domingo, 28 de fevereiro de 2010

Abram o jogo, camaradas!

Artigo de Carlos José Pedrosa
publicado originalmente AQUI

A esquerda brasileira é mais cínica que esquerda. Cometeu crimes absurdos, matou inocentes, esquartejou, dilacerou corpos e parece que não se lembra de nada. Acusa os militares de terem cometido crimes de tortura, mas não fala nas torturas praticadas pelos terroristas. Chama os militares de criminosos, mas não fala nos criminosos da esquerda. É muito fácil negar os crimes cometidos ou querer lançar lama no adversário. É um cinismo digno das esquerdas querer atribuir a si próprios a láurea de heróis. Porém, podemos refrescar a memória desses bandidos e lembrar parte desses crimes hediondos, que os terroristas urbanos e da selva insistem em "esquecer".

Foram muitos os crimes cometidos pela esquerda "em nome da democracia". Inúmeras vítimas, militares e civis, pontilharam com sangue o caminho desses bandidos. Muitos eram integrantes das Forças Armadas ou das forças policiais; outros eram civis, funcionários de bancos ou de outras empresas, vitimados nos atos terroristas. Outros, ainda, estavam nos lugares errados, nas horas erradas, e foram vitimados pelas camarilhas da esquerda. Nada tinham a ver com aquela luta desmiolada, mas foram vítimas assim mesmo. Vamos relembrar algumas vítimas daqueles assassinos, e como suas mortes ocorreram, para comparar o que esses vagabundos dizem com o que de fato ocorreu.

Em 25 de julho de 1966, no Aeroporto dos Guararapes, no Recife, terroristas empreenderam um atentado contra o Gal. Arthur da Costa e Silva. A explosão de uma bomba matou o jornalista Edson Régis de Carvalho e o Almirante Nelson Gomes Fernandes. Além das duas vítimas fatais, ficaram feridas 17 pessoas, entre elas o então coronel do Exército Sylvio Ferreira da Silva, que, além de fraturas expostas, teve amputados quatro dedos da mão esquerda, e Sebastião Tomaz de Aquino, o Paraíba, guarda civil que teve a perna direita amputada. "Um dos executores do atentado, revelado pelas pesquisas e entrevistas de Gorender, foi Raimundo Gonçalves de Figueiredo, codinome CHICO, que viria a ser morto pela Polícia Civil, em abril de 1971, já como integrante da VAR-PALMARES".

Em 26 de junho de 1968, o soldado Mário Kozel Filho estava de sentinela no Quartel General do II Exército, em São Paulo. Às 04:30 horas da madrugada, ele estava vigilante em sua guarita. Naquele momento, um tiro foi disparado por uma sentinela contra uma camioneta que, desgovernada, tentava penetrar no Quartel. Seu motorista saltara dela em movimento, após acelerá-la e direcioná-la para o portão do QG. O soldado Rufino, também sentinela, dispara 6 tiros contra o mesmo veículo que, finalmente, bate na parede externa do quartel. Kozel sai do seu posto e corre em direção ao carro, para ver se há alguém no seu interior. Há uma carga com 50 quilos de dinamite que, segundos depois, explode e espalha destruição e morte num raio de 300 metros. Seu corpo foi dilacerado. Os soldados João Fernandes, Luiz Roberto Julião e Edson Roberto Rufino ficaram muito feridos. Foi mais um ato terrorista da organização chefiada por Carlos Lamarca, a VPR. Participaram daquele crime hediondo os terroristas Diógenes José de Carvalho Oliveira (o Diógenes do PT), Waldir Carlos Sarapu, Wilson Egídio Fava, Onofre Pinto, Edmundo Coleen Leite, José Araújo Nóbrega, Oswaldo Antônio dos Santos, Dulce de Souza Maia, Renata Ferraz Guerra Andrade e José Ronaldo Tavares de Lima e Silva.

Em Mongaguá, litoral paulista, foi traçado o plano da "Grande Ação", que ocorreu em 18 de julho de 1969, com o assalto e roubo do cofre na casa de um conhecido político da época, em Santa Teresa, bairro do Rio de Janeiro. O roubo rendeu 2,5 milhões de dólares,que os terroristas souberam aproveitar muito bem. O cofre foi aberto em Porto Alegre, a maçarico, pelo metalúrgico Delci. A disputa pelo butim dolarizado foi ferrenha! A líder do grupo, terrorista que tinha os codinomes Estela, Luiza, Patrícia e Wanda, era chamada de "Joana D'Arc da subversão". Foi a mesma terrorista que, juntamente com sua colega de quarto, conseguiu penetrar em um quartel e roubar armas e munição, levando tudo para a pensão em que moravam. Hoje seria muito bem chamada de Joana D'Arc da corrupção.

No dia 10 de maio de 1970 foi assassinado o Tenente Alberto Mendes Júnior, da Polícia Militar do Estado de São Paulo. O relato dos crimes cometidos pela esquerda refere-se a esse crime. "Naquela ocasião, Carlos Lamarca, Yoshitame Fugimore e Diógenes Sobrosa de Souza afastaram-se e formaram um tribunal revolucionário que resolveu assassinar o Tenente Mendes, pois o mesmo, pela necessidade de vigiá-lo, retardava a fuga. Os outros dois, Ariston Oliveira Lucena e Gilberto Faria Lima, ficaram vigiando o prisioneiro. Poucos minutos depois, os três terroristas retornaram, e, acercando-se por traz do oficial, Yoshitame Fugimore desfechou-lhe violentos golpes na cabeça, com a coronha de um fuzil. Caído e com a base do crânio partida, o Tenente Mendes gemia e se contorcia em dores. Diógenes Sobrosa de Souza desferiu-lhe outros golpes na cabeça, esfacelando-a. Ali mesmo, numa pequena vala e com seus coturnos ao lado da cabeça ensangüentada, o Tenente Mendes foi enterrado". A esquerda não fala nesse crime, certamente tido como ato heróico.

Em 4 de abril de 1971 foi assassinado o Major do Exército José Júlio Toja Martinez, que, com sua equipe estava vigiando uma casa ocupada por terroristas. "Por volta das 23 horas desse dia, chegou, num táxi, um casal, estacionando-o nas proximidades da casa vigiada. A mulher ostentava uma volumosa barriga que indicava estar em adiantado estado de gravidez. O fato sensibilizou Martinez, que, impelido por seu sentimento de solidariedade, agiu impulsivamente visando preservar a "senhora" de possíveis riscos. Julgando que o casal nada tinha a ver com a subversão, Martinez iniciou a travessia da rua, a fim de solicitar-lhe que se afastasse daquela área. Ato contínuo, de sua "barriga", formada por uma cesta para pão com uma abertura para saque da arma ali escondida, a mulher retirou um revólver, matando-o instantaneamente, sem qualquer chance de reação. O capitão Parreira, de sua equipe, ao sair em sua defesa, foi gravemente ferido por um tiro desferido pelo terrorista. Nesse momento, os demais agentes desencadearam cerrado tiroteio, que causou a morte do casal, identificados como sendo os terroristas do MR-8 Mário de Souza Prata e sua amante Marilena Villas-Bôas Pinto, ambos de alta periculosidade e responsáveis por uma extensa lista de atos terroristas.

O Araguaia foi palco de muitos crimes hediondos praticados por esses bandidos travestidos de guerrilheiros. Para que vocês não digam que estou mentindo, vou reproduzir trechos do discurso do Coronel Lício Maciel, testemunha, como participante, da luta contra os terroristas do Araguaia. O Coronel Lício Maciel, em sessão solene na Câmara dos Deputados, para homenagear os soldados mortos no Araguaia, descreveu muitas ações. Como aquela que resultou na prisão do guerrilheiro Pedro Albuquerque, em Fortaleza, quando tentava obter documentos. De lá foram para o Araguaia, como descreveu o próprio Coronel Lício Maciel:

Chegamos ao Rio Araguaia, pegamos uma canoa grande, com motor de popa, fomos até ao local de Pará da Lama. Pedro deve lembrar muito dele: era uma picada ao longo da floresta no sentido do Xingu. Andamos o dia inteiro. Chegamos ao anoitecer na casa do último morador, com o Pedro sendo levado por nós, livre. Não estava algemado, amarrado ou coisa assim. Ele foi acompanhando a nossa equipe. Há várias testemunhas desse episódio aqui presentes, as quais não vou citar, que fizeram parte da minha equipe. Chegamos à casa de Antônio Pereira, pernoitamos no campo, nos telheiros e, no dia seguinte, às 4h, prosseguimos em direção ao local onde Pedro Albuquerque indicou.

A operação no Araguaia, àquela altura, era de reconhecimento. Com base em informações obtidas de Pedro Albuquerque, a equipe do Cel. Lício tratou de desbravar o terreno para confirmar a presença de guerrilheiros na área. É o Coronel Lício quem descreve a evolução da operação.

Chegamos à casa de Antônio Pereira, pernoitamos no campo, nos telheiros e, no dia seguinte, às 4h, prosseguimos em direção ao local onde Pedro Albuquerque indicou. Ao chegarmos lá, avistamos 3 homens, isto é, 3 elementos, sendo uma mulher, descansando para almoço, presumo. Aproximamo-nos do local só para conversar com eles, para saber o que eles estavam fazendo lá. Eram 3 e, no nosso grupo, havia 6, então, não tinha problema. Eles fugiram. Chegamos ao local e fiquei inteiramente abismado com o estoque de comida, de material cirúrgico, até oficina de rádio tinha, 60 mochilas de lona, costuradas no local em máquina industrial grande, que tive o prazer de jogar no meio do açude. Tocamos fogo em tudo e voltei sem fazer prisioneiro. Ora, em qualquer situação, teríamos atirado naqueles homens. Estávamos a 80 metros, um tiro de fuzil os atingiria facilmente. Eles estavam sentados. Mas o nosso objetivo não era matar, não era trucidar. O nosso objetivo era saber o que eles estavam fazendo lá. De acordo com Pedro Albuquerque, eram guerrilheiros. Estavam na área indicada por Pedro Albuquerque, que viu toda a operação.

Nós continuamos na missão. Como os três elementos fugitivos avisaram para o resto do grupo do Destacamento C, mais ao Sul, em frente a São Geraldo do Araguaia, que estávamos indo para lá, ao chegar lá nós os vimos fugindo com muita carga, até violão levavam. Eles estavam se retirando do Destacamento C, do Antônio da Dina e do Pedro Albuquerque. Pedro Albuquerque nos levou até o Destacamento C, onde havia estado. Ele fugiu porque os bandidos exigiram que ele fizesse um aborto em sua mulher, que estava grávida. Eles não se conformaram com a ordem, principalmente porque outra guerrilheira grávida tinha sido mandada para São Paulo para ter o filho nas mordomias daquela cidade. Ela era casada com o filho do chefe militar da guerrilha, Maurício Grabois.

O Cel. Lício, continuando sua narrativa, acrescentou que "não sei, não posso me lembrar, se foi o Cid ou se foi o Cabo Marra que pegou o Genoino. Esse elemento era o Geraldo, posteriormente identificado como Genoino. Ele foi recolhido ao xadrez, posteriormente enviado a Brasília. Em seguida, três, quatro dias, veio o veredicto da identificação: o guerrilheiro Geraldo é o José Genoíno Neto. O grupo do Genoíno prendeu um filho do Antônio Pereira, aquele senhor humilde, que morava nos confins da picada de Pará da Lama, a 100 Km de São Geraldo. O filho dele era um garoto de 17 anos, que eu não queria levar como guia, porque, ao olhar para ele, me lembrei do meu filho, que tinha a mesma idade. Então eu disse ao João: Não quero levar o seu filho. Eu sabia das implicações ou já desconfiava. O pobre coitado do rapaz nos seguiu durante uma manhã, das 5h até o meio-dia, quando encontramos os três nos aguardando para almoçar. Pois bem. Depois que nos retiramos, os companheiros do José Genoíno pegaram o rapaz e o esquartejaram. Genoíno, aquele rapaz foi esquartejado, toda Xambioá sabe disso, todos os moradores de Xambioá sabem da vida do pobre coitado do Antonio Pereira, pai do João Pereira, e vocês nunca tiveram a coragem de pedir pelo menos uma desculpa por terem esquartejado o rapaz. Cortaram primeiro uma orelha, na frente da família, no pátio da casa do Antonio Pereira. Cortaram a segunda orelha, o rapaz urrava de dor, e a mãe desmaiou. Eles continuaram, cortaram os dedos, as mãos e no final deram a facada que matou João Pereira. Eles fizeram isso porque o rapaz nos acompanhou durante 6 horas, a fim de servir de exemplo aos outros moradores para não terem contato com o pessoal do Exército, das Forças Armadas". Aquele crime foi um ato de verdadeira tortura antes da morte da vítima. Ninguém da esquerda quer falar nisso.

Algo parecido só encontrei quando trucidaram o Tenente Alberto Mendes Júnior. O tenente se apresentou voluntariamente para substituir dois companheiros que estavam feridos. A turma do Lamarca pegou o rapaz, trucidou, castrou e o obrigou a engolir os órgãos genitais. Então, ao Tenente Alberto Mendes Júnior foi feito isso, mas o crime contra o João Pereira foi muito mais grave, muito mais horrendo. E eles sabem disso. Peçam desculpas para o Antonio Pereira, se ele estiver vivo. Tenham a coragem de reconhecer que toda Xambioá sabe disso.

Genoíno preso e identificado, a guerrilha prosseguiu. Depois de matar o João Pereira, eles mataram o Cabo Odílio Cruz Rosa depois do Rosa, eles mataram dois Sargentos depois dos dois Sargentos, eles atiraram no Tenente Álvaro, que deve contar a história. Na minha versão, o Álvaro deu voz de prisão para o bandido eles atiraram. O outro que estava do lado ou atrás atirou nas costas do Álvaro, arrancando-lhe a omoplata.

Os mortos da guerrilha não podem, com Justiça, serem apontados como vítimas. Quando optaram pela luta armada, sabiam dos riscos envolvidos na ação. Sabiam que as forças de segurança iriam combatê-los. Sabiam que poderiam morrer em ação. Sabiam que seria uma ação ilegal e altamente perigosa. Hoje as famílias dos terroristas mortos recebem indenização, como se eles tivessem sido vítimas de um crime cometido pelo Estado, mas os que foram assassinados pelos terroristas nada recebem. Por esse raciocínio, também os traficantes, assaltantes e seqüestradores poderiam pedir indenização. Nenhum de vocês é melhor que eles. Vocês também não assaltaram e mataram como eles fazem? As monstruosidades cometidas por vocês, como o assassinato do Tenente Alberto Mendes Júnior, do Soldado Mário Kozel Filho, e do mateiro João Pereira, foram muito mais graves que a morte de qualquer "guerrilheiro". Os guerrilheiros não foram assassinados, morreram em combate, o que foi absolutamente natural e já era esperado, inclusive por vocês. Quem se mete em uma guerra de guerrilha é pra morrer mesmo!

Na versão de vocês, a luta foi ato de heroísmo. Pura mentira! Assaltar uma casa e roubar um cofre com US$ 2,5 milhões, pondo o dinheiro no bolso, não é ato de heroísmo: é roubo descarado! Quem rouba armas e munição de um quartel não é heroína: é ladra mesmo! Mutilar uma vítima, orelha por orelha, dedo por dedo, mão por mão, é um crime hediondo. Ponham isso na cabeça! Assaltar bancos e outras empresas, matando os vigilantes e gerentes, não é ato digno de um homem íntegro: é ato digno de vagabundos aproveitadores, como vocês.

Querer implantar aqui uma ditadura nos moldes da então União Soviética não é ato de idealistas: é ato de traição ao Brasil. Hoje vocês posam de "heróis da resistência", como se pretendessem resistir a alguma força contrária aos interesses do Brasil, como os franceses resistiram ao nazismo e os poloneses resistiram ao ataque soviético. Outra grande mentira! Tenham vergonha na cara e digam a verdade! Vocês não queriam implantar nenhuma democracia no Brasil. Em nenhum documento das organizações de esquerda, inclusive dos partidos, havia alguma referência à palavra democracia. Vocês pretendiam implantar a ditadura do proletariado. Como têm o descaramento de falar em democracia? Por acaso a União Soviética era uma democracia? Os países do leste europeu eram democracias? Cuba é uma democracia? A China é uma democracia? Chega de cinismo! Chega de posar como heróis! Chega de simulações democratas! Digam a verdade sobre o que vocês pretendiam e ainda pretendem fazer no Brasil. Digam que depois da vitória (se ocorresse ou se ocorrer) viria ou virá o paredão, como ocorreu na União Soviética, no leste europeu, na China e em Cuba. Sejam homens ao menos uma vez na vida! Abram o jogo, camaradas!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Mais um Escândalo de JD "cumpanhero"

Nem PC Farias, sob Collor, foi tão agressivo na corrupção quanto Dirceu

do blog do Deputado Aleluia - AQUI

O presidente Fernando Collor caiu porque levou para a periferia do governo - mas com atuação inteira nas entranhas da administração pública federal - o celerado Paulo Cesar Farias. Os dois caíram juntos. A corrupção ultrapassou o que parecia ser o limite da tolerância.

Parecia. O ex-ministro José Dirceu, braço direito do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, dentro e fora do governo, faz lobby ostensivo sob a proteção do palácio do Planalto. ´Nunca na história deste país`, como diria o ´chefe`, houve tanta bandalheira. Impune.

Hoje, o senhor José Dirceu, representante maior do presidente da República - antes formalmente na estrutura do governo Luiz Inácio Lula da Silva, agora atuando na periferia e em escabrosas transações - faz o célebre PC Farias parecer um ´trombadinha`.

O próprio presidente da República encarrega-se de fazer a apologia da corrupção, ao defender a inocência dos parceiros mensaleiros. O presidente fornece o combustível para que a corrupção seja mantida. Ao largo, a Justiça acompanha tudo passivamente. No máximo, manda prender um bagrinho, como o governador José Roberto Arruda, que aliás, como os celerados petistas, recebeu de imediato a defesa do chefe da Nação.

Por muito menos, Collor e PC foram expelidos do poder. JD, em nome do presidente da República, age como se no país inexistisse Justiça. O que aliás, faz sentido.

JD, apontado pelo então procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, como chefe da quadrilha do mensalão - um exagero porque JD disse na CPI do Mensalão que tudo o que fez foi a soldo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva - continua cometendo todos os desatinos impunemente.

A reportagem da Folha de São Paulo é apenas um pequeno fio dos laços dos movimentos de JD à sombra do governo Luiz Inácio Lula da Silva.

JD, atentem, é um dos principais coordenadores da campanha da senhora Dilma Rousseff, cujo perfil não diferencia do de seu antecessor na Casa Civil.

Com efeito, a ´doutora` já foi acusada de participar da produção de dossiês para chantagear adversários, como o ex-presidente FHC e dona Ruth; de forjar diplomas para passar por ´doutora`; de ser um dos elementos que roubaram um cofre cheio de dólares da casa de uma amante do ex-governador de São Paulo, Adhemar de Barros, no Rio de Janeiro.

Enfim, JD e Dilma são muito parecidos e muito piores do que o ´trombadinha` PC Farias.

Inexplicável é a tolerância da Justiça com a bandidagem escancarada de JD e cúmplices, em nome do governo Luiz Inácio Lula da Silva.


domingo, 21 de fevereiro de 2010

Só consegue ser amigo do governo do Irã quem despreza a liberdade

CLIPPING

Artigo de Augusto Nunes - originalmente AQUI

Afrontados pela fraude colossal que viciou as eleições presidenciais, centenas de milhares de manifestantes expuseram-se nas ruas do Irã à truculência do Exército regular e à cólera das milícias a serviço dos aiatolás . O mundo civilizado comoveu-se com a coragem das multidões de manifestantes anônimos. Lula enxergou algo parecido com um jogo de futebol.

Primeiro, comparou os atos de protesto à reação de torcedores que não aceitam a derrota do time. Depois, exigiu respeito ao placar criminosamente adulterado. Nos meses seguintes, oposicionistas que não seguiram o conselho de Lula foram torturados e mortos. O estadista brasileiro não viu nada demais. No fim do ano, recepcionou Mahmoud Ahmadinejad com honras de estadista. E vai retribuir a visita em maio.

Indignadas com o cinismo de Ahmadinejad, que continuou a montar nas sobras o arsenal nuclear cuja existência sempre negou em público, as nações desenvolvidas exigiram que o farsante deixasse de mentiras. O mundo civilizado hoje vê com perturbadora nitidez um psicopata no comando de um regime primitivo. Lula só consegue enxergar um bom companheiro.

Ahmadinejad lhe prometera usar a energia nuclear só para fins pacíficos, revelou há três meses. Depois da notícia, a gabolice de praxe: “Ele não teria motivos para mentir para mim”. O espancador da verdade garante que o Holocausto não existiu e garante que não pretende atacar Israel. Lula acha a primeira afirmação um tanto exagerada e acredita na segunda.

Em 11 de fevereiro, no meio da entrevista coletiva em Brasília, uma jornalista perguntou o que o chanceler Celso Amorim achava da revelação feita horas antes por Ahmadinejad: o Irá já tem condições de produzir a bomba e é, portanto, “um país nuclear”. Visivelmente perturbado, um gaguejante Amorim primeiro duvidou do que ouviu, depois lamentou o que ouviu e enfim prometeu pensar no que ouviu. No dia seguinte, retomou a lengalenga exasperante: “Precisamos conversar bastante com o Irã”, disse o áulico de todos os chefes.

O governo brasileiro nunca quis conversa com o presidente colombiano Alvaro Uribe, para que ele tentasse convencer o vizinho a parar de tratar os narcoguerrilheiros das FARC como “insurgentes”. Tampouco quis conversa com o governo interino de Honduras, para saber o que fez Manuel Zelaya para justificar a deposição. Mas quer muita conversa com os companheiros iranianos. Esses merecem toda a paciência do mundo.

A paciência acabou, avisa o comportamento dos países que contam, todos convencidos de que chegou a hora de tratar com dureza os provocadores atômicos. Sempre do lado errado, Lula comunicou que não aceitará a adoção de “medidas unilaterais” contra o governo amigo. Parece brincadeira, mas ele acredita mesmo na Teoria do Ponto G, segundo a qual o mundo já não consegue viver sem ouvir a voz do Brasil.

O presidente nunca folheou um livro de História e é desoladoramente ignorante em geopolítica. O cérebro baldio facilita as coisas. Permite-lhe, por exemplo, embarcar alegremente na fantasia do “protagonismo” alcançado por um país que ainda não descobriu como tirar das trevas 10 milhões de analfabetos ou mandar para a cadeia um único corrupto da classe executiva. Difícil é entender a inexistência, nas cercanias de Lula, de alguém capaz de dizer-lhe que nenhum chefe de governo tem o direito de cobrir de ridículo uma nação inteira.

Melhor assim. Quanto mais demorada for a parceria com o Irã, mais tempo terá o eleitorado brasileiro para entender que a política externa da companheirada antecipa as bandidagens que, se pudesse, já estaria praticando no Brasil. Quem se desmancha em agrados com a Venezuela de Chávez sonha com o “controle social da mídia”. Só pode ser parceiro do Irã dos aitolás quem despreza a democracia e odeia a liberdade. Os amigos estrangeiros só fazem por lá o que os stalinistas farofeiros pretendem fazer por aqui.


sábado, 20 de fevereiro de 2010

Fim da Mídia (como a conhecíamos)


Quem lê sabe discernir entre fatos e partidarismo.

Muitos "jornalistas" ainda não perceberam isto.

PNDH3 nem vai precisar censurar Jornais e TV's.
Ninguém mais tá interessado em comprar mentiras mesmo.

Aproxima-se o fim da Midia comercial.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

"Boi" na merda


Artigo de Jorge Serrão
publicado originalmente no Blog Alerta Total

Luiz Inácio Lula da Silva, um cara que vive embriagado pelo Poder, suporta momentos de alta pressão. Sedentarismo combinado com os maus hábitos de excesso de fumo e bebida agravam o problema arterial. Mas a hipertensão de Lula tem razões muito mais graves e sérias.

A barometria política indica que Lula passa seu pior momento. Talvez o mais crítico de seus quase oito anos imperando no Detrito Federal. Tudo porque $talinácio contrariou interesses poderosos. As forças (nem tão) ocultas agem contra ele e seu grupo. Direta ou indiretamente. Aberta e veladamente. O pirão com Lula desandou.

Hoje $talinácio é digno de pena (não da nobre ave símbolo dos EUA, é claro). Aliás, a Águia quer comer o rabo dele. "Que merda"! No sentido conotativo ou no denotativo. Especialistas juram que os diamantes duram para sempre. Mas o teflon político de populistas mitomaníacos nunca resiste tanto tempo. Até então, desde o mensalão e tantos outros escândalos, Lula saiu incólume. Livre, leve e solto.

Agora, Lula corre sérios riscos de sair mal da Presidência. O Poder Real Mundial, que sempre lhe deu sustentação, prefere apostar em outro cavalo no cassino de outubro. Além de abusar da autoconfiança, o sabido apedeuta se deixa levar pelos atos dos radicaloides ideológicos ou pelos esquemas dos “parceiros” que o cercam.

Por que a Águia comeria o rabo do Sapo Boi Barbudo? Sobram motivos. Nada deliciosos! Lula comprou brigas inúteis com a diplomacia e a indústria (inclusive a bélica) dos EUA. A “opção estratégica” pela compra de armamentos franceses (submarinos, navios e caças) deixou Tio Sam PT da vida.

A sanção a 222 produtos norte-americanos, que sofrerão taxas de importação de até 100%, provocou a mesma ira. Aliás, por falar em Irã, o apoio brasileiro ao polêmico programa nuclear do companheiro Mahmoud Ahmadinejad, além de incomodar os EUA, também irritou Israel – mesmo com os falsos afagos genéricos de Nelson Jobim à indústria bélica judaica.

O terremoto do Haiti agravou o já complicado relacionamento da Águia com Lula. O bicho pegou porque, no meio da desgraça, os serviços de inteligência dos EUA constataram que Porto Príncipe era o teatro de operações de treinamento de grupos terroristas e narcoguerrilheiros que tinham interfaces, principalmente, com o Brasil e gente muito poderosa daqui.

Eis o motivo pelo qual o Exército dos EUA entrou tão pesado no “socorro” ao Haiti. Os militares norte-americanos fizeram uma operação de guerra para recolher documentos que comprovavam o esquema do terror – já na fase de organização para a operação efetiva. A Águia ficou fula da vida com o Lula porque ele criticou (tendo seus motivos pessoais) a “intervenção” dos norte-americanos no arrasado Haiti.

O mais irônico é que os militares brasileiros – com quem Lula, Jobim e companhia vêm polemizando burramente – sabem de toda esta verdade – sem precisar instituir comissão para investigar a história... A informação sobre a verdadeira ação dos EUA no Haiti já circula no Forte Apache e adjacências das segundas seções de comandos militares e quartéis. Os generais estão PTs da vida com o abafado rolo haitiano. E o golpe do AI-51 só não irrita os "melancias". A legião verde-oliva perdeu a paciência com Lula e Jobim, depois da perseguição ao General Santa Rosa.

Em meio a tantas turbulências, o troco rasante da Águia contra Lula não demorou. Mas veio indiretamente. O bicho foi pego por um dos rabos ou tentáculos. Atingiu um grande amigo dele, com quem os altos dirigentes petistas têm grandes negócios. A inédita prisão de José Roberto Arruda foi resultado de um puro jogo de Inteligência e influência externa sobre o sistema Judiciário do Brasil. O esquema anti-arruda, para fritar Lula, veio encomendado de fora. Por isso não vazou e pegou Lula de surpresa. Assim, não há pressão que agüente.

Por enquanto, Lula só passa mal. Mas, como bom mitomaníaco, não passa recibo. E ainda tem a cara de pau de tentar se antecipar aos fatos, sugerindo que nada tem a ver com Arruda. Lula usou a tática do despiste quando pregou, na mídia amestrada, sua esperança de que “o episódio envolvendo o governador do DF seja um exemplo para evitar novos casos de corrupção no País”.

Seu espírito de $talinácio – exterminando amigos e aliados para se perpetuar no poder – ficou claro em suas declarações: “Obviamente que fico chocado quando vejo a denúncia de corrupção neste país, fico chocado quando vejo aquele vídeo do Arruda recebendo o dinheiro, é uma coisa absurda a gente imaginar que em pleno século 21 isso acontece no Brasil. Por isso, mandei para o Congresso projeto de lei transformando o crime de corrupção em crime hediondo porque precisamos ser mais duros com a corrupção e com os corruptos”.

Lula tenta disfarçar que não sente a pressão do risco de uma quase certa intervenção do Executivo no governo de Brasília. Mas tal ato, pedido pelo Procurador Geral da República, Roberto Gurgel, ao Supremo Tribunal Federal, vai paralisar o governo Lula na véspera da eleição. Se tiver de nomear um interventor para o Detrito Federal, Lula ficará (como anda falando ultimamente) “na merda”.

A regra é clara! A intervenção provoca a suspensão da promulgação de todas as propostas de emenda à Constituição (PECs) em análise no Legislativo. O artigo 60 da Carta Magna de Brasileira de 1988, em seu inciso terceiro, parágrafo único, deixa claro que a Constituição não poderá ser emendada na vigência de intervenção federal, de estado de defesa ou de estado de sítio. "Que merda" - diria $talinácio.

Gilmar Mendes, capitão do time de 11 ministros do STF, está com a bola para marcar um dos maiores gols contra Lula. Para azar do ilustre corinthiano, nos bastidores da Inteligência Militar, comenta-se que a Águia está pronta para comer Lula pelo rabo, a partir da fritura de Arruda. A parada é indigesta para a turma do Foro de São Paulo, gerenciadora dos narcoterroristas descobertos pelo estrago do terremoto haitiano.
A próxima vítima da Águia, depois do Arruda, pode ser aquele que é considerado o "maior rabo do Lula": o assessor informal e seu alterego stalinista, o tal do Pedro Caroço que está de olho na futura butique da Severina Chique-chique.

Como é Carnaval, oxalá que Lula não se assuste e nem passe mal, na Sapucaí, vendo a
Águia da Portela. Tomara também que ninguém cante para o pobre Lula uma famosa e chula marchinha carnavalesca de inspiração Bovino-escatológica:

Chamaram meu boi de espalha merda

A turma lá de casa se mancou

Espalha merda, espalha merda

É a mãe de quem chamou

Chamaram meu boi de espalha merda

Onde já se viu

Espalha merda, espalha merda

É a puta que o pariu!

CHEGA!

Reaja Brasil!!!


They don't care about us - Michael Jackson

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Dados?

Dilma e os dados
09/02/10
por Guilherme Fiuza

Dilma Rousseff voltou a defender a comparação entre os governos de Lula e de Fernando Henrique. Disse que é importante para a escolha do caminho a seguir. E que está muito à vontade para comparar, porque “estamos vendo os dados”.

Seria importante a candidata de Lula esclarecer a quais dados está se referindo. Como se sabe, essa questão de dados é sensível para ela. Em seu currículo acadêmico, por exemplo, surgiu um título biônico de doutora. Um dado preocupante.

Outro dado que deve preocupá-la é o das privatizações. O governo de FHC liquidou o Estado brasileiro, diz o refrão petista. O governo Lula, porém, mesmo criando uma série de novos cabides na máquina, não reestatizou nada.

Agora quer privatizar os aeroportos. Mas vai esperar a eleição passar. Por que será?

Se privatizasse logo, a brincadeira perderia toda a graça. Não faria tanto efeito atirar pedras no bicho-papão do neoliberalismo. O povo, esse ente distraído, ia ficar confuso.

Os dados dizem que a classe C cresceu, e a pobreza diminuiu. Quanto disso se deve à privatização da telefonia, que democratizou o celular e a internet? Dilma Rousseff não deve ter tido tempo de fazer essa conta.

A agenda da ministra-candidata é apertada. Muito comício, muito dossiê, muita história para contar. E ainda tem a agenda secreta, reservada a encontros sombrios com figuras como Anthony Garotinho e José Dirceu – o homem proscrito, banido, sem mandato, sem cargo, sem lenço e sem documento que, misteriosamente, continua mandando no PT e em Dilma.

Fernando Henrique escreveu um artigo pedindo um mínimo de honestidade na comparação entre seu governo e o do sucessor. Deve se incomodar um pouco ao ver Lula se gabar para os americanos do Proer (o plano de FH de socorro aos bancos, que o PT chamou de tramóia financista).

Se a roda da história continuar nesse ritmo, logo o filho do Brasil vira pai do Plano Real.

O que o ex-presidente parece desejar não é muito: que os aprendizes de Stalin peguem leve no copidesque da história. Já viu que Dilma é capaz até de apagar as árvores de Natal da Lagoa e do Ibirapuera em 2002. Se ninguém checar, eles vão retocando tudo.

E ainda há os relatórios acadêmicos diligentes, como esse último da FGV sobre ascensão da classe média baixa, curiosamente partindo sempre do ano de 2003 – a nova data do descobrimento do Brasil.

“Estamos vendo os dados”, disse Dilma Rousseff. Talvez seja o caso de alertá-la como se faz com criança em museu: olha, mas não mexe.


segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

O eleitorado brasileiro merece ver um debate entre Lula e FHC

Artigo original no blog de Augusto Nunes
8 de fevereiro de 2010

Nos comícios agora diários, além de aprenderem que demissão por abandono de emprego não vale para presidente da República, os brasileiros ficam sabendo que o Dia da Criação só deu as caras por aqui bilhões de anos mais tarde. Mais precisamente em 1º de janeiro de 2003, quando o maior governante desde o tempo das cavernas começou a cumprir a missão que a Divina Providência lhe confiou: construir um país.

Antes de Fernando Henrique Cardoso, o que havia era muito pouco. Depois, restou o nada. Foi Lula quem fez o Brasil. Teria feito em sete dias se não existissem o Tribunal de Contas da União, o Ministério Público e o IBAMA. Só por isso a mais grandiosa das obras do PAC demorou sete anos. Em compensação, o Brasil ficou uma beleza, é sócio-convidado do Primeiríssimo Mundo e logo vai virar potência. Desde que Dilma Rousseff seja eleita, condiciona o construtor da nação. Só a vitória da Mãe do PAC impedirá a volta da escuridão que Lula iluminou.

Neste domingo, com 968 palavras, Fernando Henrique enterrou no jazigo das malandragens eleitoreiras a fantasia costurada durante sete anos. O artigo ensina que o Brasil existia antes de Lula e existirá depois dele, seja quem for o sucessor. Incisivo, contundente, o texto exibe o legado de um estadista onde Lula insiste em enxergar a herança maldita.

“Gostaria que a eleição fosse no estilo nós contra eles, pão-pão-queijo-queijo”, repete Lula desde outubro. No último parágrafo do artigo, FHC primeiro reitera uma lição elementar : ”Eleições não se ganham com o retrovisor. O eleitor vota em quem confia e lhe abre um horizonte de esperanças”. Em seguida, apanha a luva atirada pelo sucessor: “Se o lulismo quiser comparar, sem mentir e sem descontextualizar, a briga é boa. Nada a temer”.

Como descobrir quem tem razão? Basta promover um debate público entre os dois, propôs Sebastião Silveira. Imediatamente encampada pela coluna e por VEJA.com, que cuidarão de convidar os contendores, a ideia não tem contra-indicações. Um foi presidente, outro logo deixará o cargo. Nenhum deles é candidato. O embate ajudará o eleitorado a escolher com mais segurança.

O fecho do artigo informa que FHC está pronto para o duelo. Lula vive dizendo que sonha com o debate que não pôde travar em 1994 e 1998. Duas vezes derrotado por FHC, o atual presidente tem a chance de provar que o desfecho de um terceiro confronto seria diferente. Enfim, o Brasil merece saber quem diz a verdade.

E faz questão de saber quem mente.
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Pediram?
O DESAFIO está feito!

DEBATE JÁ!!!
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Petition online.

O Coturno Noturno acaba de postar uma Petition Online, por um debate definitivo entre Lula e FHC. Assinem. Espalhem. Divulguem. Vamos acabar logo com esta mentira. Se querem briga, que encarem o inimigo de frente. Que sejam homens e não vermes.
http://www.ipetitions.com/petition/fhcxlula/


domingo, 7 de fevereiro de 2010

Sem Medo do Passado

Artigo de Fernando Henrique Cardoso*
07/01/2010

O presidente Lula passa por momentos de euforia que o levam a inventar inimigos e enunciar inverdades. Para ganhar sua guerra imaginária, distorce o ocorrido no governo do antecessor, autoglorifica-se na comparação e sugere que se a oposição ganhar será o caos. Por trás dessas bravatas está o personalismo e o fantasma da intolerância: só eu e os meus somos capazes de tanta glória. Houve quem dissesse “o Estado sou eu”. Lula dirá, o Brasil sou eu! Ecos de um autoritarismo mais chegado à direita.

Lamento que Lula se deixe contaminar por impulsos tão toscos e perigosos. Ele possui méritos de sobra para defender a candidatura que queira. Deu passos adiante no que fora plantado por seus antecessores.
Para que, então, baixar o nível da política à dissimulação e à mentira?

A estratégia do petismo-lulista é simples: desconstruir o inimigo principal, o PSDB e FHC (muita honra para um pobre marquês...). Por que seríamos o inimigo principal? Porque podemos ganhar as eleições. Como desconstruir o inimigo? Negando o que de bom foi feito e apossando-se de tudo que dele herdaram como se deles sempre tivesse sido. Onde está a política mais consciente e benéfica para todos? No ralo.

Na campanha haverá um mote – o governo do PSDB foi “neoliberal” – e dois alvos principais: a privatização das estatais e a suposta inação na área social. Os dados dizem outra coisa. Mas os dados, ora os dados... O que conta é repetir a versão conveniente. Há três semanas Lula disse que recebeu um governo estagnado, sem plano de desenvolvimento. Esqueceu-se da estabilidade da moeda, da lei de responsabilidade fiscal, da recuperação do BNDES, da modernização da Petrobras, que triplicou a produção depois do fim do monopólio e, premida pela competição e beneficiada pela flexibilidade, chegou à descoberta do pré-sal. Esqueceu-se do fortalecimento do Banco do Brasil, capitalizado com mais de R$ 6 bilhões e, junto com a Caixa Econômica, libertados da politicagem e recuperados para a execução de políticas de Estado. Esqueceu-se dos investimentos do programa Avança Brasil, que, com menos alarde e mais eficiência que o PAC, permitiu concluir um número maior de obras essenciais ao país. Esqueceu-se dos ganhos que a privatização do sistema Telebrás trouxe para o povo brasileiro, com a democratização do acesso à internet e aos celulares, do fato de que a Vale privatizada paga mais impostos ao governo do que este jamais recebeu em dividendos quando a empresa era estatal, de que a Embraer, hoje orgulho nacional, só pôde dar o salto que deu depois de privatizada, de que essas empresas continuam em mãos brasileiras, gerando empregos e desenvolvimento no país.

Esqueceu-se de que o país pagou um custo alto por anos de “bravata” do PT e dele próprio. Esqueceu-se de sua responsabilidade e de seu partido pelo temor que tomou conta dos mercados em 2002, quando fomos obrigados a pedir socorro ao FMI – com aval de Lula, diga-se – para que houvesse um colchão de reservas no início do governo seguinte. Esqueceu-se de que foi esse temor que atiçou a inflação e levou seu governo a elevar o superávit primário e os juros às nuvens em 2003, para comprar a confiança dos mercados, mesmo que à custa de tudo que haviam pregado, ele e seu partido, nos anos anteriores.

Os exemplos são inúmeros para desmontar o espantalho petista sobre o suposto “neoliberalismo” peessedebista. Alguns vêm do próprio campo petista. Vejam o que disse o atual presidente do partido, José Eduardo Dutra, ex-presidente da Petrobras, citado por Adriano Pires, no Brasil Econômico de 13/1/2010. “Se eu voltar ao parlamento e tiver uma emenda propondo a situação anterior (monopólio), voto contra. Quando foi quebrado o monopólio, a Petrobras produzia 600 mil barris por dia e tinha 6 milhões de barris de reservas. Dez anos depois, produz 1,8 milhão por dia, tem reservas de 13 bilhões. Venceu a realidade, que muitas vezes é bem diferente da idealização que a gente faz dela”.

O outro alvo da distorção petista refere-se à insensibilidade social de quem só se preocuparia com a economia. Os fatos são diferentes: com o Real, a população pobre diminuiu de 35% para 28% do total. A pobreza continuou caindo, com alguma oscilação, até atingir 18% em 2007, fruto do efeito acumulado de políticas sociais e econômicas, entre elas o aumento do salário mínimo. De 1995 a 2002, houve um aumento real de 47,4%; de 2003 a 2009, de 49,5%. O rendimento médio mensal dos trabalhadores, descontada a inflação, não cresceu espetacularmente no período, salvo entre 1993 e 1997, quando saltou de R$ 800 para aproximadamente R$ 1.200. Hoje se encontra abaixo do nível alcançado nos anos iniciais do Plano Real.

Por fim, os programas de transferência direta de renda (hoje Bolsa-Família), vendidos como uma exclusividade deste governo. Na verdade, eles começaram em um município (Campinas) e no Distrito Federal, estenderam-se para Estados (Goiás) e ganharam abrangência nacional em meu governo. O Bolsa-Escola atingiu cerca de 5 milhões de famílias, às quais o governo atual juntou outras 6 milhões, já com o nome de Bolsa-Família, englobando em uma só bolsa os programas anteriores.

É mentira, portanto, dizer que o PSDB “não olhou para o social”. Não apenas olhou como fez e fez muito nessa área: o SUS saiu do papel à realidade; o programa da aids tornou-se referência mundial; viabilizamos os medicamentos genéricos, sem temor às multinacionais; as equipes de Saúde da Família, pouco mais de 300 em 1994, tornaram-se mais de 16 mil em 2002; o programa “Toda Criança na Escola” trouxe para o Ensino Fundamental quase 100% das crianças de sete a 14 anos. Foi também no governo do PSDB que se pôs em prática a política que assiste hoje a mais de 3 milhões de idosos e deficientes (em 1996, eram apenas 300 mil).

Eleições não se ganham com o retrovisor. O eleitor vota em quem confia e lhe abre um horizonte de esperanças. Mas se o lulismo quiser comparar, sem mentir e sem descontextualizar, a briga é boa. Nada a temer.

* Fernando Henrique Cardoso, sociólogo, foi presidente da República
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Brevíssimo comentário:

O Apedeuta chamou pra comparação? Então TOME!
Chega das mentiras da petralhada!!!
Parabéns a FHC pela firmeza em demonstrar os FATOS!

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Dove

Video clip for the song "Dove", taken from the first AKASHIC album

Akashic é uma banda brasileira de metal progressivo formada em 1998 e chegou ao fim em 2008. Seus dois álbuns foram lançados pela gravadora "Hellion Records".

Discografia

  • 2000 - Timeless Realm
  • 2005 - A Brand New Day

Integrantes

For Freedom - Akashic

Scrambled Eggs

Nuncaantezneztepaís uma "omelete"
exemplificou tão bem o desastre que causa
a incompetência duCheff

A Verdade sobre o Terrorismo no Brasil


A verdade sobre o terrorismo no Brasil - Parte IV
Alguns detalhes interessantes da vida clandestina da guerrilheira, Estela, Wanda, Luiza ou Patrícia codinomes de Dilma Vana Rousseff Linhares , ministra da Casa Civil e candidata à presidência da República pelo PT
Produzido pela editoria do site
www.averdadesufocada.com

Você Sabia?

- Que em 1965, com 17 anos, Dilma entrou para Escola Estadual Central, um centro de agitação do movimento estudantil secundarista, e começou sua doutrinação. Dois anos depois militava na Política Operária - POLOP ?
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Que a POLOP foi criada em 1961 e teve origem no Partido Socialista Brasileiro e já agia muito antes da contra-revolução ?
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Que, em 12 de março 1963, a POLOP apoiou e orientou a subversão dos sargentos em Brasília - 600 militares , entre cabos, sargentos e suboficiais da Marinha e Aeronáutica, apoiados pelo dirigente da POLOP Juarez Guimarães de Brito, que se deslocou do Rio de Janeiro para Brasília, se rebelaram e ocuparam a cidade. Dominada a rebelião duas pessoas estavam mortas;o soldado Divino Dias dos Santos e o motorista civil Francisco Moraes ?
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Que ainda nessa época, a POLOP concitou o PCB, através de uma "Carta Aberta", a romper com o reformismo e com o governo de João Goulart. ?
-
Que logo após, a POLOP passou por uma fase de muita polêmica quanto às linhas de ação a serem seguidas para decidir o melhor método para implantação do comunismo no Brasil. Uma ala defendia a formação de uma Assembléia Nacional Constituinte e outra dava prioridade à luta armada . Dilma, aos 20 anos, inclinou-se para a luta armada e juntou-se ao grupo que optou pela violência ?.
- Que em abril de 1968, os militantes da POLOP de Minas Gerais e da Guanabara, e do Movimento Nacional Revolucionário - MNR - de Brizola se reuniram e entabularam negociações para a criação de uma nova organização político militar. Ao mesmo tempo, o pessoal da POLOP/GB realizou uma Conferência, na qual foi aprovado o documento "Conçepção da Luta Revolucionária", onde ficou praticamente aprovada a linha política da futura Organização Político Militar - OPM. O documento definiu a revolução brasileira como sendo de caráter socialista e o caminho a seguir o da luta armada, através do foco guerrilheiro, visto como "a única forma que poderá assumir, agora, a luta armada revolucionária do povo brasileiro" ?.
-Que o processo para a tomada do poder iniciar-se-ia com a criação de um pequeno núcleo rural -: o foco -, que, através do desencadeamento da luta armada no campo, cresceria e se multiplicaria com a conscientização das massas, até a constituição de um Exército Popular de Libertação. As cidades eram vistas como fontes para o apoio logístico e a guerrilha urbana nelas desencadeadas serviria para manter ocupadas as forças legais. Os atos de terrorismo e sabotagem deveriam obedecer a um rígido critério político, estabelecido pelo comando da OPM ?.
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Que em julho de 1968, esses dissidentes da POLOP realizaram um Congresso Nacional num sítio em Contagem, Minas Gerais no qual foi criado o Comando de Libertação Nacional – COLINA -, com o seu Comando Nacional – CN - integrado por Ângelo Pezzuti da Silva e Carlos Alberto Soares de Freitas, em Minas Gerais, e Juarez Guimaraes de Brito e Maria do Carmo Brito, na Guanabara ?.
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Que foi criado, diretamente ligado ao Comando Nacional - CN -, o Setor Estratégico, subdividido em:
a- Comando Urbano que era constituido pelo Setor Operário e Estudantil. Esse setor era o responsável pelo trabalho de massa nas fábricas, empresas, sindicatos, faculdades, etc. Esse trabalho era executado pelas células, por meio das atividades de recrutamento e de agitação e propaganda. O setor editava o jornal "O Piquete".
b- Comando militar era composto pelos Setores de Levantamento de Áreas; Inteligência; Expropriação; Terrorismo e Sabotagem; e Logistico.?
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Que a partir de setembro de 1968 o Setor de Levantamento de Áreas deu início a uma série de viagens pelo interior do país, a fim de selecionar as regiões mais favoráveis à instalação de guerrilhas. Após estudar mais de sete estados, o COLINA se decidiu, em junho do ano seguinte, por uma região de mais de 100 mil km2 , englobando diversos municípios do Maranhão e de Goiás - Imperatriz, Porto Franco, Barra do Corda e Tocantinópolis ?
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Que Os dissidentes que optaram pela luta armada reuniram-se em torno da nova organização. Entre esses dissidentes estava Dilma Rousseff ?
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Que um dos seus doutrinadores foi Apolo Heringer Lisboa, dirigente do Colina. Ele começou a ministrar-lhe aulas de marxismo, quando Dilma ainda era secundarista.
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Que Dilma conheceu seu futiuro marido ,o jornalista mineiro Cláudio Galeno de Magalhães Linhares, no meio subversivo. Ele também optara pela luta armada. Galeno serviu ao Exército por três anos e, também militou na POLOP. Atuou ativamente na sublevação dos marinheiros. Esteve preso por cinco meses na Ilha das Cobras, durante a Contra-Revolução. Depois disso, obteve Habeas Corpus, foi solto e voltou para continuar a militar em Belo Horizonte ?
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Que Dilma e Galeno um ano depois se casaram ?. Dilma , participava de passeatas para apoiar os operários em greve em Contagem . A dupla prometia. Galeno, em entrevista à revista Piaui, declarou que aprendera a fabricar bombas na fármácia de seu pai.
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Que Dilma tinha tarefas específicas no COLINA: a confecção do Jornal O Piquete, a preparação das aulas de marxismo. Tinha também aulas sobre armamentos, tiro ao alvo e explosivos. Grande parte dessas aulas era ministrada nos arredores de Belo Horizonte pelo ex-sargento da Aeronáutica João Lucas Alves . João Lucas também dava instruções de técnicas de guerrilha à Dilma ?
Que seu instrutor de tiro, João Lucas foi um dos executores do major do exército alemão Edward Ernest Tito Otto Maximilian von Westernhagen, em 01/07/68, que fazia curso de Estado Maior, na Praia Vermelha, RJ, morto por engano, ao ser confundido com um militar boliviano, que também fazia o mesmo curso e que era acusado de ter morto Che Guevara?
- Que Galeno, em entrevista à Revista Piauí, demonstra mais que uma simples relação de militância com João Lucas Alves, e sim intimidade. Galeno inclusive declara que João Lucas se hospedava na casa deles ? Leia nesse site o artigo " Identificado o terceiro assassino do Major alemão.". na Sessão Vale a pena ler de novo."
- Que Dilma e Galeno viviam perigosamente rodeados de gente que pretendia, como motivação principal, instalar um regime marxista leninista, como pregavam os estatutos da organização na qual militavam ativamente. Seu apartamento era visitado pela cúpula do COLINA. Derrubar o regime militar era o pretexto para atrair militantes para a causa principal - instalar uma ditadura nos moldes de Cuba ? .
-Que embora o COLINA tivesse conseguido recrutar adeptos em Porto Alegre, Goiania e Brasília nunca deixou de ser uma organização política militar tipicamente mineira, com um núcleo na Guanabara – RJ -, onde havia recrutado um grupo de ex-militares que já tinha atacado duas sentinelas: a primeira , em 17 de março de 1968, no Museu do Exército, na Praça da República , a qual foi baleada por Antonio Pereira Mattos e teve o seu FAL roubado; e a segunda em 23 de maio do mesmo ano, na Base Aérea do Galeão, quando foi roubado a sua pistola.45 ?
-Que dentre as ações do COLINA , em 1968, podem ser destacadas: em 28 de agosto, assalto ao Banco Comércio e Indústria de Minas Gerais, agência Pedro II , em Belo Horizonte; em 4 de outubro, assalto ao Banco do Brasil, na cidade industrial de Contagem, em MG; em 18 de outubro, dois atentados a bomba em Belo horizonte, nas residências do Delegado Regional do Trabalho e do Interventor dos Sindicatos dos Bancários e dos Metalúrgicos; em 25 de outubro, no Rio de Janeiro, Fausto Machado Freire e Murilo Pinto da Silva assassinaram Wenceslau Ramalho Leite, com quatro tiros de pistola Luger 9mm, quando lhe roubavam o carro; e, em 29 de outubro, assalto ao Banco Ultramarino, agência de Copacabana, no Rio de Janeiro ?
-Que a Organização de Dilma tinha algumas armas, algum dinheiro e algumas dezenas de militantes dispostos a tudo No dia 14 de janeiro de 1969, praticaram, simultâneamente, dois assaltos: aos Bancos da Lavoura e Mercantil de Minas Gerais, em Sabará, onde roubaram 70 milhões de cruzeiros. Participaram dessas ações os seguintes militantes do COLINA: Ângelo Pezzuti da Silva, Murilo Pinto da Silva, Afonso Celso Lana Leite, Antonio Pereira Mattos, Erwin Rezende Duarte, João Marques Aguiar, José Raimundo de Oliveira, Júlio Antonio Bittencourt de Almeida, Nilo Sérgio Menezes Macedo, Maria José de Carvalho Nahas, Pedro Paulo Bretas e Reinaldo José de Melo.
-Que nessa mesma noite, Ângelo Pezzuti da Silva, principal dirigente do COLINA, foi preso. Suas declarações possibilitaram a prisão de diversos membros do COLINA, dentre os quais, José Raimundo de Oliveira, do Setor de Terrorismo e Sabotagem, e Pedro Paulo Bretas e Antonio Pereira Mattos, do Setor de Expropriação ?
- Que esses depoimentos levaram a polícia a desbaratar três "aparelhos" do COLINA, em Belo Horizonte, na madrugada de 29 de janeiro de 1969. A uma hora, onze policiais dirigiram-se ao "aparelho" da Rua Itaí, "entregue" por Ângelo Pezzuti, onde só encontraram documentos da organização. Às duas horas e trinta minutos, foram para o "aparelho" delatado por Pedro Paulo Bretas, na Rua XXXIV, número 31 onde encontraram explosivos armas e munições. Às quatro horas, reforçados por três guardas-civis, de uma rádiopatrulha, os policiais chegaram ao terceiro "aparelho", na rua Itacarambu, 120, também entregue por Pedro Paulo Bretas. No local sete militantes estavam reunidos planejando uma linha de ação para resgatar Ângelo Pezuti da prisão ?.
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Que no local, ao se prepararem para invadir o "aparelho", os policiais foram recebidos por rajadas de uma metralhadora Thompson, disparadas por Murilo Pinto da Silva, irmão de Ângelo Pezzuti. Esses tiros atingiram mortalmente o Subinspetor da polícia Cecildes Moreira de Faria e o Guarda-Civil José Antunes Ferreira, e feriram gravemente o investigador José Reis de Oliveira. No local foram encontrados armas munições, fardas da PM, documentos do COLINA e dinheiro dos assaltos. Na ação foram presos os seguintes militantes: Murilo Pinto da Silva, Afonso Celso Lana Leite, Maurício Vieira de Paiva (ferido com dois tiros), Nilo Sérgio Menezes Macedo, Júlio Antonio Bittencourt de Almeida, Jorge Raimundo Nahas e sua esposa Maria José de Carvalho Nahas ?
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Que após o assalto ao Banco da Lavoura de Sabará, o cerco começou a apertar. Dilma e Galeno começaram a tomar mais cuidado passando a dormir cada noite em um lugar diferente. Como Ângelo Pezzuti e outros membros do COLINA frequentavam o apartamento de Dilma e Galeno, eles destruiram documentos e tudo que pudesse ligá-los à organização e naquela noite já não dormiram em casa. Passaram algum tempo escondidos. Depois a organização determinou sua ida para o Rio de Janeiro. Primeiro seguiu Galeno, depois Dilma, ambos de ônibus ?.
-Que O ano de 1969 seria crítico para o COLINA. Uma sequência de prisões debilitaria a organização forçando a sua fusão por um pequeno período com a VPR .?
- QUE no Rio de janeiro, o casal fazia parte dos "deslocados" - militantes transferidos de outros locais por serem procurados. Entre eles estava Fernando Pimentel, que viria a ser prefeito de Belo Horizonte?
-Que quem recebeu os "deslocados" do COLINA no Rio de Janeiro foram os dirigentes Juarez Brito e Maria do Carmo, mas, como eram muitos, não havia como alojá-los . Dilma e Galeno moraram em um pequeno hotel e depois em um apartamento, até Galeno ser transferido pela organização para atuar em Porto Alegre, em contato com uma célula dissidente do "Partidão"?
-Que Dilma continuou no Rio, ajudando a direção do COLINA. Transportava armas, dinheiro e munição para os militantes. Participava de reuniões, redigia documentos e discutia ações da organização. Em uma dessas reuniões conheceu o advogado Carlos Franklin Paixão Araújo e começaram um namoro que a levou ao fim seu casamento com Galeno ?.
- Que Dilma não foi presa e condenada, como diz, por crime de opinião. As organizações nas quais militou praticaram todo tipo de ação armada , de assaltos a bancos e casas particulares, hospitais e quartéis, sequestros de diplomatas e aviões, atentados a bomba, assassinatos e " justiçamentos";
- Que se Dilma não usou armas ,como diz, tavez tenha sido por medo ou falta de oportunidade, já que declarou sabia manejar , montar e desmontar um fuzil em questões de minutos. Também em reportagem a revista Piaui de abril de 2009 , declarou que escondeu, junto com uma companheira de luta armada , grande parte das armas da Var-Palmares, em seu quarto , em uma pensão.

Próximos capítulos : Dilma, a VPR e a VAR-Palmares

Fontes:
Projeto Orvil
Revista Piauí
A Verdade Sufocada - A história que a esquerda não quer que o Brasil conheça - Carlos Alberto Brilhante Ustra