sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Questão Trabalhista


Lula passa grande parte do tempo viajando,
promete mas não cumpre,
xinga a todos que lhe cobram serviço
e nunca sabe de nada.

Posso demiti-lo por justa causa??

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

MST - Excesso ou Regra?



Texto de Denis Lerrer Rosenfield

É de estarrecer a reação de nossas autoridades diante da destruição operada pelo MST quando da invasão do laranjal da Cutrale. Aparentemente, as nossas autoridades condenaram o ocorrido, utilizando expressões do seguinte tipo: "não vou admitir vandalismos", "excessos" são condenados, "a lei" deve ser respeitada. Alguns defensores mais afoitos chegaram a dizer que o MST jamais utiliza "violência" em suas ações. É como se tudo
estivesse normal, tratando-se de um acidente de percurso. É como se o rio tivesse saído momentaneamente de seu curso, tendo depois voltado ao normal. Na verdade, vivenciamos um inacreditável surto de hipocrisia.

Esse movimento dito social, na verdade uma organização política de corte leninista, teve de recuar, dada a repercussão midiática de seus atos, transmitidos pelo Jornal Nacional da Rede Globo. Ficou imobilizado pela condenação recebida. Procurou, então, responsabilizar a "direita", o "governo estadual" (leia-se Serra), os "meios de comunicação", os "ruralistas", os "policiais" e assim por diante - chegou a falar de indivíduos infiltrados... Só faltou inventar uma invasão de marcianos com o objetivo de "criminalizar os movimentos soci
ais".

A questão central reside em que se trata do modo de atuação "normal" do MST. Ele não cometeu nenhum excesso, fez meramente aquilo que sempre faz. Essa é a regra mesma de sua atuação. A única diferença consiste na filmagem, no eco imediato e numa opinião pública que não mais pactua com invasões. As invasões estão mostrando a sua verdadeira cara, que é não pacífica. Refresquemos a nossa memória ou tomemos conhecimento de alguns fatos, embora tardiamente. O importante, em todo caso, é que comecemos a ver o que se escancara diante de nossos olhos.
A Fazenda Coqueiros, no Rio Grande do Sul, altamente produtiva, tendo sido esse fato reconhecido pelo próprio Incra e pela Ouvidoria Agrária Nacional, de 2004 a 2008 foi objeto de ataques sistemáticos. Para se ter uma ideia do que lá aconteceu, apresento uma lista dos danos causados: 2 caminhões incendiados, 200 bovinos abatidos a tiros, 100 desaparecidos, uma serraria totalmente queimada e destruída, 1 usina hidrelétrica no valor de R$ 1 milhão completamente depredada, 11 casas incendiadas, 150 hectares de soja e 50 hectares de milho queimados, plantadoras depredadas, 2 tratores danificados com dinamite, máquinas colheitadeiras sabotadas com espigões de ferro, mais de 200 quilôme
tros de cercas depredadas, funcionários ameaçados, pontilhões queimados. Não há uma semelhança com a Cutrale? Trata-se, certamente, de uma amostra das "invasões pacíficas" do MST! Dá vontade de rir, não fosse trágico.

Segundo documento do Ministério Público do Rio Grande do Sul, em abril de 2008 a Fazenda Southall, em São Gabriel, foi invadida por 850 integrantes do MST. Eis o resultado de mais uma ação "pacífica" dessa organização política em nome da "reforma agrária": cercas arrancadas, corte de mata nativa, a área invadida foi cercada com lanças infecta
das de fezes humanas (uso, portanto, de uma tática de guerrilha), trincheiras, destruição da sede. Continuo: os bretes da propriedade foram inutilizados, impedindo o banho e a vacinação dos animais, morte de 46 bovinos de aprimoramento genético, crueldade com animais, privando-os de alimentos e água. Foram apreendidos os seguintes "objetos": 9 coquetéis Molotov, 81 foices, 16 facões, 32 facas, 20 estilingues, 4 machados, 70 bastões de madeira, 28 taquaras do "tipo lanças" e 15 foguetes. Claro que se trata, segundo o MST, de "instrumentos" de trabalho! A pergunta é: de qual tipo de trabalho? O das invasões?
O horto da Aracruz, em Barra do Ribeiro (RS), foi invadido em 2006, tendo obtido ampla repercussão - e condenação - nacional. As invasoras foram 2 mil mulheres - encapuzadas como bandidos que agem fora da lei -, apresentando-se como militantes da Via Campesina, braço internacional do MST. Também se falava de "vandalismo", embora, como sempre, o MST tenha "justificado" sua ação em supostos termos "ambientais" e "sociais". Relembremos a "regra" das invasões: 1 milhão de mudas prontas para o plantio de eucaliptos destruídas, 20 anos de pesquisas prejudicados, um laboratório depredado, empregados ameaçados, instalações destruídas, material genético perdido. Isso é chamado, na língua emessetista, de "ocupação pacífica"... E há quem acredite!
Agora mesmo, mulheres do MST e da Via Campesina, dos dias 18 a 25 de outubro, estiveram reunidas em Buenos Aires, no Congresso Mundial de Florestas, tendo como objetivo a "repulsa à expansão de projetos de monoculturas de árvores, celulose e papel". É novamente esse setor que se torna alvo dessas organizações políticas, procurando fazer passar a mensagem do politicamente correto com o intuito de estabelecer seus propósitos "socialistas", de "solidariedade humana", esse novo nome que serve como máscara de seus verdadeiros fins. O capitalismo é o alvo: "Em nome do lucro, esse tipo de desenvolvimento mantido pelo sistema capitalista patriarcal destrói a vida de homens e mulheres, assim como
a vida dos demais seres." Novas invasões já estão sendo, portanto, anunciadas. Não deu certo midiaticamente com a Cutrale? Tentemos novamente com o setor de florestas plantadas, papel e celulose!

Parece que não aprendem. Ou melhor, não querem aprender, pois o seu objetivo consiste em inviabilizar o agronegócio e, de modo mais abrangente, o Estado de Direito.

A lei, para esse tipo de organização política, nada vale, sendo ape
nas um instrumento descartável. A democracia apenas lhe convém, porque lhe permite um amplo leque de ações. Conta com a leniência das autoridades e com a impunidade para continuar o seu caminho de abolição de uma sociedade baseada nas liberdades e na igu
aldade de oportunidades.
Em boa hora foi aprovada, pelo Congresso, a CPI do MST.

sábado, 24 de outubro de 2009

Tempo de Trapaça


Texto de J. R. Guzzo

"NAS DEMAIS SOCIEDADES CIVILIZADAS VALE O PRINCÍPIO PELO QUAL
É PERMITIDO TUDO O QUE NÃO É EXPRESSAMENTE PROIBIDO EM LEI.
NO BRASIL É PROIBIDO TUDO O QUE NÃO É EXPRESSAMENTE PERMITIDO"

Todo cidadão que acompanha, mesmo de longe, o noticiário político seria capaz de jurar que há uma campanha eleitoral em andamento no Brasil e que diversas pessoas querem suceder ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições presidenciais de 2010. Há a ministra Dilma Rousseff e o deputado Ciro Gomes, do lado do governo, o governador José Serra, pela oposição, e outros mais. Ao mesmo tempo, o público é informado diariamente de que não há nenhuma campanha eleitoral e nenhum candidato à Presidência.

Os comícios não são comícios. A propaganda não é propaganda. Os candidatos não são candidatos. O que é isso tudo, então? É exatamente o que parece, mas o governo e a oposição não podem dizer que é. Podem fazer tudo. Mas não podem falar; aí já seria contra a lei, que, na sua ambiciosa lista de regras destinadas a regular tudo, marca o dia 6 de julho do ano que vem para o começo das campanhas. Como se sabe, temos leis eleitorais rigorosíssimas neste país, possivelmente as mais severas do mundo.

Enquanto nas demais sociedades civilizadas vale o princípio pelo qual é permitido tudo o que não é expressamente proibido em lei, no Brasil dos tribunais eleitorais a coisa funciona ao contrário: é proibido tudo o que não é expressamente permitido. É uma surpresa, no fundo, que alguém consiga ser eleito com tanta proibição assim – e a saída para os políticos, inevitavelmente, é trapacear. É o que está acontecendo no momento.É ruim, porque a campanha eleitoral de 2010, como tantas que vieram antes dela, começa em cima de uma falsificação por atacado da verdade.

O presidente Lula, por exemplo, viaja sem parar pelo Brasil fazendo comícios e pedindo votos para quem for o candidato do governo – e ameaçando o país com a ruína se o eleitorado cometer a estupidez de preferir um outro nome. Mas ele diz que está "inspecionando obras". (Já da inspeção que a lei manda fazer, a dos tribunais de contas, o presidente vive reclamando.) E os comícios, com ônibus fretado, despesa paga pelo Erário e sorteio de casas entre a plateia? "Qualquer reunião com mais de três pessoas já é comício", diz Lula. Ou seja: o que é que se vai fazer? Afinal, o presidente da República não pode ficar trancado em casa. Se acham que é comício quando ele discursa em lugares onde há gente reunida, paciência. Quanto aos votos que pede para a ministra Dilma, nenhum problema. O presidente diz que está apenas elogiando uma grande servidora do governo – e apenas dando a opinião de que ela seria um colosso como sua sucessora. Que mal haveria nisso?

A ministra Dilma, por sua vez, faz rigorosamente tudo o que os coordenadores de campanha prescrevem para um candidato. Há tempos deixou de comparecer com regularidade ao seu local de trabalho e passou a correr de um lado para outro atrás de votos, seja em shows de música popular com o cantor Dominguinhos, seja em "fiscalização de obras" nas margens do Rio São Francisco; há pouco foi vista inaugurando um estádio de futebol em Araraquara. O que isso tudo teria a ver com as funções que é paga para exercer na Casa Civil?

Do lado da oposição, a peça de teatro é estrelada pelo governador José Serra, que quer a Presidência tanto quanto qualquer um dos seus adversários, mas diz que só vai tocar no assunto no ano que vem. Serra não pode fazer campanha aberta como Lula faz; tem de se contentar com os limites impostos pelo seu cargo. Carrega a mão, por exemplo, na propaganda oficial; a última, no gênero, é a decisão da Assembleia Legislativa que autoriza o governo a fazer publicidade de suas obras em outros estados, para "promover o turismo" em São Paulo.

Registre-se, enfim, a notável contribuição do deputado Ciro Gomes, que recentemente passou a ter seu domicílio eleitoral em São Paulo, para manter aberta a possibilidade de candidatar-se ao governo paulista. Mas o deputado não mora em São Paulo; só a Justiça Eleitoral acredita nisso. Tudo o que fez foi passar quatro horas na cidade, no começo de outubro, apresentar um endereço de fantasia e assinar um papel num cartório garantindo que reside ali.

Um cidadão "comum", como diria o presidente Lula, não pode ter um domicílio falso; aliás, vive tendo de provar onde mora com contas de luz, correspondência de bancos ou carnês de crediário, e se der um endereço que não é realmente o seu vai, com certeza, arrumar complicação. Já para ser candidato a presidente da República ou governador do estado não há problema nenhum.

Não se sabe, é claro, quem vai ganhar as eleições de 2010. Mas a verdade, desde já, está levando uma surra.

Revista Veja 26/10/2009


quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Ai meu Jesus...


"Se Jesus Cristo viesse para cá, e Judas tivesse a votação num partido qualquer, Jesus teria de chamar Judas para fazer coalizão"
(Lula da Silva - 22/10/2009)

___


Respondo:

"Se Lula quer se "aliar a Judas", que pague as 30 moedas de prata do próprio bolso. Não com o dinheiro público!!!"

"Jesus, em sua sabedoria, perdoou Judas. Lula, em seu oportunismo, alia-se a ele e leva metade dos 30 dinheiros."

___

Atualização das quase 20 hs:

Lido em algum lugar: "Judas não venderia Lula. Ele não vale trinta moedas, nem está completo."


Dúvida do dia:

O JN (Globo) de hoje vai malhar o Judas ou vai fazer como Pôncio Pilatos?


terça-feira, 20 de outubro de 2009

A Onda (The Wave 1981)

A estratégia experimental e inteligente do professor que mostra na prática aos seus alunos como fazer movimentos revolucionários. Os alunos perguntavam como pode o povo alemão ter sido tão cego aos nazistas. Ele (professor) mostrou-lhes, então.




Refilmagem Trailer
Trailer for film The Wave by Dennis Gansel. THE WAVE is based on a real event from a Californian high school in 1967 and transposed to Germany today. A cautionary tale about the roots of fascism. The film opens in a rush of energy with charismatic teacher Rainer Wegner beginning a week long class on autocracy. To indifferent students, its a hard sell, but Wegner gets an idea for an experiment: as their leader he asks the students to call him Mr Wegner, chooses the motto strength through discipline, creates a logo, decides that everyone wears a white shirt, and names the group, The Wave adding a secret sign reminiscent of a Nazi salute. Much to their surprise the students find that they like the power of unity and soon this new found discipline spills over to other school activities and newcomers join the group. The Wave gives the kids something to believe in for a change, until they go too far and The Wave spins out of control.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

O maior medo da sociedade e a patologia da covardia


por Geraldo Almendra*


Igual ao marido que prefere não ver o que está acontecendo com seu casamento, do que reconhecer que está sendo traído pela sua mulher com o próprio amigo, está se mostrando a sociedade dos esclarecidos que têm formação e informação suficientes para sair da influência da magia dos canalhas e aceitar a responsabilidade de não mais permitir que sua pátria continue sendo destruída por bandidos que tomaram conta do poder público – as gangues dos quarentas e seu líder maior: o Retirante Pinóquio.

A maioria dos esclarecidos se faz de desentendida pela influência maligna da herança de uma falência de valores comandada pelo próprio poder público, que fez de corruptos e corruptores nobres senhores das apodrecidas oligarquias políticas que transformaram a fraude da abertura democrática na via preferencial do enriquecimento ilícito e para o sucesso VIP nas relações públicas e privadas imorais e prostituídas.

Enquanto o poder público apodrecia depois do Regime Militar, uma casta de canalhas se criava e reproduzia no pântano fétido do submundo comuno-sindical. Tudo acontecia com a liderança de uma absurda fraude humana, uma besta da política, a mesma citada pela admirável Adriana.

Durante a fraude da abertura democrática essas bestas humanas, ovos da serpente – o mais sórdido político de nossa história –, fortaleceram os laços do demônio do comunismo com gente torpe – absolutamente sem princípios e apátridas – que investiu durante mais de duas décadas em um projeto de poder com finalidades hoje inquestionáveis: conquistar o poder pelo poder para a vitória do ilícito sobre a moralidade e sobre as leis, se vingar das Forças Armadas e colocá-las de calças arriadas, e não consertar seus erros, e fazer o país à semelhança de uma Cuba Continental, para transformar a América Latina no solo de resgate dos piores regimes ditatoriais que já freqüentaram as páginas da civilização.

Diante da agressividade da verdade dos fatos que se repetem com conteúdos explícitos e sistemáticos de desvios de conduta sem pudores e com absoluto desrespeito e desafios aos códigos legais, somente podemos crer que a sociedade dos esclarecidos tem um absurdo medo de vir a público dizer o que está sentido sobre os anos do desgoverno petista.

A confissão da verdade que apavora os que poderiam fazer a diferença na libertação do nosso país das mãos dos canalhas do petismo e de seus cúmplices, meliantes por vocação doutrinada pelo poder público corrupto e corporativista sórdido – fruto da fraude da abertura democrática – iria, forçosamente, obrigar a sociedade a destituir o desgoverno do Retirante Pinóquio, assumindo as consequências de reerguer o país, tirando-o do fundo do poço da degradação moral em que se encontra.

A revolta existe e está cada vez maior, mas, também, cada vez mais silenciosa, proporcionalmente à gravidade de tudo o que está acontecendo – especialmente a falência do Poder Judiciário e do descarado servilismo dos Tribunais Superiores ao petismo –, pois a patologia da covardia ainda está vencedora e cada vez mais difícil de ser derrotada.

Enfrentar o petismo nas ruas, enfrentar os bandos do MST, enfrentar os estudantes covardes que se venderam às verbas públicas, enfrentar o poder de polícia cúmplice do Retirante Pinóquio, deixar de assistir as novelas pela cumplicidade de seus atores com a destruição de nossa pátria, deixar de prestigiar artistas e cantores que se venderam ao comunismo petista, destituir os podres poderes da República que viraram despudoradamente covis de bandidos, assusta a todos aqueles que entendem com clareza os rumos que nosso país está tomando na fronteira de ser presidido por uma terrorista acusada de assassinatos ou roubos, por co-autoria ou cumplicidade direta.

Os pais devem estar sempre dispostos a dar sua própria vida pela garantia de uma vida digna para seus filhos e suas famílias.

Este princípio de preservação da família, abençoado por Deus, parece estar afundando diante da doença terminal de nossa pátria atacada violentamente pela PATOLOGIA DA COVARDIA, pois a história das covas coletivas, dos holocaustos e dos assassinatos em massa não está sendo suficientes para levantar o ânimo de milhares de homens e mulheres esclarecidos para iniciar uma guerra sem tréguas para aniquilar os canalhas que estão tomando conta do poder, e que não hesitarão em sacrificar quem quer que seja depois que a terrorista Estela assumir a presidência do país.

Essa gente covarde prefere não reagir e deixar seus filhos e suas famílias entregues às próprias sortes. Certamente terão que aceitar a mesma patologia da covardia que acometeu seus pais, para não serem sacrificadas nas suas profissões ou em suas próprias vidas pelos canalhas do petismo depois que a terrorista Estela assumir o poder.

Mesmo diante da patologia da covardia retransmito uma forma de iniciar revolução em nosso país em 2010:

NÃO REELEJA POLÍTICO ALGUM PARA CARGO QUE ESTEJA OCUPANDO.

Nas próximas eleições,

haverá renovação de 2/3 do Congresso.

Façamos uma faxina na podridão da política.

Nem esses, nem indicados por esses.

Não vote sem conhecer a história dos candidatos.

Não vote porque alguém pediu.

Se não tiver candidato limpo, vote nulo.

SE NEM DIANTE DE UMA CABINE SECRETA NÃO TIVERMOS CORAGEM DE FAZER UMA REVOLUÇÃO ENTÃO REALMENTE NOSSO PAÍS NÃO TERÁ MAIS JEITO ATÉ O DERRAMAMENTO DE SANGUE SE TORNAR INEVITÁVEL.

* Geraldo Almendra é Economista e Professor de Matemática - Petrópolis

___

byMel:

Discordo quanto ao voto nulo.

Em uma sociedade em que a grande maioria não sabe votar e a compra de votos é quase uma "instituição", anular o voto é entregar o país aos oportunistas de sempre.

Vote Consciente!

domingo, 18 de outubro de 2009

O exílio de dois brasileiros na França

Clipping - Os exilados brasileiros (ex-petistas) que o governo Lula não protege

A reportagem a seguir foca os dois únicos exilados políticos brasileiros da atualidade. Eles fugiram com medo de serem assassinados. O cabeça do casal é irmão do ex-prefeito Celso Daniel. Ele denunciou que seu irmão, que antecedeu Palocci na campanha de Lula, foi assassinado a mando de esbirros do PT, porque quis desmontar e denunciar uma quadrilha de petistas que extorquiam dinheiro de empreiteiras e concessionárias de serviços públicos para engordar o cofre da campanha de Lula. Esta reportagem corajosa de Zero Hora terá repercussão nacional e surge numa hora em que Lula e o PT parecem mais fortes do que nunca.
(do Políbio Braga)

CLIPPING
Política 17/10/2009 17h34min
Zero Hora, Porto Alegre.


O exílio de dois brasileiros na França

Como vive o casal que pediu refúgio político à França para fugir dos assassinos do ex-prefeito Celso Daniel Gabriel Brust Especial/Paris

“Você vai nos reconhecer. Somos um casal estranho. Eu sou baixinha com cara de japonesa, Bruno é alto com cara de italiano.”

O último dos vários e-mails trocados ao longo de dois meses deixa clara a preocupação de Marilena Nakano, 61 anos, com a segurança. O encontro é marcado em local público. Ao seu lado, em uma saída de estação de metrô na periferia de Paris, surge seu marido, Bruno José Daniel Filho, 56 anos – um dos irmãos de Celso Daniel, ex-prefeito da cidade paulista de Santo André, assassinado em 2002. O casal “estranho” na aparência vive há três anos na França, em endereço não revelado e em circunstâncias ainda mais exóticas: são refugiados políticos reconhecidos pelo governo francês. Deixaram o Brasil para não virar estatística. No caso, os números nove e 10 na lista de pessoas mortas em circunstâncias suspeitas, todas relacionadas de alguma forma ao caso Celso Daniel.

A descrição do e-mail foi fiel. Bruno José, quase um 1m90cm, magro, cabelo batido e queixo proeminente, destoa de Marilena, enquanto caminham de braços dados pelas ruas de uma das pequenas cidades da banlieue, a periferia parisiense. Marilena é quem mais fala durante as duas horas de conversa em um café. Deixa transparecer indignação, tristeza e, às vezes, até bom humor. Bruno fala pouco e tenta, mas não consegue, sorrir. A morte traumática do irmão seria apenas o primeiro episódio a roubar-lhe qualquer possibilidade de voltar a ter uma existência tranquila. Quem define o trauma é Marilena:

– Lidamos com duas mortes. Uma foi a do Celso. A outra foi a morte simbólica de companheiros do PT. De companheiros, não têm nada.

O abandono de ex-companheiros

Foi em função da segunda morte, mais do que da primeira, que o casal desembarcou na França no dia 1º de março de 2006. No segundo semestre de 2005, Bruno, então professor de Economia da PUC-SP, percebeu que o único resultado da luta para desvendar o assassinato do irmão foi o isolamento da família. Restavam ele e Marilena, ambos ex-petistas históricos, como dois Davis batendo de frente com interesses aparentemente ocultos, que se materializavam em duas frentes.

Primeiro, na Polícia Civil, que, com apenas três meses de investigação, em abril de 2002, concluiu que o assassinato não passou de crime comum – Celso teria sido sequestrado por engano, no lugar de um empresário. Em segundo, na suposta debandada de companheiros históricos do PT, ocorrida por volta de 2003. Marilena conta:

– A nossa última tentativa de obter apoio do PT foi quando tivemos acesso às fotos da necropsia. Elas mostram que Celso foi torturado.
Chamamos alguns petistas, um a um, para dizer “você vai ver o que nós vimos, e a gente está pedindo pela última vez: vocês têm de fazer alguma coisa”. Nunca moveram uma palha.

A indiferença inicial de ex-companheiros se tornaria repúdio aberto à atuação do casal a partir de 6 de outubro de 2005. Bruno confirmou, em depoimento à CPI dos Bingos, ter ouvido de Gilberto Carvalho, chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, um relato sobre corrupção na prefeitura de Santo André com arrecadação de propina para o PT. A participação na CPI foi a gota d’água para acabar com qualquer relação entre o partido e a família Daniel.

Falta de dinheiro gera dificuldades

O embate do casal e de outro irmão da vítima, João Francisco Daniel, hoje respira graças àintervenção do Ministério Público (MP) de São Paulo. Após avaliar que a investigação policial apresentava questões não esclarecidas, o MP solicitou, em 2002, a reabertura dos trabalhos.
Desde então, os esqueletos não pararam de sair do armário. Oito pessoas foram denunciadas pelo assassinato. Outras oito relacionadas ao caso morreram em circunstâncias misteriosas.

– Começamos a sofrer ameaças de forma mais intensa depois que o legista veio a público e disse “Celso foi torturado, não foi um crime comum”. Era a fala de um especialista. Antes de concluir o relatório, foi encontrado morto – conta Bruno.

As ameaças, em telefonemas suspeitos, levaram a polícia a providenciar segurança 24 horas para Bruno. Até que um telefonema feito a uma tia da família deixou claro: um dos sobrinhos de Celso seria morto caso os irmãos do ex-prefeito não deixassem o país. O casal tratou de providenciar a partida dos três filhos.

– Em seguida, caiu a ficha: estávamos pensando nos filhos. Mas e nós?

Quando começamos a pensar na saída deles, era mais ou menos inescapável pensar na nossa saída também.

Em março de 2006, o casal chegaria à França, país escolhido pela proximidade cultural – Marilena havia estudado lá por seis meses na época da morte de Celso – e pela tradição em acolher refugiados políticos.

O status de refugiado foi obtido no segundo semestre de 2006, após avaliação do Ofício Francês de Proteção aos Refugiados e Apátridas. A tarefa não costuma ser fácil: apenas 10% dos estrangeiros que solicitam o refúgio são aceitos. Em 2006, os Daniel foram a única família brasileira a obter o status – que lhes permite trabalhar e viver legalmente –, graças às comprovações de que poderiam ser mortos caso voltassem ao Brasil. Os dois levaram uma vida secreta no Exterior até o início deste ano, quando resolveram voltar a se manifestar através de cartas abertas a instituições brasileiras.

A dificuldade do casal hoje é de ordem financeira. Contam com a ajuda de amigos para sobreviver e recorrem a trabalhos eventuais, cada vez mais escassos em tempos de crise econômica europeia. Marilena está recorrendo ao seguro-desemprego. Bruno tenta rir da ironia do destino:

– No Brasil, eu dava aula justamente sobre Estado de bem-estar social.
Agora a gente tem um status aqui de família de baixa renda, então recorremos ao Estado de bem-estar social e sofremos as mesmas agruras das pessoas francesas de baixa renda. Eu não desejo o exílio para ninguém. Deixamos amigos, família, nosso país, nosso trabalho. Tudo isso perdemos. Tínhamos uma vida regular. Perdemos.

Entenda o caso

- Prefeito de Santo André, Celso Daniel (foto) foi assassinado com oito tiros em janeiro de 2002. Ele era coordenador do plano de governo do então candidato a presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

- As investigações apontaram para um sequestro. No entanto, depoimentos a promotores indicaram a possibilidade de homicídio político.

- Segundo testemunhas, uma quadrilha teria sido contratada para matar o ex-prefeito porque ele teria ameaçado denunciar companheiros petistas por suposto desvio de dinheiro extorquido de empresários.

- Acusado de ser o mentor do crime, o empresário Sérgio Gomes da Silva, o Sombra, era amigo de Daniel e o acompanhava na noite do sequestro. Sombra é suspeito de ser o arrecadador das propinas.- O PT e a Polícia Civil sustentam a tese de que houve crime comum (sequestro seguido de morte). Já o MP e a família de Celso Daniel defendem a teoria de crime premeditado por vingança.


das Arábias...

Tapete vermelho colocado por empreiteiras para que Ali Lulá não suje os pés com o pó nordestino

Sem comentários...

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Práticas Nazistas


"No lugar onde circulavam caminhões basculantes e escavadeiras retiravam pedras gigantescas partidas e repartidas por perfuratrizes, na noite de quarta-feira (14), às 19h15 de ontem (quinta-feira) reinava o silêncio. Não havia um só trabalhador. Os potentes holofotes que iluminaram basculantes e perfuratrizes estavam parados ao lado da escavação na qual, na noite anterior, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva inspecionou o terceiro turno de trabalho do consórcio de empreiteiras que toca o lote 11 do projeto de transposição das águas do rio São Francisco."

O texto abre a reportagem do jornalista Raymundo Costa no Valor Econômico desta sexta-feira. O repórter testemunhou a caça leviana ao voto para a “doutora”, pelo presidente da República, numa região onde Lula exacerbou o império do clientelismo para manter a dependência crônica dos nordestinos.

Não surpreende o Nordeste, que Lula diz ser prioridade de seu governo, registrar três vezes mais analfabetos do que o Centro-Sul, de os índices de IDH serem os mais indecentes do país e de o “presidente” ter o mais elevado apoio à sua gestão. É a dependência estimulada de um contingente expressivo da população brasileira ao Estado corruptor.

Até os anos 1970 o notório Amaral Neto, “O repórter”, com equipamentos sofisticados para a época, registrava obras dos militares para serem divulgadas pelo país afora. Preparava-se o cenário, nem sempre com a presença dos generais, e tudo era filmado. Terminada a encenação, o local transformava-se num deserto e num silêncio ensurdecedor. Era apenas propaganda.

Qualquer semelhança com o que Lula faz hoje não é mera coincidência. A diferença é que, invariavelmente, o apedeuta é sempre o protagonista central do melancólico espetáculo. (O PT foi tungado pelo mensalão, que Lula comandou e que o partido preferiu sacrificar-se para poupar o chefe). O lulismo tem os inspiradores mais exóticos em termos de propaganda. A corrupção é original. Nunca se assaltou tanto o Tesouro.

Onde Lula mete a mão...

Mensalão, cartões corporativos, sanguessugas, superfaturamento de obras, aparelhamento do Estado, diárias, enfim o lulismo ataca em todas as frentes. Onde há a corrupção, lá está a mão nada leve do lulismo, (como diz o povo nas ruas: “Onde Lula mete a mão, há corrupção!”), como atestam as centenas de denúncias de corrupção nestes quase sete anos de petismo no Palácio do Planalto. Os principais assessores de Lula e os cabeças do PT, sem exceção, estão denunciados por corrupção e formação de quadrilha.

Mas, se a corrupção é original, a propaganda lulista nada tem de original. Mira-se nos exemplos de Hitller e dos generais da ditadura brasileira dos anos 1960 e 1970.

O fato de o presidente da República estuprar a legislação eleitoral correndo o país em campanha, um ano antes das eleições, já seria passível de um processo. Mas, o apedeuta vai mais além. Apresenta ao país como candidata a sucedê-lo uma forjadora de dossiês para chantagear adversários, uma sonegadora de imposto e, finalmente, para não desperdiçar mais espaço com a ficha corrida da personagem, uma falsificadora de diploma para tentar passar por “doutora”.

O “presidente” Lula quer institucionalizar a corrupção. A indiferença da sociedade, inclua-se aí a Justiça e entidades antes tão atuantes na defesa da ética, como a CNBB, a OAB e a ABI, tem pavimentado a trilha para o petista alargar cada vez mais a cruzada pela desmoralização completa do Brasil.

Com Valor Econômico e agências

___

Brevíssimo comentário:

Revisitando Manuel Bandeira:

Vou-me embora para Honduras.
Lá não preciso ser amigo do rei.
Terei apenas quem quero,
na cama que escolherei.

(by Mel)

__

Leia também:

___

Fazendo água:

Pela 1ª vez "neztepaíz" (ou neztemundo?) os ratos tomam conta, enquanto o navio afunda...

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Confisco do IR - Pegou mal...


"O ministro da Fazenda, Guido Mantega, recuou e determinou à Receita Federal que pague até o fim do ano todas as restituições do Imposto de Renda Pessoa Física 2009. O atraso nos pagamentos foi anunciado pelo ministro na semana passada por causa da queda na arrecadação. Ainda restam sete lotes de restituição para serem devolvidos ao contribuinte."
___

Recuou (?) tardiamente, só pra não ficar mal na fita...
___

do Noblat – 14.10.2009 15h45m

Contra-informação

No dia em que começou a circular a notícia de que Lula recebera sua restituição de Imposto de Renda logo no primeiro lote despachado pela Receita Federal, o governo respondeu com a notícia de que os ministros Guido Mantega, da Fazenda, e Dilma Rousseff, da Casa Civil, haviam caído na malha fina do Leão.

A queda dos dois ministros na malha fina ganhou mais destaque na mídia do que a sorte de Lula de ter sido um dos primeiros a embolsarem a restituição do Imposto de Renda.

Enquanto isso… Enquanto isso o governo ainda não recuou da decisão de só devolver no próximo ano o que milhares de brasileiros pagaram a mais de imposto no ano passado.


As focas aplaudem...

Quem ganha as laranjas?


Quem ganha o prêmio Laranja do ano?
(ou " a candidata que virou suco...")

Enquanto o MST destrói 12 mil pés (dados atualizados) de laranja...

A “Vilma Ducheff” assumiu publicamente que não passa de “laranja” do Apedeuta.

"Estratégia" mais conhecida como: Moda Kirchner…



A "doutora" e "mãe do PAC" assumiu, hoje, que não deseja ser a presidente do Brasil, mas apenas cumprir uma espécie de mandato tampão, como se fosse um terceiro mandato de Lula. "Vamos discutir a conjuntura nacional e como é que fica para todos nós, não uma candidatura propriamente dita, mas a nossa contribuição para fazer com que o projeto do presidente Lula tenha um terceiro mandato", afirmou Dilma a jornalistas antes de ser recebida pelos líderes do PR. Assim, fica explícito que Dilma Rousseff alimenta a esperança de ser eleita muito mais pela conveniência do que pela própria competência. E que Lula volta com tudo em 2014 para mais dois mandatos. No final, teremos uma ditadura socialista com toda a corrupção de um partido único, ou alguém duvida?

(do blog do Coronel)

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Porque não me ufano do meu país


Texto de Maria Lucia Victor Barbosa*

O presidente da República, tomado de transbordante euforia por conta da escolha do Brasil para sediar a Olimpíada de 2026, disse no encerramento do Seminário Empresarial Brasil/União Européia que: “depois de décadas de auto-estima jogada para baixo, os brasileiros aprenderam gostar de ser brasileiros”.

Apesar de seu alto cargo o senhor Lula da Silva não pode falar por mim, não está autorizado a tanto. Exatamente por conta dele e de seu mandarinato formado pelos companheiros de governo, hoje em dia não gosto de ser brasileira.

É inegável que progredimos em vários aspectos. Muito mais pela iniciativa particular do que pelo avassalador, incompetente e corrupto Estado. Mas não evoluímos tanto quanto poderíamos. Isto está provado pelo crescimento pífio mesmo nos tempos de bonança da economia mundial. Continuamos em vergonhoso 75º lugar no índice de Desenvolvimento Humano e ocupamos a 81ª colocação no índice de expectativa de vida.

Temos tudo para ser o país do futuro, mas nossa mentalidade nos deixa muito aquém do lema de nossa bandeira: “Ordem e Progresso”. Aliás, a desordem vem se acentuando se levarmos em conta a violência urbana. Se houvesse modalidade olímpica de mortes em acidentes de trânsito ganharíamos fácil medalha de ouro, pois já somos recordistas mundiais nesse “esporte” onde a maioria que faz do seu carro uma arma parece estar sempre bêbada. Quanto ao terrorismo do MST faz lembrar o “estado de natureza” onde “não há meu nem seu, mas o que eu puder tomar, pelo tempo que puder conservar”. O último espetáculo do “pacífico movimento social” na Fazenda Santo Henrique, da empresa Cutrale, no interior de São Paulo, ocorrida em 28 de setembro, redundou na destruição de milhares de pés de laranja, de 28 tratores, da sede da fazenda, além de furto de equipamentos, defensivos e pertences de famílias de colonos que foram expulsas da propriedade pelos “coitadinhos” dos chamados sem-terra. Devido à má repercussão o presidente da República chegou a falar em vandalismo dos companheiros do MST. Quanto cinismo! O governo financia os baderneiros com milhões de reais e o paternal Lula já envergou o boné do movimento que age com requintes de bandidos.

Para piorar, pode-se dizer que a mais alta instância do Poder Judiciário, o STF, acabou quando Lula da Silva emplacou seu oitavo ministro com a complacência do subserviente Senado. E o jovem Toffoli, ao que tudo indica uma nulidade jurídica, cujo currículo tem como ponto alto a amizade do poderosíssimo José Dirceu, afirmou em entrevista à Folha de S. Paulo (04/10/2009) algo que no mínimo dá o que pensar. Interpretando as palavras de Jesus sobre o sábado ser feito para o homem e não o homem para o sábado, concluiu que “a lei é o parâmetro, mas ela leva em conta ao ser aplicada, o homem, o ser, a vida”. Para regozijo do terrorista Cesare Battisti, seria o companheiro ministro adepto do Direito Alternativo? O tempo dirá.

Nem Copa do Mundo, nem Olimpíada, vão fazer de mim uma ufanista enquanto a Educação, que leva em conta a quantidade e não a qualidade, fabricar analfabetos funcionais, despreparados para o mercado de trabalho, iludidos do faz-de-conta educacional das escolas que emburrecem em vez de ensinar. A continuar assim estaremos longe de ser a “quinta ou sexta economia do mundo”, como profetizou num lance de propaganda, o presidente da República. Tampouco vou me orgulhar do Brasil enquanto a Saúde não sair do caos em que se encontra para a grande massa de eleitores do pai Lula, justamente os que não podem pagar um plano para se tratar adequadamente.

Morro também de vergonha de ser brasileira ao observar nossa política externa, omissa quando se trata de países que desrespeitam direitos humanos, bajuladora de ditadores da pior espécie, que aceitou a interferência militar de Evo Morales nas instalações da Petrobrás e a expropriação da empresa em terras bolivianas, que se sujeitou ao bispo Lugo ao aceitar pagar mais pelo excedente de energia produzido pela Hidrelétrica de Itaipu, que exalta os déspotas Fidel Castro e Hugo Chávez como democratas, mas que intervém vergonhosa e covardemente em Honduras para respaldar mais um agente de Chávez, transformando nossa embaixada em comitê do falastrão Manuel Zelaya.

Li que tendo morrido em Gaza um casal de zebras, o dono do zoológico, para se ressarcir do prejuízo, resolveu pintar dois burros de branco com listas negras. Foi um sucesso de público. Pois bem, Lula dá ao povo as falsas zebras da Copa e da Olimpíada, enquanto os sérios problemas da Saúde, da Educação, da infra-estrutura, da violência, da impunidade nos mantém no ilusionismo cínico da propaganda governamental. É certo que como ocorre com Berlusconi, nada abalará o prestígio de Lula da Silva. O povo adora falsas zebras. Mas, por essas e por outras, estou bem longe de me ufanar pelo meu país.


* Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga, autora, entre outros livros, de: “O voto da Pobreza e a Pobreza do Voto: a Ética da Malandragem (Jorge Zahar Editor) e América Latina: Em Busca do Paraíso Perdido” (Editora Saraiva).

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Saiba tudo sobre a tentativa de golpe no Rio Grande do Sul


" Nas últimas 48 horas depois que a governadora Yeda Crusius anunciou no portão de embarque que não viajaria mais para os Estados Unidos, temendo um golpe, os políticos – inclusive governantes – e a mídia permaneceram em silêncio sepulcral sobre o assunto. Aparentemente ninguém esteve e está interessado em responder duas questões vitais para o futuro da crise política no RS: como ocorreria o golpe e quem seriam seus protagonistas ? "

Íntegra no Políbio Braga


Atualização em 14/10/2009:


Medina (advogado de Yeda) confronta e derrota a RBS - Áudio da entrevista

Duelo mantido com o jornalista Antonio Carlos Macedo, no programa Chamada Geral, da Rádio Gaúcha, emissora líder da RBS:


Processo contra Yeda é extinto na Justiça Federal
(por Diego Casagrande)

Três desembargadores da 4ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região decidiram, por unanimidade, retirar o nome da governadora Yeda Crusius da ação que o Ministério Público Federal move contra ela e outras pessoas por improbidade administrativa. Os magistrados entenderam que, por ser agente política, Yeda jamais poderia ser denunciada e julgada em uma vara comum da Justiça Federal por improbidade. A ação, portanto, no que diz respeito a Yeda, está extinta, é nula.

O advogado da governadora, Fábio Medina Osório, comemorou. "A Justiça Federal adotou a decisão correta. A ação do Ministério Público Federal foi política", disse ele.
___

"isso é uma prévia do que o PT nacional Fará quando Serra for eleito" (por Stenio)

Exatamente!

Ainda mais com o desfalque deixado pela HERANÇA MALDITA do Stalinácio...

Preparemo-nos para a GUERRA!!!

domingo, 11 de outubro de 2009

O Foro e o cerco de Honduras


texto de Ipojuca Pontes*

Entre os dias 20 e 23 de agosto último os integrantes do Foro de São Paulo se reuniram na cidade do México para tramar – e agir - contra a democracia representativa em todo continente latino-americano. Segundo informa o site do PT (www.pt.org.br), estiveram presentes no encontro (o décimo quinto, desde que há dezenove anos foi criado em São Paulo por Fidel Castro e Lula da Silva) 520 delegados de 32 países da América Latina e do Caribe, além de outros 38 convidados, representando 63 partidos de esquerda e de facções de “forças populares e progressistas” – as tropas de choque e de bate-paus para “operações de rua”.

O leitor sabe, mas convém repisar: o Foro de São Paulo, mutatis mutantis, é a recriação da célebre OLAS – Organização Latino-Americana de Solidariedade – concebida por Salvador Allende durante o encontro da Tricontinental de Havana, realizado em janeiro de 1966, para, no dizer de Fidel Castro, “estender a luta revolucionária a todos os países da América Latina”. Foi justamente a partir das resoluções da Conferência da OLAS, transcorrida um ano mais tarde, em Cuba, que se desencadeou a “guerra revolucionária” em vários países do continente, com destaque no Brasil para a guerrilha empreendida por Carlos Marighella, a qual estava atrelado, entre outras vestais da esquerda, o apóstata “Frei” Betto - mais tarde feito “tutor ideológico” de Lula da Silva.

No histórico, a proposta de Fidel (e Che) para se implantar “Um Vietnã em cada país da América Latina” afunilou-se na luz escura do vazio: salvo nas selvas da Colômbia, a luta de guerrilha, ante a reação decisiva das forças militares, entrou pelo cano. Por sua vez, a queda do Muro de Berlim e a aparente derrocada da União Soviética determinaram dois acontecimentos funestos para a esquerda na AL, a saber: 1) Em Cuba, Fidel Castro terminou por perder a bolsa anual de US$ 6 bilhões paga por Moscou para manter-se no país-satélite próximo às barbas do Tio Sam - o que, em definitivo, intensificou o duro regime de fome na ilha-cárcere. 2) No Brasil, a fuga de Jango e, tempos depois, a derrota fragorosa de Lula para Collor de Mello, candidato comprometido com o avanço do liberalismo econômico e a democracia representativa, fez com que a furiosa frente ampla comunista entrasse em pânico.

Mas, verdade seja dita, só por pouco tempo: instalado o Foro de São Paulo em julho de 1990, em menos de dois anos as esquerdas se reorganizaram e, de forma clandestina, na mais completa ignorância da sociedade brasileira, tramaram com êxito a queda de Collor de Mello e suas (frágeis) aspirações liberais.

Mais ainda: com a ascensão de Lula ao cargo de presidente da República, a organização subversiva, agindo com a desenvoltura de máfia secular, em menos de duas décadas conseguiu instalar vários dos seus asseclas no comando de países da região, todos agindo em conluio surdo para fincar o monopólio comunista no poder político continental. Ainda que o projeto esteja em andamento, é façanha de fazer inveja ao próprio Komintern, a Internacional Comunista criada por Lenin para impor ao mundo a sua “Ditadura do Proletariado”.

Para que tal fenômeno se desse em tão pouco tempo, convém insistir, foi fundamental a ação clandestina do Foro no controle ideológico do aparelho estatal brasileiro. Com efeito, seja manobrando em causa própria os bastidores do poder público ou determinando a farta distribuição de recursos financeiros do governo entre organizações criminosas (ONGs, MST, Via Campesina e tutti quanti); seja aparelhando a máquina estatal com a militância útil (e inútil) ou corrompendo com cargos e propinas os partidos políticos; ou ainda articulando leis racistas e permissivas ou formulando política externa lesiva aos interesses nacionais e de fundo colonialista, ou mesmo inoculando o virus da ideologia comunista no ensino público, etc. etc. - a organização clandestina, composta por fanáticos das mais diversas latitudes, logo se impôs e está se alastrando pelo continente desguarnecido. A façanha foi tão bem-sucedida que o próprio Lula, na celebração dos 15 anos de existência do Foro (02/07/2005), em discurso jubiloso aos “companheiros” de empreitada, relembrou com riqueza de detalhes como tinha enganado o povo brasileiro e as forças democráticas da nação.

Ademais, na sua escalada para assumir o poder total, a trupe executiva do FSP bolou o instrumento perfeito para o domínio político do continente: o chamado “Golpe do Referendo Popular”, uma empulhação bem adequada ao que se proclama como prática usual na “democracia participativa”.

Em resumo, eis aqui como se processa o “golpe do referendo”: uma vez eleito presidente de um país democrático (em geral, com a ajuda da grana do narcotráfico, dos petrodólares de Chavéz e recursos logísticos dos governos aliados), o membro do Foro corrompe o legislativo e, após algum tempo, baixa decreto executivo estabelecendo consulta popular para a convocação de assembléia nacional constituinte a fim de deliberar sobre a criação de nova carta magna. Feito isto, o detentor do cargo presidencial anula o que resta de oposição, estabelece leis ditatoriais e encaminha “legalmente”, sem maiores dificuldades, o “Socialismo do Século XXI” de feição totalitária.

Uma jogada de mestre! De fato, o “Golpe do Referendo Popular” bolado nos intestinos do Foro de São Paulo vinha dando certo em vários países da AL até o advento da inesperada reação das instituições formais de Honduras, que se interpuseram sem temor às pretensões do então presidente Zelaya (também membro do Foro) de mudar as regras do jogo e permanecer ad infinitum no poder.

Sim, amigos. De forma mais que corajosa dentro de um espaço dominado pelo sanha expancionista do Foro, mas interpretando fielmente o espírito de uma constituição à prova de manobras continuístas, tanto o Poder Judiciário quanto o Congresso Nacional e as Forças Armadas hondurenhas, tendo a frente o íntegro deputado Roberto Michelleti, estão resistindo tenazmente o cerco à democracia em vigência no pequeno país centro-americano, ao tempo em que desmascaram aos olhos de quem quiser ver o diabólico esquema de integração comunista na América Latina – um fenômeno raro, heróico e improvável num continente vivendo à sombra da ameaça totalitária!

Na Declaração Final do seu XV Encontro, ocorrido no México, dois destaques evidenciam o acosso sem limites que o FSP mantém sobre Honduras: no seu parágrafo nono, depois de denunciar a queda de Zelaya como intentona da direita “para deter o avanço das forças de esquerda”, se afirma: “O XV Encontro assumiu o compromisso de continuar apoiando a luta do povo hondurenho e de exigir a liberdade imediata de todos os presos políticos, a suspensão da repressão e a restituição imediata e incondicional do presidente Zelaya ao seu cargo”.

E no anexo do parágrafo décimo quinto do documento, menos explicito, o FSP aprova amplo plano de trabalho para 2010 e se compromete em: “Apoiar decididamente a esquerda hondurenha nos termos da resolução particular aprovada por este XV Encontro”.

Com respeito aos “termos da resolução particular” que o FSP prefere manter oculto para continuar agindo em surdina, não seria exagero mencionar, entre várias outras iniciativas, a pressão histérica que o Brasil exerce sobre a ONU e a OEA contra Honduras, o empréstimo do avião de Chavéz para que Zelaya retornasse à Tegucigalpa e a “materialização” do presidente deposto na hospitaleira Embaixada do Brasil, para não falar dos grossos recursos monetários repassados pelas FARCs (narcotráfico) para se manter na capital hondurenha milhares de milicianos da Venezuela, instruídos por Cuba, para, no momento oportuno, invadir o Congresso hondurenho e baixar o sarrafo.

Mas quem liga para semelhante tipo de agressão a país tão insignificante...


*Ipojuca Pontes é cineasta, jornalista, e autor de livros como A Era Lula, Cultura e Desenvolvimento e Politicamente Corretíssimos. Também é conferencista e foi Secretário Nacional da Cultura.