quarta-feira, 13 de maio de 2009

Imposto na Poupança?

Poupança pagará imposto em 2010
Brasília - O governo pode anunciar hoje a cobrança do Imposto de Renda (IR) das cadernetas de poupança acima de R$ 50 mil a partir de 2010. A nova regra será acompanhada de um corte temporário, válido apenas este ano, na tributação dos fundos de investimento. Essas propostas serão levadas pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Leia mais em VEJA.com e Estadão on line


Breve comentário:

Se já vão favorecer os altos investidores com redução de tributos, para evitar a "fuga" das aplicações dos fundos...

Por que continuam insistindo em prejudicar os pequenos poupadores - que passaram a vida inteira juntando um dinheirinho - cobrando imposto de renda na Caderneta de Poupança???
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terça-feira, 12 de maio de 2009

Memórias Reveladas... ???

A novidade agora é "enquadrar" quem tiver documentos da ditadura e não entregar.

Será uma forma de evitar que apareçam novas "fichas" na mídia?

Ameaçando prender quem divulgá-las sem "autorização" do governo?

Perguntar não prende nem arrebenta: E se nos documentos aparecerem provas da participação - de membros do alto escalão atual - em ações terroristas (como já consta no Projeto Orvil), os arquivos serão tornados públicos?

E se tanto queriam tanto a "abertura" dos arquivos... por que proibiram a publicação do ORVIL???

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Terça-Feira, 12 de Maio de 2009
Planalto ordenará entrega dos arquivos da ditadura
Ao todo, 17 Estados ficarão responsáveis pela divulgação do material de suas polícias políticas
De Moacir Assunção:


O secretário nacional de Direitos Humanos da Presidência da República, Paulo Vanucchi, afirmou ontem em São Paulo que a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, assinará amanhã uma portaria do Executivo que determina a entrega, sob pena de punições, de todo os arquivos da ditadura militar (1964-1985) ao governo. Os Estados ficarão encarregados da divulgação das informações.

De acordo com Vanucchi, o ato, batizado de Arquivos: Memórias Reveladas, marcará a entrega ao governo federal de arquivos de entidades como a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Polícia Federal e Conselho de Segurança Nacional (CSN), além do extinto Serviço Nacional de Informações (SNI). Ao todo, 17 Estados deverão ser integrados no repasse do material de suas respectivas polícias políticas.

(...)

Íntegra no Estadão

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Atualização do meio-dia:
E tentam "abafar" o novo golpe - mais um, né? - botando o ministro psicodélico a fazer apologia ao crime - impune - pra alienar ainda mais o nosso pobre país.
Depois do "sucesso" do bolsa-esmola, atacam com o bolsa-maconha!
E não esqueçam.... O voto em lista vem aí!!! Quem escolhe os representantes, agora, não será VOCÊ!!! (mas ainda financiados com a sua grana...)
Eita BraZil Zil Zil !!!
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Atualização de quarta-feira:

TODOS os documentos deveriam vir à público para esclarecer essa fase da história. Mas não de forma selecionada, como está sendo pretendido, né?

A Lei da Anistia, que garantiu impunidade a torturadores, é a mesma que premiou assaltantes e sequestradores.

À "esquerda" deve ser dada MAIS Anistia por que motivo?

Que se exponha TUDO.

Os torturadores e os terroristas.

E ameaçar com "sanções" aos detentores de documentos da época, para, em seguida fazer uma "seleção" (quem decide isto??) do que deve ou não ser exposto ao público (com a alegação de "documentos sigilosos") não é ABRIR os ARQUIVOS.

É selecionar o que interessa no momento, para "alguns" (os mesmos de sempre... que já amealharam bilhões em indenizações...).

É insistir em mostrar os fatos de um único ângulo, como já tem sido feito há décadas em campanhas e "cartilhas".

Ou seria, quem sabe, para impedir que os "pequenos erros" da esquerda possam finalmente ser comparados com as "atrocidades" dos militares....

A portaria ditatorial, a ser assinada HOJE pela própria, vem bem à propósito pra impedir que divulguem novas "fichas" da Vilma e sua tchurma... né?

Ou se ESCANCARE TUDO.. de vez!

Ou assumam que está havendo CENSURA e RETALIAÇÃO, pensada e premeditada!

O que não dá pra aceitar é que se institua o REVANCHISMO hipócrita dos que mais se beneficiaram (vide os que hoje estão "no pudê" - muito bem pagos) da Anistia.

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segunda-feira, 11 de maio de 2009

Os Blogs do Café Matutino

Café da Manhã com o PoPa e os outros Blogueiros

O PoPa teve um "insight" genial em suas: Leituras Matinais
Conscientização e União!
Blogueiros antenados nas notícias e nos acontecimentos.

Engajados em denunciar, comentar e divulgar todos os problemas - e irregularidades - que prejudicam o crescimento do nosso país.
A cada manhã corremos ávidos aos jornais, aos blogs, às rádios e às TV's, em busca de informações.
E em busca das boas notícias que gostaríamos de ler, ouvir e assistir.
Quase sempre não é o que acontece...
Mas não desistimos.
Reclamamos, denunciamos, brigamos, para que um dia esse país seja melhor para todos nós.

Estamos juntos pela VERDADE, pela ÉTICA e pela JUSTIÇA!

Estamos unidos para conquistarmos nossa verdadeira cidadania!

E é poraí mesmo que conseguiremos mudar alguma coisa.

Separados não fazemos todo o suficiente, mas juntos (perdoem-me o "clichê") seremos FORTES e IMBATÍVEIS!

O dia nem sempre começa bem...
Mas o café tá na mesa.
O jornal, indigesto, a gente lê e deixa de lado na cadeira, por que a vida tem que seguir adiante, apesar dos pesares..

Saboreia-se um delicioso pão quentinho com manteiga ou com mel.
E esse grupo de blogueiros matinais segue na batalha, incansável:
Na luta e na esperança de acordar num belo dia de sol, sentarmos juntos à mesa, TODOS os brasileiros de bem, com café, com leite, com pão e com nossa DIGNIDADE restaurados!

Acesse os BLOGS do Café da Manhã na coluna à direita

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Você paga todos os privilégios deles - Opinião

por Alexandre Barros *

Sempre que alguém desfruta um privilégio, outros "alguéns" pagam por ele, sem ganhar nada com isso. São tantos os privilegiados no Brasil que nem sabemos quanto eles nos custam.

Passagens, cartões corporativos e mordomias dos políticos e seus funcionários (viagens de parentes e amigos, tapioca, além da corrupção) foram todos pagos com nosso dinheiro. Por isso trabalhamos até fins de abril só para pagar os gastos "do governo".

Em 2008 trabalhamos 117 dias para sustentar a farra. Sobraram apenas 249 dias para viver, cuidar da educação, da saúde... Só começamos a ganhar para isso lá por fins de abril. E no dia 30 acertamos o Imposto de Renda (IR), pagando mais um pouco ou recebendo uns caraminguás de restituição quando a "Receita liberar os lotes".

Numa palestra, o então deputado Delfim Netto falou da ideia de não pagar impostos, mas advertiu aos presentes à audiência: "Não vão sair por aí falando que as pessoas não devem pagar impostos porque isso é crime!" Assim, caro leitor, você pode ficar triste, zangado ou irritado por pagar impostos. Mas não estou dizendo que não os pague.

Meu esforço é simplesmente para que saiba dos impostos escondidos que você paga, além daqueles cujas contas acertou no último dia 30. Porque você paga impostos em tudo o que compra, ou vende, ou dá (só escapa esmola).

Os gaúchos tiveram uma boa ideia: criaram o Dia da Liberdade de Impostos (27 de maio). A intenção é mostrar como seriam baratas as coisas sem eles.

Funciona assim: um grupo de voluntários (você pode ser um deles) se organiza e consegue convencer pessoas ou empresas que têm dinheiro (atenção: não são privilegiados, mas cidadãos que o ganharam com o esforço de seu trabalho e se dispõem a patrocinar a campanha) e topem pagar o imposto relativo a, por exemplo, xis litros de gasolina de um determinado posto (são necessários, no mínimo, quatro voluntários para cada posto).

O governo não tem do que reclamar, pois acaba recebendo o dinheirinho que lhe cabe nesse latifúndio e ninguém está cometendo nenhum crime.

Acertado que os patrocinadores vão pagar o imposto incidente sobre, digamos, 2 mil litros de gasolina, há a necessidade de anunciar que naquele posto, em 27 de maio, a partir das 9 horas, os motoristas que receberem as 100 senhas (é bom começar a distribui-las de madrugada) têm direito a comprar um máximo de 20 litros do combustível e pagar o preço sem imposto. Há faixas, filas, imprensa, televisão e toda essa parafernália. Esse é o objetivo da campanha.

Espera-se que a polícia, que também é paga com o seu imposto, compareça, se necessário for, para ajudar a organizar a fila e o respeito à ordem de chegada.

Dá trabalho? Dá, e muito. Mas a propaganda é a alma do negócio, mãos à obra. O objetivo é criar massa crítica suficiente para que os legisladores vejam que há muitos interessados em que os impostos baixem, para pararem de pagar passagens aéreas e outros desperdícios e corrupções que ainda não chegaram às manchetes.

Pode dar certo ou não. Na eleição de Barack Obama deu. A campanha presidencial de Obama não recebeu um tostão furado do governo. Com isso ele pôde arrecadar quanto quis. Seu concorrente, John McCain, tinha um limite para receber de doadores privados porque havia recebido dinheiro público (isto é, dos pagadores de impostos).

Aqui não vamos eleger o presidente, vamos só dar um gostinho e um saberzinho às pessoas de como a vida poderia ser muito melhor com impostos mais baratos. Você que comprou seu carro ou seu eletrodoméstico com redução de impostos já sabe como isso é bom. Melhor seria se assim fosse o tempo todo, com todos os produtos.

Mas para isso teríamos de cortar privilégios. Os camarões comidos nos palácios do governo saem nadando do seu bolso. O uísque bebido nas recepções do Itamaraty foi confiscado de algum brasileiro que pagou sua passagem internacional com o seu dinheiro e trouxe um pouquinho mais do que o governo gostaria que ele trouxesse.

Não se iluda, ilustre passageiro, foi apreendido dos brasileiros sem privilégios. Porque os privilegiados passam pelo "canal azul" da alfândega. Ah, você achava que só existiam os canais verde e vermelho? O azul existe, mas é invisível. Por ele passam os privilegiados e os que corrompem funcionários corruptíveis. Você nem chega a saber que ele existe.

Moro numa quadra, em Brasília, onde vivem muitos magistrados de tribunais superiores e por isso canso de ver ministros andando pelas poucas calçadas da cidade, comprando remédios, pão, frutas e outras coisas que tais.

Assustei-me, no entanto, quando cruzei no aeroporto com um ministro torto acompanhado por um segurança saindo do avião. Em 26 anos de Brasília, eu nunca tinha visto isso.

Infelizmente, parece que não se fazem ministros direitos como antigamente, quando, numa segunda-feira à tarde, encontrei oito ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) comendo pizza com refrigerante numa cantina popular a menos de 200 metros da casa deles.

A cultura do privilégio ameaça tornar raros os ministros direitos, facilitando o aparecimento dos ministros tortos. Essa é uma das razões por que a gasolina deveria ser mais barata.

Em tempo: também não custava nada o lixo do prédio dos ministros do STF ser colocado num lugar mais discreto do que a entrada da superquadra. Lixo na entrada dos outros, além de privilégio, é escárnio.

Privilégio, meu caro leitor, é tudo isso que é outorgado de graça a alguém e é pago por todos. Está demais. É hora de reclamar!


* Alexandre Barros é cientista político (Ph.D. - University of Chicago),
é diretor-gerente da Early Warning: Análise de Risco Político (Brasília)
E-mail: alex@eaw.com.br

Publicado originalmente em:
Estadão - Opinião 11/05/2009

Bolsa Fraudada

Editorial do Estadão on Line - 11/05/2009

As principais restrições que sempre foram feitas ao Programa Bolsa-Família, do governo Lula, se referiam à chamada "porta de saída", isto é, como tornar seus beneficiários independentes do programa e introduzir, ou reintroduzir, no mercado de trabalho formal pessoas que se acostumaram a receber, sem nenhum esforço pessoal, um rendimento que, por menor que seja, cobre suas necessidades imediatas. A bolsa não induziria seus beneficiários a um sentimento de acomodação?

Agora, no entanto, surge um outro problema nesse programa, aliás, previsível, mas que era considerado antes de mínima relevância: a grande quantidade de fraudes detectada em auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU). Os números absolutos são impressionantes, mesmo que o porcentual fraudado não seja grande, se comparado ao volume de recursos empregados no programa (R$ 11,4 bilhões este ano) e à quantidade de beneficiários (11,1 milhões).

O TCU constatou a existência de nada menos do que 1,1 milhão de famílias que recebem recursos do Bolsa-Família apesar de contarem com rendimento próprio maior do que o estipulado para se inscrever no programa. Cruzando a lista de beneficiários com o Registro Nacional de Veículos Automotores, o TCU descobriu que 106,4 mil famílias atendidas pelo programa possuíam veículos novos - carros, caminhões, tratores e até motos importadas com valores elevados. A propósito, uma família que declarou renda mensal por pessoa de R$ 35 - o que dava direito a receber R$ 94 do programa - tinha sete caminhões, avaliados em R$ 756,4 mil. Outra, com renda per capita declarada de R$ 60, possuía três tratores, avaliados em R$ 538,5 mil - e assim por diante.

Além disso, consultando o Sistema Informatizado de Controle de Óbitos (Sisobi) do Dataprev, o TCU comprovou que receberam dinheiro do Bolsa-Família nada menos do que 3.791 mortos. Realmente, é uma multidão de fantasmas bolsistas de fazer inveja à população de defuntos ativos do livro Incidente em Antares, de Érico Veríssimo. O que é mais aberrante e condenável nesse tipo de fraude, envolvendo recursos públicos, é que pessoas muito pobres de fato, que necessitam dessa ajuda para ter condições mínimas de sobrevivência, especialmente alimentação, ficam sem ela. Pior do que o volume de recursos surrupiados dos contribuintes - e subtraídos de um programa social - é a facilidade que esse programa governamental propicia para a elucubração de criminosos esquemas fraudulentos, como se a criatividade delinquencial nele encontrasse terra fértil. E sem dúvida há toda uma perversa didática nesse processo - com discípulos ávidos em absorvê-la. Entre estes - como não poderia deixar de ser - figuras da política.

E agora vem a parte mais chocante: ao cruzar os nomes do rol de beneficiários do Bolsa-Família com a relação de candidatos nas eleições de 2004 e 2006, os auditores do TCU flagraram, como beneficiários do programa social, 577 políticos eleitos! E, se forem considerados os suplentes - aqueles candidatos que não foram eleitos -, o número cresce: foram 39.937 os políticos que receberam o Bolsa-Família. O TCU detectou que esses políticos - eleitos e não eleitos - pertencem a 22,6 mil famílias que só em fevereiro do ano passado ganharam R$ 1,5 milhão. Quer dizer, além da sustentação político-eleitoral que esse programa social propicia, também contribui para a sustentação financeira de políticos de carreira. Foi apenas em março de 2008 que o presidente Lula assinou decreto proibindo que políticos eleitos em qualquer esfera de governo recebam recursos do Bolsa-Família - antes tarde do que nunca.

O ministro do TCU Augusto Nardes, relator do caso das fraudes no Bolsa-Família, esclareceu que, considerando apenas as irregularidades mais evidentes, há pelo menos 312.021 famílias que não deveriam estar no programa, do que resulta prejuízo mensal ao erário de R$ 26,5 milhões. Por tudo isso, há um investimento urgente a fazer para que esse importante programa social deixe de ser um estímulo à "criatividade fraudulenta": montar um rigoroso esquema de fiscalização.

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domingo, 10 de maio de 2009

Livro: Viagens com o Presidente

Título: Viagens com o Presidente
Autor:
Eduardo Scolese, Leonencio Nossa
Editora: Record
Idioma: Português
Número de Páginas: 308

Resenha:

"Não vou viver trancado no palácio", declarou Luis Inácio Lula da Silva logo que assumiu a presidência. Sua promessa foi cumprida nesses 40 meses de governo. E como presidentes raramente têm privacidade, a história de suas viagens foi presenciada pelos jornalistas Eduardo Scolese e Leonencio Nossa. Os autores revelam curiosidades e reúnem dezenas de fotos a bordo do avião presidencial, em banquetes de reis ou nos galpões de fábricas, onde Lula tomou decisões, reagiu a críticas, falou da mãe, atacou a imprensa e a oposição.

Alguns trechos:

1 - “Numa audiência com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, na época em que o governo começa a discutir a transposição de parte das águas do rio São Francisco, o presidente ouve a opinião contrária dela às obras e os argumentos favoráveis dos técnicos da área. Após ouvi-los, consola a ministra: ‘Marina, essa coisa de meio ambiente é igual a um exame de próstata: não dá pra ficar virgem toda a vida. Uma hora eles vão ter que enfiar o dedo no cu da gente. Então, companheira, se é pra enfiar, é melhor que enfiem logo.”

2 - “Nessa viagem ao Rio, o presidente está bem no estilo 'paz e amor' da campanha, com sua dose de animação um pouco além do habitual. Naquele dia, talvez por conta do esfriamento da crise política, resolve levar tudo aquilo na brincadeira. Em dado momento, para espanto e depois risos dos que o acompanham, o presidente caminha até a janela de seu luxuoso quarto e passa a cantarolar junto com os manifestantes o refrão de uma paródia feita para o ex-ministro da Casa Civil: 'Ei, José Dirceu, devolve o dinheiro aí, o dinheiro não é seu'. Saltitante, Lula repete o refrão com um sorriso aberto e os dedos indicadores para o alto como se estivesse num baile de Carnaval.”

3 - "A euforia da campanha ainda contagia os primeiros meses de governo. Tudo é novidade, tanto para Lula como para a população. O presidente, ao lado de seguranças e assessores, segue para cumprimentar as pessoas que o aguardam atrás de uma cerca de arame farpado do aeroporto. Lula não quer nem saber. Sob um sol de rachar, abraça, beija, toca e se deixa tocar. Molhado de suor, olha para o ajudante-de-ordens e lhe pede uma toalha – branca e felpuda, peça obrigatória nas viagens presidenciais. - Espere um pouco, presidente, vou buscá-la no avião – responde meio sem jeito o funcionário do Planalto, que sai em disparada pela pisa do aeroporto para cumprir a ordem do presidente. Ainda ao lado da cerca, Lula não se contém com a cena. Em quanto observa a rapidez de um ajudante-de-ordens absolutamente fora de forma, o presidente cai na gargalhada e faz um comentário rápido e rasteiro a um de seus seguranças. - Olha lá o bundão, olha lá. Olha o bundão correndo para pegar minha toalha.”

4 - “(Final de 2005, encontro do Mercosul) No meio do encontro, fechado à imprensa, Lula pede que auxiliares distribuam aos presentes uma cartilha preparada pelo Planalto sobre investimentos e projetos brasileiros para os países que integram a área de livre-comércio. O ajudante-de-ordens admite que esqueceu o material na bagagem da comitiva. Lula não explode de pronto. Segura a raiva e a extravasa no intervalo da reunião, quando presidente, ministros, diplomatas e assessores dividem a mesma sala para um rápido cafezinho. - Cadê as cartilhas, porra? – esbraveja o presidente. O ajudante tenta se desculpar, meio sem jeito. O presidente está uma fera, elevando o tom de voz na frente de todos. Vermelho de raiva, Lula grita ao mesmo funcionário: - Como é que não trouxe as cartilhas? Seu incompetente. Os demais presentes, entre goles de café e mordidas nos lanches argentinos, vêem o auxiliar sair em disparada para providenciara as tais cartilhas.”

5 - “Lula se aproxima de seu assessor para assuntos internacionais, o professor universitário Marco Aurélio Garcia, e diz na maior descontração: - Marco Aurélio, eu já mandei você tomar no cu hoje?”

6 - “(Num jantar oferecido pelo senador José Sarney) Pó, o Sarney é foda. Em vez de reunir todo mundo para tirar uma foto , fica nessa de um por um. Eu não posso nem tomar minha cachaça direito. Ainda bem que tenho essa moça para segurar meu copo. Lula, então, entrega o copo de uísque a uma segurança.”

7 - “Ele sobe as escadas do veiculo sem dizer uma única palavra à imprensa. Lá dentro, porém, passa a infernizar a vida do assessor de imprensa escalado para acompanhá-lo naquela viagem. - Olha pra mim, porra. Eu estava tentando falar com você lá fora do ônibus, e você só olhando para a imprensa. Quando eu falar é pra olhar pra mim – esbraveja o presidente, que mais tarde age como se nada tivesse acontecido.”

8 - “A eleição na Câmara entra pela madrugada. Lula não agüenta esperar e vai dormir. Na manhã seguinte, é informado por assessores da vitória do conterrâneo Severino Cavalcanti. Lula não explode no momento em que fica sabendo da derrota petista. Deixa para descontar toda a sua raiva alguns minutos depois, quando recebe das mãos de assessores o discurso que fará sobre o combate mundial à fome. Diante do ministro Celso Amorim e de auxiliares do Planalto e do Itamaraty, o presidente folheia rapidamente a papelada e a arremessa a metros de distância. - Enfiem no cu esse discurso, caralho. Não é isso que eu quero, porra. Eu não vou ler essa merda. Vai todo o mundo tomar no cu. Mudem isso, rápido.”

9 - "Nas viagens internacionais, logo no início do trajeto de volta ao Brasil, Lula costuma chamar o ministro Celso Amorim e um oficial da Aeronáutica à sua cabine e, com a ajuda de um grande mapa-mundi, trata de ficar imaginando quais poderiam ser os próximos paises a serem visitados. A rotina, então, é questionar Amorim sobre as características dos países apontados por ele no mapa e ao militar pergunta a respeito das questões técnicas das rotas imaginadas, como escalas e trajetos viáveis à aeronave."

10 - "Tá vendo? Eu não tenho mesmo curso superior, mas quem carrega papel prá mim tem, disse Lula a um ministro, depois de receber um discurso das mãos de um assessor."
ainda do livro...

A "SENZALA" DO AEROLULA
"Ao entrarem no Aerolula, ministros, assessores e demais credenciados encontram seus respectivos nomes em etiquetas coladas pela FAB em cada um dos assentos (...). Em conversas sem a presença do presidente, ministros e integrantes do alto escalão do governo chamam a parte traseira da aeronave de 'senzala', enquanto a cabine presidencial leva o apelido de 'casa-grande'. Ficar na senzala durante todo o vôo e não ser chamado por Lula para uma conversa na cabine presidencial é um sinal de falta de prestígio. Muitos preferem o constrangimento de se oferecer para uma conversa a correr o risco de serem ignorados por Lula na viagem."
DORMINDO NO CINEMA
"Logo na primeira sessão do cine Alvorada, Lula bola uma estratégia para evitar ao máximo o contato com os parlamentares. Chega ao local de exibição com um copo de uísque na mão já com o filme em andamento (...) Naquele dia, aos deputados e senadores ansiosos para pedir liberação de verbas para seus currais eleitorais, resta esperar o fim da sessão para falar com o presidente. Lula, que dormiu e roncou alto durante boa parte da exibição de Narradores de Javé, levanta-se rapidamente assim que o filme termina e numa tentativa inócua de ser sutil manda todo mundo embora de sua residência: 'Gente, vamos embora porque amanhã eu tenho muito o que fazer'."
CAFÉ E CIGARRILHA
"Lula não mede as palavras e fala o que quer (...). Embora não seja cordial como o antecessor, o presidente é visto com simpatia pelos seguranças por ter, segundo palavras dos próprios, a disposição de trabalho e o jeito durão de um militar. Não tem muita paciência. Para ele, tudo tem que ser na hora. Costuma estressar-se com auxiliares a qualquer vacilo. Fica nervoso, por exemplo, se vai a algum lugar que não tenha um café expresso à disposição. Ajudantes-de-ordens, assessores e seguranças sabem que o bom humor do presidente pode ir para o espaço se ele não conseguir fumar sua cigarrilha com uma xícara de café na mão."

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Sem comentários......
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sábado, 9 de maio de 2009

Na Poupança NÃO !!!

"O povo já sabe que o nosso presidente é um mentiroso contumaz, lembra quando Lula dizia que jamais taxaria os aposentados, e foi a primeira medida que tomou quando assumiu o governo."


Em Defesa da Caderneta de Poupança

Nota Oficial da Oposição:

A necessária diminuição da taxa de juros não pode ser feita às custas do rendimento da caderneta de poupança. O governo Lula tem outros instrumentos fiscais e financeiros para corrigir a política de juros. A atual estrutura de remuneração da caderneta de poupança – TR mais 6% de juros/ano, com isenção do Imposto de Renda – deve ser mantida para todos os depositantes.

Milhões de brasileiros guardam parte de seu suado salário na caderneta de poupança para construir um futuro melhor. Mexer na poupança significa penalizar duplamente o trabalhador: com o desemprego causado pela crise econômica e com o risco de ver suas economias corroídas. Ao contrário do que acusam os porta-vozes do Palácio do Planalto, foi o presidente Lula, e não a Oposição, que criou incerteza sobre a caderneta de poupança.

Foi ele quem no dia 19 de março passado, em Nova Iorque, afirmou que o governo iria intervir na poupança. De lá para cá, ministros da área econômica, presidentes das instituições financeiras estatais, e até o ministro da Comunicação Social, reiteram essa ameaça.

A Oposição cumpre o seu dever de alertar o país para os erros do governo Lula. Não pode ficar calada justamente no momento em que ele, por omissão e incompetência, ataca um dos mais caros patrimônios nacionais. O PSDB, o DEM e o PPS esperam que o governo federal não traia a confiança de milhões de brasileiros e mantenha uma política responsável que preserve a integridade da caderneta de poupança.

Fundação Liberdade e Cidadania
Instituto Teotônio Vilela
Fundação Astrojildo Pereira

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