
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Ditacia ou Democratura?

Delicadezas...

05/08/2009
O presidente Lula usou boa parte do repertório de palavrões brasileiros para passar uma descompostura no ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. O sermão aconteceu pouco antes da assinatura do novo acordo entre Brasil e Paraguai sobre a hidrelétrica de Itaipu, no dia 25 de julho.
A reprimenda de Lula valeu também para o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, presente no encontro.
A irritação de Lula foi motivada pela resistência de Lobão e Gabrielli em assinar o acordo.
-- Vai t..., Lobão! Não me venha com esse papo. Vocês querem que o Brasil repita com os países pobres o mesmo imperialismo dos Estados Unidos com toda a América do Sul. Vai t...
Sem escutar os argumentos dos subalternos, Lula continuou a dizer o que pensava.
-- O Brasil tem uma responsabilidade muito grande com os vizinhos, ainda mais com o Paraguai, teve a guerra. Vocês querem f... o Lugo (Fernando Lugo, presidente do Paraguai), mas não vão.
-- E não adianta vocês fazerem estas continhas, estes numerozinhos. Vocês vao t...
A reprimenda de Lula foi reproduzida ao colunista por uma pessoa que tomou conhecimento da conversa. As frases, certamente, não são literais. Os palavrões e o sentido das reclamações do presidente, com segurança, são verdadeiros e ditos em grande quantidade.
A Ordem é "Desmoralizar a Mídia"
texto de Reinaldo AzevedoO triste espetáculo a que se assiste no Senado tem um maestro: Luiz Inácio Lula da Silva. Ainda que a proximidade com gigantes morais como José Sarney (PMDB-AP) e Renan Calheiros (PMDB-AL) possa lhe trazer algum desgaste, aposta nas reservas bastante elevadas de sua popularidade: acha que agüenta um ataquezinho especulativo à sua credibilidade. Daqui a pouco, ele sai dando pito no Congresso, dizendo que ninguém vota nada, que isso é ruim para o Brasil, que é hora de trabalhar etc. O apoio de Lula a Sarney foi selado naquela conversa que Dilma Rousseff manteve com o velho senador. Ele usou argumentos sem dúvida convincentes. O petista nem pensou em piscar. Ademais, ele quer o PMDB em 2010. Na bruxaria de Brasília, surgiu mais um motivo para tentar manter Sarney onde está. Já chego lá.
É evidente — como aqui já se escreveu, creio, uma centena de vezes — que certas práticas no Senado e, mais amplamente, na política antecedem a era Lula. Mas também é inegável que nunca atingiram, como agora, o estado de arte. Já desenhei aqui uma espécie de emblema desses tempos: quando o PT estava na oposição, sua divisa era: “Ninguém presta, só eu”. No poder, mudou: “Ninguém presta, nem eu”. Ocorre que os lulo-petistas nos convidam a considerar que eles não prestam com mais eficiência do que os outros; que o seu jeito de não prestar é bom para o Brasil. E isso é inédito.
Mais um motivo
Diz-me um interlocutor que transita bem no governismo que a, por assim dizer, “área pensante” do Planalto considera que a permanência de Sarney no cargo, a se confirmar, significará a segunda grande derrota da imprensa — ou da “mídia”, como dizem por lá. Segundo os feiticeiros, Dilma pode enfrentar uma imprensa algo hostil, e é importante que a “mídia” esteja “desmoralizada”. Sim, usam a palavra “desmoralizada”.
É a forma que o bolivarianismo está tomando entre nós. Por aqui, não dá para formar hordas comuno-fascistóides para invadir jornais e revistas. As instituições ainda não franqueiam esse tipo de comportamento. O jogo se dá, então, na confrontação com aquilo que o lulo-petismo considera o único inimigo poderoso: a imprensa. Não deixa de ser uma fantasia porque, dos grandes veículos, quem não está rendido ao PT faz o seu trabalho com isenção e honestidade. Acontece que a rendição interessa. Isenção e honestidade não.
Falei em segunda grande derrota da imprensa? Para aqueles gênios, a primeira se deu no mensalão. Os lulo-petistas vendem a fantasia de que a “mídia” queria derrubar o presidente. Como isso não aconteceu, então ela teria perdido o jogo. Trata-se, é evidente de estupidez e desonestidade intelectual: atribuem àqueles que consideram inimigos uma intenção que eles não têm para que possam dizer depois: “Vocês não conseguiram”. Faz-se o mesmo em relação a Sarney: ele não estaria em situação difícil por causa de seus atos secretos e explícitos, mas porque se quer derrubá-lo para atingir Lula. Frustrada com mais esse insucesso, a “mídia” mudaria, então, a sua pauta, deixando de lado os escândalos.
Lembram-se de Collor e seu “Olhar 89″ durante o bate-boca com Pedro Simon? O momento mais detestável de seu discurso teve como alvo justamente “a mídia”, que, disse ele, não derrubaria ninguém ali. No dia seguinte, foi recebido por Lula.
Talvez tenham conversado sobre todas as injustiças praticadas pela “mídia” no Caso PC Farias, quando o petista era um líder da oposição. Talvez Lula tenha até se desculpado, não é? “Desculpa, companheiro Collor! Só pedi o seu impeachment naquele tempo porque acreditei nas mentiras da “mídia”.
Publicado originalmente no BLOG RA
terça-feira, 4 de agosto de 2009
El Paredón!!!

Temos que aturar essas figuras oportunistas - e agora mancomunados com o apedeuta e falsário Lulista??? - por que motivo?
BALA neLLes TODOS!!!
A El Paredón!
PQP!
Tô perdendo a paciência...
Vergonhoso! A Política Podre "deztepaíz"!

Calheiros aproveitou os seus apartes para atacar Simon de um modo grotesco, fazendo ilações sobre o seu passado, acusando supostas irregularidades que ele teria cometido quando ministro da Agricultura — sem, evidentemente, apresentar evidência ou prova. Ao mesmo tempo, acusava as injustiças de que ele próprio teria sido vítima quando foi obrigado a renunciar à Presidência do Senado. E dizia com a boca cheia: “Apresentei todas as explicações que me foram pedidas”. Alguém sabe, até hoje, por que era uma empreiteira que pagava a pensão de um filho que ele teve fora do casamento — só para lembrar o aspecto mais incomum de sua biografia?
Mas o grande momento foi mesmo de Collor. Os cabelos mudaram, estão mais brancos, mas a voz e a grosseria de que é capaz continuam rigorosamente as mesmas. Num aparte a Pedro Simon, lá se foi todo o cavalheirismo que tentava afetar desde seu retorno à política, e mandou o senador “engolir suas palavras”. Era o velho jovem Collor. Dêem-lhe um pouco de poder e visibilidade, e lá está ele tentando mostrar que tem “aquilo roxo”. Convidado amigavelmente por outros senadores a retirar a ofensa, tomou a palavra, disse que não retirava coisa nenhuma, evitando até mesmo falar o nome de Simon — chamava-o de “aquele que me precedeu”. E fez a mais enfática e absoluta defesa de José Sarney. "
Veio-lhe à lembrança, ao ver os olhares e atitude agressiva do bufão, a cena de tiroteio protagonizada pelo pai de Collor.
Simon diz que teve medo do olhar de Collor
De Maria Lima, de O Globo:
Um dia depois de enfrentar a ira da dupla Renan Calheiros (PMDB-AL) e Fernando Collor (PTB-AL) no plenário, o senador Pedro Simon (PMDB-RS) confessou nesta terça-feira que teve medo do olhar transtornado do ex-presidente da República, que durante as quase duas horas de embate, ficou logo abaixo da tribuna olhando diretamente em sua direção, com o semblante muito crispado.
Ele disse que em vários momentos lhe passou na memória a cena da tragédia que abalou Brasília na década de 60, quando o pai de Collor, o então senador Arnon de Mello, assassinou, com um tiro no peito, o senador acreano José Kairala, em plena tribuna.
Segundo os registros da época, o senador alagoano disparou três tiros contra seu inimigo político, o senador Silvestre Péricles, a 5 metros de distância.
Errou todos, mas atingiu sem querer Kairala, suplente que estava em seu último dia de mandato. Apesar do flagrante, a imunidade de Arnon de Mello o livrou de qualquer punição.
- É incrível! Me veio a imagem do pai dele, que atirou e matou o senador Kairala. Foi assustador, saia fogo dos olhos do senador Fernando Collor ali logo embaixo de mim. E eu não falei nada de mais dele, quando vi ele entrou correndo, completamente transtornado ! - lembrou Simon.

