada vez mais radicalizados invadem prédios da Reitoria, impedem a entrada de professores e funcionários e procuram, de todas as maneiras, impedir o livre desenvolvimento do trabalho acadêmico e da pesquisa. A liberdade é fortemente cerceada. Sua preocupação não é a vida universitária, mas a política, servindo a primeira como mera correia de transmissão da segunda. O conhecimento e o mérito são simplesmente relegados. Falta um ar renovador nesse ambiente asfixiante.

Eis que, na UFRGS, conhecida como preponderantemente de esquerda, acontece algo totalmente inusitado. Um grupo de estudantes, não partidário, portanto, não vinculado a nenhum partido político, diz-se de "direita", enfrenta esses diferentes grupos/partidos de esquerda e ganha as eleições para o DCE ? 35 votos foram a diferença matemática que garantiu à Chapa 3 derrotar outras três chapas esquerdistas, uma delas formada por militantes do PSOL, outra por radicais do PSTU e a última por filiados do PT e do PCdoB.

O curioso aqui reside em que esse grupo não é apenas dito de "direita" por seus opositores esquerdistas, mas se assume como tal. Sabemos que essas distinções não deixam de ser relativas, pois, por exemplo, o PT, para o PSTU (e para o PSOL), é um partido que abandonou a "esquerda", por ter "traído" as suas posições doutrinárias. O PT, nessa perspectiva, ter-se-ia tornado "neoliberal". Convém, contudo, analisarmos quais são as bandeiras desse grupo de "direita", para que tenhamos uma visão mais precisa de sua concepção.

Em seu material de propaganda, eles estampam como preocupação central a excelência acadêmica. Suas demandas consistem em melhores laboratórios, mais verbas para a compra de livros e melhores condições gerais de ensino e pesquisa. Se essa é reconhecidamente uma bandeira de "direita", isso significaria dizer que os grupos de esquerda são contra a excelência acadêmica, melhores laboratórios e bibliotecas mais bem equipadas. O contraste, aqui, é particularmente evidente no que diz respeito a uma concepção de universidade e, por extensão, de sociedade.

Sabemos que esses grupos de esquerda têm especial ojeriza pelo mérito, que, no entanto, é próprio do desenvolvimento do conhecimento e da ciência. Alguns se destacam; outros, não. Alguns progridem; outros, não. Há uma diferenciação própria do avanço do conhecimento e da pesquisa, mostrando quão simplórias são as ideias de igualdade para dar conta de tal tipo de situação. Uma sociedade desenvolvida não aposta numa equalização por baixo do conhecimento e da ciência, mas numa diferenciação por cima. E é o conjunto da sociedade que ganha com isso, dos menos aos mais bem aquinhoados.

Outro anátema para a esquerda reside numa proposta de incentivar o empreendedorismo. A finalidade consiste numa maior integração universidade-empresa, com o lucro sendo revertido na formação dos estudantes e na pesquisa. Para eles, a universidade deve voltar-se para fora, não ficando fechada em si mesma, seguindo ideias conforme as quais qualquer envolvimento com empresas significaria uma perda de sua "pureza", uma queda no "mal". Caberia mesmo a pergunta: de qual "pureza" se trata? Só pode ser a "pureza ideológica" de ideias que vicejam no mofo. O novo programa estudantil está centrado no mercado de trabalho, com o após universidade, com a criatividade, com a inovação, com a interação com a sociedade.

Outra bandeira ostentada pela chapa vencedora foi a da segurança. Normalmente é esta, também, considerada uma bandeira de "direita". Com efeito, o novo DCE pensa que maior segurança é necessária nos câmpus universitários. Propugna até por um convênio com a Brigada (Polícia) Militar. Para a esquerda, é algo intolerável. Qual é, porém, a situação real, para além da demagogia? O que os estudantes ? e os professores e funcionários ? vivem na universidade é uma situação de insegurança, com roubos, assaltos e mesmo estupros. Alguns câmpus não podem ter, normalmente, cursos noturnos. Isso quer dizer que a "esquerda" pensa em manter essa condição de insegurança sob o pretexto de que a Brigada Militar não deve entrar na universidade? Quem responde, então, pela segurança, bem maior, de todo cidadão? Os militantes esquerdistas?

Uma outra ousadia do programa "direitista" consiste em proclamar o seu engajamento por eleições transparentes. Até agora as eleições foram feitas com urnas aleatoriamente dispostas em determinadas unidades, em horários igualmente arbitrários. Por exemplo, em unidades onde a "direita" era forte, as urnas funcionavam num exíguo período de tempo, dificultando, portanto, a participação, sobretudo de estudantes não engajados partidariamente. Em unidades onde a "esquerda" era forte, as urnas funcionavam durante todo o dia, num horário elástico. A nova proposta visa a ampliar a participação para todos os estudantes via meios eletrônicos, como o portal da universidade, mediante o uso de senhas. Logo, segundo a "direita", as eleições devem ser eletrônicas, transparentes, evitando a fraude, e propiciando ampla participação. A "esquerda" é contra, exibindo, aliás, o seu perfil "democrático"!

O mofo de certas ideias foi arejado por um sopro de ar!



* Denis Lerrer Rosenfield é professor de Filosofia na UFRGS

Publicado no Estadão


sábado, 5 de dezembro de 2009

O Falso Patrono da Reforma


Um dos talentos menos decantados do presidente Lula é o da sua prontidão para cumprir a lei de Gérson, aquela cujos seguidores "gostam de tirar vantagem em tudo", conforme o comercial de uma marca de cigarro estrelado pelo craque da seleção de 1970. Tamanha a maestria do presidente nesse jogo que ele é capaz de tirar vantagem também de seus próprios lapsos ou erros. O mais recente, como se sabe, foi a sua característica reação de desdenhar do escândalo do mensalão, ou do panetone, para usar o termo pitoresco, no Distrito Federal. O fato de serem do DEM, a começar do governador José Roberto Arruda, os principais envolvidos na mais documentada lambança do gêneroo freou o impulso pavloviano de Lula de apanhar uma vassoura tão logo ouça a palavra corrupção - não para limpar a sujeira, mas para escondê-la debaixo do tapete.

F
oi o que se deu na terça-feira, quando os jornalistas que o acompanhavam a Portugal, onde ele participava da Cúpula Ibero-americana, lhe perguntaram se as cenas mostrando boladas de reais manchados trocando de mãos não eram suficientemente eloquentes para merecer dele pelo menos um "palpite" sobre a bandalheira. Lula não se deu por achado. "Imagens não falam por si", decretou, lapidando mais uma contribuição para a sua já alentada antologia de declarações cúmplices com o que há de mais execrável na política brasileira. Caiu mal, como se diz. A repercussão previsivelmente negativa do abafa o apanhou no contrapé. No dia seguinte, já na Ucrânia, o presidente voador viu-se na contingência de negar que estava sendo condescendente com os maracuteiros do DEM, como havia sido com os mensaleiros do PT em 2005 - e, ao longo de seu mandato, com qualquer político apanhado com a boca na botija.

Desta vez, c
onsiderou as imagens "deploráveis" e foi além, sacando da lei de Gérson para se aproveitar do momento e novamente driblar a verdade em benefício próprio. Ele deu a entender que moveu céus e terras para fazer aprovar os dois projetos de reforma política que enviara ao Congresso - e que seriam a panaceia para, nas suas palavras, "moralizar o funcionamento dos partidos" e o processo eleitoral. À parte a crendice nos poderes alvejantes da mudança das normas que regem o sistema, se desacompanhadas de provisões que efetivamente garantam a punição dos transgressores (o que inibe o crime, sabem os juristas, é, antes de tudo, a certeza do castigo), a alegação de Lula é falsa como os panetones de Arruda. O presidente que aprova praticamente o que quiser neste Congresso em que a base governista tem um peso sem precedentes desde a redemocratização do País não fez força alguma - descontadas as expressões corporais de praxe - para emplacar as suas propostas presumivelmente saneadoras.

E nã
o fez pela razão elementar de que as atuais regras do jogo que ele finge reprovar lhe convêm não menos do que aos políticos que bloqueiam o seu aperfeiçoamento e com os quais construiu parcerias reciprocamente vantajosas. É longa a lista dos aliados do presidente cujas carreiras vicejaram à sombra do que há de pior nos padrões reconhecidamente defeituosos que estruturam a política e as eleições no Brasil. O "inimigo oculto" que, segundo Lula, "não deixa os projetos serem votados" é ostensivo nos plenários do Congresso - e no espelho em que ele se contempla. Por exemplo, não fosse a infidelidade partidária que só a Justiça tentou coibir, o Planaltoo teria conseguido manejar a composição das bancadas federais com a desenvoltura que se viu no primeiro mandato. A responsabilidade do presidente pela perpetuação do sistema do qual tira proveitoo pode ser subestimada.

Na ver
dade, nunca antes na história deste país houve um presidente que tivesse contribuído tanto quanto Luiz Inácio Lula da Silva para o avanço galopante da gangrena da corrupção em todas as instituições republicanas. Está aí, "falando por si", o tratamento privilegiado que dele mereceram alguns dos protagonistas mais expressivos de recentes episódios escabrosos da cena política nacional, a começar por Roberto Jefferson, passando por Jader Barbalho, Renan Calheiros, José Sarney e Fernando Collor, etc., etc. e tal.

E iss
o quando, nunca antes na história desta República, houve um presidente com tantas condições, dado o seu poder no Congresso, de promover as reformas que diz ter tentado, mas que na verdade não fez porque não quis.