sábado, 27 de junho de 2009

ACORDA Brasil !!!


Brasil

Um país de TOLOS.... até quando???

ACORDEM!!!

"Lei Tarso Genro" - o verdadeiro AI-5 digital


A MENTIRA:

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou de censura o projeto de lei de autoria do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) que endurece as penas para crimes cometidos na internet, durante participação no 10º Fórum Internacional de Software Livre (Fisl), em Porto Alegre, nesta sexta-feira (26).

“Essa lei que está aí não visa corrigir abuso de internet. Na verdade, quer fazer censura. Precisamos responsabilizar as pessoas que trabalham com internet, mas não proibir ou condenar. É interesse policialesco fazer uma lei que permite que as pessoas adentrem a casa de outras para saber o que estão fazendo, até seqüestrando os computadores. Não é possível”, disse Lula, após ouvir apelos da platéia para vetar a lei, segundo reportagem da "Agência Brasil"


A VERDADE:

Pra começar, a PL 89 (conhecida como Lei Azeredo) tem 10 dos seus 20 artigos incluídos por Aloízio Mercadante (PT).
- Isto a petralhada não fala... -

Deveria ser chamada pelo nome correto: Lei Azeredo/Mercadante.
- Algo que os petistas fazem questão de "esquecer" -

Porém, a verdadeira CENSURA parte do Ministério da Justiça (de Tarso Genro), que impõe controle muito mais rígido - ao estilo Big Brother, de Orwell (1984) - da Internet.

Veja mais detalhes nos links abaixo
( clique nos títulos para ler a íntegra)

A "LEI TARSO GENRO" É O VERDADEIRO AI-5 DIGITAL

Conheçam, na íntegra, o PL elaborado pelo Ministério da Justiça e que faz a chamada "Lei Azeredo/Mercadante" parecer brincadeira de criança.


Tarso "Illich" quer controlar a Internet

Se a chamada "Lei Azeredo", cujo objetivo é vigiar e controlar a Internet, é autoritária, ditatorial se tornará com a ingerência do ministro da Justiça Tarso "Illich" Genro. É isto mesmo: ditatorial, bem ao gosto do leninista que Tarso nunca deixou de ser.


Ministério da Justiça defende mais rigor na identificação de usuários da rede. Proposta em estudo inclui cadastro com número do RG e nome dos pais de quem navega. (do Congresso em Foco - leia o que o MJ pretende mudar na Lei para censurar e monitorar todos os internautas)

Princípios adotados por Lula em sua propaganda

do ex-blog do César Maia:

1. SIMPLIFICAÇÃO OU DO INIMIGO ÚNICO. Adotar uma única ideia, um único símbolo (PAC). Individualizar o adversário em um único inimigo.

2. MÉTODO DO CONTÁGIO. Reunir diversos adversários em uma só categoria, em uma soma individualizada.

3. TRANSPOSIÇÃO. Carregar sobre os adversários seus próprios erros e defeitos, respondendo ataque com ataque. Se não podes negar as más notícias, invente outras que as distraiam.

4. EXAGERAR E DESFIGURAR. Converter qualquer história, por menor que seja, em ameaça grave.

5. VULGARIZAÇÃO. Toda propaganda deve ser popular, adaptando seu nível ao menos instruído dos indivíduos aos quais se dirija. Quanto maior a massa a convencer, menor o esforço mental a realizar. A capacidade receptiva das massas é limitada, sua compreensão escassa e tem grande facilidade para esquecer.

6. ORQUESTRAÇÃO. A propaganda deve limitar-se a um número pequeno de ideias e repeti-las incansavelmente, apresentando-as uma e outra vez, de diferentes perspectivas, mas sempre convergindo para o mesmo conceito, sem fissuras nem dúvidas.

7. RENOVAÇÃO. Emitir sempre, informações e argumentos novos a um ritmo tal que quando o adversário responda, o público já esteja interessado em outra coisa.

8. VEROSSIMILHANÇA. Construir argumentos a partir de fontes diversas, através de informações fragmentárias.

9. SILENCIAÇÃO. Encobrir as questões sobre as quais não tenha argumentos e dissimular as notícia que favorecem o adversário, contraprogramando com a ajuda dos meios de comunicação afins.

10. TRANSFUSÃO. A propaganda sempre opera a partir de um substrato preexistente, seja uma mitologia nacional, ou um complexo de ódios e preconceitos tradicionais. Trate de difundir argumentos que possam arraigar-se em atitudes primitivas.

11. UNANIMIDADE. Convencer a muita gente de que pensa "como todo mundo", criando uma (falsa) impressão de unanimidade.

12. Bom, se você chegou até aqui, saiba que esses são os Princípios da Dominação pela Propaganda, de Joseph Goebbels, chefe da propaganda nazi. E, que pela semelhança com o tipo de comunicação e propaganda de Lula, se não foram copiados, há uma enorme coincidência.

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sexta-feira, 26 de junho de 2009

Homenagem a Michael Jackson


O cara era polêmico... mas excelente artista.
E COMPLETO!
Cantor, compositor, dançarino, produtor, INOVADOR.
(muito melhor que Elvis, incontestavelmente)

Entra na galeria dos grandes ídolos Elvis, Janis, Hendrix, Lennon.
Mais uma grande perda para a música...
Pelo menos seu trabalho (e a lembrança) fica.

Vá com Deus !

"Minha sincera e singela homenagem a um dos maiores astros da música POP. Sem imagens...apenas para lembrar o grande vazio que deixa em todos que o admiravam." (por Alexis)

You are not alone...

terça-feira, 23 de junho de 2009

Desviando o Foco dos Salafrários

A crise do Senado não vai sepultar a CPI

23 de junho de 2009 – 17:28 | originalmente postado no blog do Senador Álvaro Dias

O jornal Fatorama, de Brasília, em matéria de destaque, ressalta que “a grave crise no Senado vem sendo alimentada e usada pelo governo Lula para matar a CPI da Petrobras” . Diz o jornal que a crise é armação contra a CPI. Espero que a crise do Senado não cegue os que têm responsabilidade pública e não podem desistir de cumprir o dever de investigar e denunciar a corrupção no Executivo.

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Breve comentário:

Enquanto os Senadores vêem-se envolvidos em falsos "atos secretos" e listas de nomes "vazadas" para a imprensa ... Lula dedica-se, usando todos os seus tentáculos, a sua campanha em defesa dos salafrários (os verdadeiros, "esquecidos" por Berzoini) que estão levando o país à bancarrota.

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Atualização:

O que são os atos secretos? (que não são tão secretos assim...)

A maioria são atos administrativos normais que não foram publicados deliberadamente (já é comprovada a intenção).

Quem ganhou com isso?

Não foram os senadores (pelo menos a maioria não sabia que não houve a publicação - também nem cabe a eles verificar isto).

Mas alguém se beneficiou. Aí é que está o X da questão.

Por exemplo:

Quem continuou recebendo os salários de funcionários exonerados? O funcionário não foi. Mas a não publicação não suspendeu o "pagamento".

E deve ter coisa muito pior sob essa atitude (sem conivência dos senadores) de esconder alguns atos corriqueiros e perfeitamente legais.

Agaciel (empregado por Sarney desde 95) é o cabeça? Duvido muito. É apenas o gerente operacional das falcatruas de um grupelho muito bem conhecido.

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domingo, 21 de junho de 2009

Sangue Novo na Imprensa


por João Ubaldo Ribeiro

Sou do tempo em que se falava na “imprensa escrita, falada e televisionada” e, para ser sincero, implico com a palavra “mídia”, embora saiba que não adianta. Mas é que essa palavra entrou em meu vocabulário através do inglês, onde ela ainda é como em latim: singular “medium”, plural “media”. Entre nós, ganhou um i acentuado e virou coletivo. Não tenho nenhum argumento realmente defensável contra esse fato, é a velha rabugice mesmo, acho que com a idade ela vai piorando. Mas deve haver algum dispositivo no Estatuto do Idoso que me dê direito a isto, de forma que apenas aviso que, quando escrevo sobre imprensa, penso na escrita, na falada e na televisionada.

A semana que passou trouxe novidades para a imprensa. Não me refiro à extinção da exigência de diploma para o exercício da profissão de jornalista, até porque acho que nada vai mudar muito. A imprensa certamente procurará contratar profissionais de áreas diversas da comunicação para atender a algumas necessidades, notadamente de jornalismo analítico e especializado, mas deverá continuar a dar preferência genérica a profissionais formalmente habilitados, e um diploma de jornalista ainda pesará no currículo.

Grande novidade mesmo foi o anúncio de que o presidente terá uma coluna nos jornais. Ainda não sei direito como é que vai ser, mas, mas fico maravilhado mais uma vez. Aqui acontece de tudo, até mesmo um jornalista mili-tante que, segundo ele mesmo, nunca leu um jornal e sabe apenas que é um papel dobrado, que solta tinta e estaria melhor embrulhando peixe ou reciclado como papel higênico. Eu ia mencionando também a necessidade de saber escrever, mas me lembrei de um ou dois coleguinhas no passado e manda a honestidade reconhecer que, em certos casos, saber escrever não tem a menor importância. Além disso, os presidentes costumam contar com auxiliares que escrevem para eles, é uma prática universal.

Está certo, mas fico pensando como, se a notícia sobre a coluna for verdadeira, estamos mais uma vez conseguindo feitos sem precedentes. Leremos nos jornais a coluna de alguém que não sabe redigir e que nunca lerá o que escreveram por ele. Que é que é para fazer – fingir que é ele quem escreve e que ele sabe do que se trata? Deve ser. Por outro lado, considerando a inescapável função crítica da boa imprensa, ele vai criticar quem? Assim como a imprensa costuma vigiar e criticar os governantes, talvez ele critique os go-vernados, quem sabe. Talvez a coluna pegue um nome como “Pito à Nação”, ou coisa assim. Creio que estamos até precisando, embora talvez não do teor que ele pensa.

Como daqui a pouco não haverá mais países para ele visitar e assim evitar trabalhar onde devia, imagino que apenas a coluna e o programa de rádio que ele já tem não serão suficientes para distraí-lo. Claro, resta a televisão e não há por que rejeitar a ideia de um Domingão do Lulão apresentado por ele, com quadros como “Topa Tudo por um Cargo”, “Você Leva e Eu não Vejo”, “Se Faça sem Força”, “A Maracutaia da Semana” e outros, em que serão sorteadas bolsas, cestas básicas, sinecuras na Petrobras e similares.

O novo colega, também se comenta muito, virá junto com um pretendido enfraquecimento da imprensa, através principalmente da manipulação da distribuição de notícias e respostas a perguntas de repórteres ou noticiaristas. De novo, não sei bem o que se pretende, mas, já que a imprensa é responsável por tudo o que de mau acontece, da ladroagem geral ao tratamento imoral da coisa pública, cala-se a imprensa e os problemas nacionais acabam.

Bem, isso tudo seria engraçado e poderia gerar piadinhas infinitamente, mas o fato é que não é engraçado e não se pode tratar o cerceamento da liberdade de imprensa com leviandade. Hoje, num país em crise ética e moral sem precedentes, onde a sensação que se tem, diante do aluvião avassalador de escândalos e ladroagem impunes, é que isto aqui virou um carnaval ensandecido de larápios, vigaristas e aproveitadores por tudo quanto é canto, a imprensa, com todos os seus defeitos, permanece o único “poder” realmente democrático, em contraste com a situação a que chegaram os poderes oficialmente constituídos. Ao contrário deles, a imprensa está sujeita à permanente fiscalização e ao julgamento, frequentemente severo, de seu público. Deve – e presta – satisfação a seus leitores, ouvintes e espectadores. Não pode se lixar para a opinião de seu público e, se um órgão de imprensa trai seu público, a sanção, em forma de queda talvez fatal na circulação ou credibilidade, é pesada e inevitável, novamente ao contrário do que ocorre na esfera oficial.

E esse tiro, que talvez pareça fácil, mas não é, pode sair pela culatra, mesmo que de início bem-sucedido. Vai ver, os interessados acham que a imprensa é parecida com eles. Não é. O que vai acontecer com a imprensa, se privada das fontes oficiais, é que ela irá buscar a informação onde quer que esta puder ser obtida. Multiplicar-se-ão, inevitavelmente, vazamentos de informação, e as consequências, para quem queria estancar as denúncias, poderão ser opostas, ou seja uma chuva de escândalos ainda mais estonteante.

O problema, naturalmente, não é nem nunca foi a imprensa, nem existe o tal denuncismo de que o presidente falou. O que existe é safadeza mesmo em todos os setores do governo e do Estado e aqueles que sabem um pouqui-nho do que se passa em torno não aguentam mais ter sua inteligência e seus valores insultados, geralmente de forma grosseira e cínica. Mas talvez o novo coleguinha resolva o problema. Antigamente se ensinava que a notícia bem-feita diz na abertura o quê, quem, quando e como. Ele bem que podia fazer isso na primeira coluna dele, ia ficar com assunto para muito tempo.




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quarta-feira, 17 de junho de 2009

Ahmadinejad - "cumpanheiro"

"Eu não conheço ninguém, a não ser a oposição, que tenha discordado da eleição do Irã. Não tem número, não tem prova. Por enquanto, é apenas, sabe, uma coisa entre flamenguistas e vascaínos” (Lula da Silva)

Todos sabemos o “tratamento” dado pelo Lulopetismo aos piores ditadores e bandidos do mundo.

Na Venezuela, o Bufão "peca por excesso de democracia”(?).

As FARC são reconhecidas como “grupo político” (Olivério Medina que o diga pois até a mulher do falso padre tá “lotada” na PresiMencia).

- na sequência dos terroristas apadrinhados: O assassino Battisti conta com a proteção de Tarso e Greenhalgh -

- ah sim.. e não esqueçamos de Aquile Lollo, o churrasqueiro de gente, também sob a “guarda e proteção” do Estado -

A China é “parceira comercial” com $13 dólares ao barril do petróleo (que legal… aqui o consumidor paga os olhos da cara pelo combustível mais caro do mundo - sem contar o novo aumento da CIDE ).

Cuba é hors concours em manifestos petistas de “bom exemplo” do sistema Castrista.

O Hamas não só foi defendido como apoiado pelo Amorim (morte a Israel! Estatuto do Hamas).

Esperavam o que quanto ao tiranete que nega o Holocausto?

Lula o apóia, defende e vai visitá-lo (os protestos “deztepaíz” evitaram a visitinha infeliz do assassino “convidado”, antes das eleições fraudadas) em breve…. em outra viagenzinha (Lula passou quantos dias "nopaíz" trabalhando - ooops..- ? ) paga pelo contribuinte???

Eita Brazil Zil Zil!

E as focas aplaudem.

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A defesa de Sarney (?)

Sua Excelência não convenceu

por Lúcia Hippólito

Muito nervoso, maltratando a língua portuguesa, o presidente do Senado, senador José Sarney, foi à tribuna para se defender das críticas, segundo ele, muito injustas, que não respeitam sua biografia.

Não convenceu. Listou vários fatos de sua biografia. Falou dos 50 anos de vida pública, misturou fatos ocorridos durante a ditadura com ações suas na presidência da República.

Eximiu-se de toda e qualquer responsabilidade pela desmoralização completa por que passa o Senado da República. Repetiu inúmeras vezes que a crise não é dele, é do Senado.

Lamento, mas o senador José Sarney é o maior responsável pela crise.

Não se trata de desmentir ou de apagar a biografia do nobre parlamentar. Longe disso. Quem reescrevia o passado eram os historiadores soviéticos. A história de José Sarney é bem conhecida.

O que há de mais curioso a ressaltar no discurso de quase meia hora é a total falta de compromisso de José Sarney com os últimos dez ou 15 anos da história do Senado. Sarney discursou como se tivesse chegado ontem à presidência da Casa.

Como se não estivesse presidindo o Senado pela terceira vez. Como se não fosse pessoalmente responsável pela criação de cerca de 50 das 181 diretorias recém-descobertas na Casa.

Como se não fosse pessoalmente responsável pela nomeação de Agaciel Maia como diretor-geral do Senado. Como se não tivesse legitimado uma série de atos de Agaciel Maia e do diretor de Recursos Humanos, João Carlos Zoghbi.

Não é trivial privatizar o Senado da forma como o Senador José Sarney o fez. Tinha até outro dia um neto e duas sobrinhas empregados. Recebia auxílio-moradia tendo residência particular em Brasília e tendo à sua disposição, desde fevereiro, a residência oficial do Senado.

Sua estrategista de campanha era também diretora do Senado. Exonerada para fazer campanha, teve a exoneação cancelada (tudo através de documentos sigilosos).

Sua casa em São Luis era protegida por seguranças do Senado... embora ele seja senador pelo Amapá.

Semana passada, sua Excelência foi padrinho de casamento da filha de Agaciel Maia, ex-diretor-geral do Senado. Que agora, depois de prestar relevantes serviços ao senador Sarney, está sendo jogado às feras. Pelo senador Sarney.

O senador José Sarney não tem direito de afirmar que a crise não é dele.

Quando tenta diluir a crise do Senado brasileiro na crise de representação mais geral, que acontece em muitos parlamentos do mundo, o senador tenta uma manobra esperta.

É verdade que há crise em outros países, mas lá os parlamentares renunciam, pedem desculpas públicas, devolvem o dinheiro desviado. Alguns até se matam.

Não se espera nenhuma atitude radical por parte do senador Sarney. Nem mesmo a renúncia à presidência do Senado virá por livre e espontânea vontade.

Mas o clima de rebelião entre os funcionários do Senado é evidente. A forte reação da opinião pública também.

Uma vez o senador José Sarney contratou a Fundação Getúlio Vargas para fazer um diagnóstico da situação do Senado e propor medidas. Deu certo. Nada aconteceu.

Desta vez, repetiu a manobra. Mas suspeito muito de que não vai funcionar.

Os tempos são outros, Excelência.

do blog de Lúcia Hippólito

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sexta-feira, 12 de junho de 2009

O vaivém dos helicópteros

por Maria Lucia Victor Barbosa
E-mail: mlucia@sercomtel.com.br

A tragédia do voo 447 da Air France continua a repercutir de forma incessante. Dia e noite as TVs se revezam no afã de apresentar o que até agora é inexplicável. Não existem explicações para a causa da queda do avião, uma espécie de Titanic voador mais que perfeito. Não há ainda identificação dos corpos achados. Não foi localizada a caixa preta e é difícil que o seja. Apenas permanece o horror das vidas ceifadas na celeridade de poucos minutos. Soam advertências de como carreiras promissoras, promessas de felicidade, sonhos são sepultados inexoravelmente no túmulo imenso e frio do oceano. A tragédia coletiva relembra de como somos frágeis e impotentes diante da morte.

O terrível acidente, entretanto, é mais do que luto e dor. Serve ao propósito de acobertar fatos inconvenientes para o governo, distrai atenções, alimenta conversas. Não se fala mais da gripe suína. Desapareceram como que por encanto dos noticiários as enchentes do nordeste com suas vítimas anônimas. Não se toca na tragédia pessoal dos que morrem cruelmente sem atendimento em corredores de hospitais inadequados. Omite-se o aumento da violência urbana, a ser incrementada especialmente no Rio Grande do Sul porque juízes decretaram que bandido nenhum vai preso porque faltam prisões. Ninguém sabe como anda o caso Cesare Battisti, o terrorista e assassino italiano que o Brasil teima em proteger.

Assuntos, escândalos, espantos aparecem, somem e se perdem rapidamente na memória coletiva, que de resto retém muito pouco do que é noticiado. Desse modo, é de duvidar que ainda se pergunte: Existe mesmo um membro da alta hierarquia da Al-Qaeda vivendo em São Paulo? É verdade que a China tomou nosso comércio com a Argentina, apesar dos negócios da China que Lula da Silva foi fazer com pompas e honras naquelas terras distantes onde autoridades estão se lixando para direitos humanos? Aquele deputado castelão sofreu alguma punição ou foi mais um a se safar entre mensaleiros, sanguessugas, falcatruas num Congresso onde Renan Calheiros é exemplo a ser seguido, e o senador Sarney não sabe se recebe auxílio moradia sem disto necessitar? E sobre a CPI da Petrobras, que inspira terror pânico aos companheiros presidenciais, vai ser de novo adiada por manobras governamentais? Vai acabar em nada como todas as outras? Para trás, sem abrir, vão ficando as caixas pretas da política nacional.

Além do terrível acidente do Airbus da Air France prevalece no momento outro assunto que entretém a massa: a Copa de 2014. Já se nota que serão cinco longos anos de massacrante e tediosa propaganda. Pão e circo funcionavam na Roma Antiga. No Brasil, futebol e cerveja bastam para a felicidade geral. Diga-se de passagem, que parecemos um país de bêbados, pois em quase todos os acidentes de trânsito se diz que o chofer estava bêbado, como no caso do deputado estadual paranaense, Fernando Ribas Carli Filho que, bêbado, matou dois rapazes e, certamente, ficará impune.

Contrastando com a overdose sobre o acidente aéreo, a indiferença do presidente da República. Bem diferente na França onde o presidente Sarkozy, pessoalmente, prestou solidariedade às famílias das vítimas. Lula da Silva estava viajando, para variar, quando ocorreu a tragédia, mas, mesmo em sua volta, preferiu enviar seu dedicado chanceler Celso Amorim para prestar condolências em missa celebrada em memória dos que se foram. Tampouco Marco Aurélio Garcia, o mentor de nossa desastrada política externa, se pronunciou. Ainda bem, pois poderia fazer gestos obscenos.

Destacou-se no sinistro episódio o ministro da Defesa, Nelson Jobim, nosso “general da banda” que, fissurado por fardas, as enverga sem a menor cerimônia. Idiólatra por natureza, falastrão por excelência, o ministro deixou correr a imaginação e pontificou para o mundo sacudindo uma vareta professoral. Diferente de suas inspeções em navios, quando deu aulas sobre o que não entende, a fala teve repercussão em outros países, mas não como desejava o ministro, pois foi tachado de “bavard”. Mais um vexame para nosso bestialógico internacional já bem recheado com os discursos presidenciais.

Na TV, entre helicópteros trazendo restos das vítimas, eis que surge o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Em mais um malabarismo verbal, ele saudou a queda do PIB no primeiro trimestre, dizendo que foi menor do que esperava. Aproveitou e renovou a promessa de que no próximo trimestre tudo será melhor. O ministro, que afirmou que o Brasil cresceria 5% em 2009, não se peja em cair constantemente em contradição. Afinal, quem vai se lembrar do que ele disse? Vale a palavra do presidente: é marolinha e ponto final.

Com Dilma ou Lula em terceiro mandato, o PT pretende continuar no poder. Seus marqueteiros sabem que fatos são apenas versões, que mitos podem ser construídos com pinceladas de grossas mentiras. O PT se superou na arte da manipulação e compreendeu que opinião pública não existe.

Portanto, para que respeito às vítimas do voo 447 e aos seus familiares?

Basta mostrar o vaivém sinistro dos helicópteros e os futuros e virtuais estádios da Copa 2014.


* Publicado originalmente em Diego Casagrande

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Charges - Generosidade (?)


De volta

Após ficar quase 2 semanas sem PC, estou de volta à Web.

Senti-me fora do mundo nesses poucos dias sem poder acessar as notícias e comentários do mundo blogueiro.
Que diferença.. TV's e Jornais não nos informam NADA mesmo.

Peço um pouco de paciência até eu me habituar com o novo computador (ainda tem muita coisa a configurar).

Grande abraço a todos!