quinta-feira, 13 de agosto de 2009

(algumas das novas) Mentiras da Guerrilheira "Vilma duChefe"


As confusas explicações da ministra Dilma

Dilma Rousseff parece ter especial vocação para se deixar envolver em situações esquisitas. Vive cercada de histórias mal contadas, versões retocadas, relatos conflitantes.

No início de 2008, ministros do governo Lula foram apanhados pagando despesas privadas com dinheiro público, através de cartões corporativos. Episódio que ficou conhecido como o “escândalo da tapioca”.

Em 16 de fevereiro daquele ano, jantando com 30 industriais, a ministra Dilma afirmou que “o governo não vai apanhar calado”. E revelou que as contas do governo anterior sofreriam uma devassa.

Dias depois começou a circular o famoso dossiê com os gastos do ex-presidente Fernando Henrique e da ex-primeira-dama Ruth Cardoso.

Confrontada com os fatos, Dilma afirmou que se tratava de um banco de dados para organizar as despesas com cartão corporativo, a fim de responder à CPI dos Cartões – que sequer tinha sido instalada.

Mesmo depois da publicação do dossiê, restando provado que tinha sido fabricado na Casa Civil, Dilma continuou jurando de pés juntos que se tratava de um banco de dados.

Ninguém acreditou, mas ela continuou insistindo no conto de fadas.

O segundo episódio que confrontou Dilma Rousseff com a realidade aconteceu recentemente. Foi o caso do currículo falsificado.

Descobriu-se que, na Plataforma Lattes do CNPq, que abriga currículos de professores universitários e pesquisadores de pós-graduação, o currículo de Dilma Rousseff registrava um mestrado e um doutorado em economia. Até o título da tese de mestrado estava lá.

Este currículo estava também estampado nas páginas do Ministério das Minas e Energia e da Casa Civil.

Era falso. Dilma Rousseff não concluiu o mestrado, não defendeu tese. Não concluiu o doutorado. Não defendeu tese.

Confrontada com a realidade, ela reagiu dizendo que não sabia quem tinha invadido a Plataforma Lattes e as páginas do governo para escrever mentiras no seu currículo.

Para inscrever o currículo na Plataforma Lattes é necessário uma senha individual. Tudo bem, um hacker poderia ter invadido as páginas. Invadem até o site do Pentágono!

Mas a ministra Dilma Rousseff compareceu duas vezes ao programa Roda Viva, da TV Cultura, em 2004 e em 2006. O vídeo dos dois programas circula na internet.

Para os que não estão familiarizados com o programa, no início o âncora lê o currículo do convidado. Nos dois o jornalista Paulo Markun lê o currículo falso de Dilma Rousseff.

E ela ouve sem mover um músculo. Impassível. Nem pisca.

Depois de apanhada, mandou retirar das páginas do governo as menções a um mestrado e um doutorado. Falsos.

Mas continua a sustentar a versão de que alguém invadiu as páginas e falsificou seu currículo.

Finalmente – será mesmo que acabou? – Dilma envolveu-se em mais uma confusão de versões desencontradas.

A ex-secretária da Receita Federal, Lina Vieira, cuja demissão nunca foi bem explicada, afirmou que foi chamada para uma conversa com a ministra-chefe da Casa Civil. No encontro a ministra lhe pediu que “acelerasse” as investigações sobre a família Sarney.

(Deixemos de lado a estranheza de uma chefe da Casa Civil chamar para uma reunião uma subordinada de outro ministro, sem que seu chefe esteja presente.)

A ex-secretária Lina Vieira entendeu que era para encerrar as investigações. Um processo desses é longo, e acelerar pode muito bem significar “acabar rapidinho”.

Dilma poderia dizer que tinha encontrado a ex-secretária, mas que tinham conversado sobre outros assuntos. Poderia dizer que tinha sido um encontro informal, por isso não estava na agenda de nenhuma das duas.

Isto é comum entre autoridades. Semana passada mesmo, o presidente Lula recebeu, fora da agenda, o senador Fernando Collor.

Mas não, Dilma Rousseff reagiu como Dilma Rousseff: autoritária, peremptória, categórica. Segundo ela, jamais teve uma conversa individual com a ex-secretária da Receita.

Mas Lina Vieira confirmou o encontro, em entrevista ao Jornal Nacional. E citou como testemunhas o motorista da Receita, sua chefe-de-gabinete e, mais importante, a principal assessora de Dilma Rousseff, Erenice Alves Guerra – aliás, envolvida também na elaboração do dossiê com as despesas de Fernando Henrique e Ruth Cardoso.

Diante disso, das duas uma. Ou bem Lina Vieira está mentindo, e Dilma Rousseff está moralmente obrigada a processá-la por danos morais.

Ou bem Lina Vieira está falando a verdade. E neste caso, Dilma Rousseff cometeu crime de prevaricação, quando um agente público toma conhecimento de um ilícito, ou propõe um ilícito e não tenta coibi-lo, para tirar proveito próprio.

E qual seria o proveito próprio? O apoio do PMDB à sua candidatura em 2010.

O agravante no caso da ministra Dilma é que, se Lina Vieira estiver dizendo a verdade, trata-se de interferência direta da ministra numa investigação muito séria, que envolve a Receita Federal e a Polícia Federal.

Dilma Rousseff ambiciona a presidência da República. Tem todo o direito.

Mas tem também o dever de dizer a verdade, esclarecer os fatos, para não entrar numa campanha que é tradicionalmente muito dura -- mas o prêmio é alto -- como alguém que tem relações cerimoniosas com a verdade.

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Havia uma Iraneth no meio do caminho. No meio do caminho havia uma Iraneth

Texto de Reinaldo Azevedo

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Havia uma Iraneth no meio do caminho. No meio do caminho havia uma Iraneth. E Iraneth diz que Erenice, um dos dois braços esquerdos de Dilma, foi à Receita para agendar o tal encontro de Lina Vieira com a ministra. Iraneth e Erenice… A gente se vê tentado a deixar Drummond de lado e partir logo pra um poema concreto ou pra concretude do poema: Dilma deu uma topada na pedra. Topou em Iraneth, funcionária de carreira da Receita.

No começo, como observou Dilma, era a sua palavra contra a de Lina. Agora já é sua palavra contra a de Lina e a de Iraneth. Um alternativa seria contra-atacar e botar Erenice para afrontar Iraneth. E estejam certos de que isso acabaria em algum Eriberto — o motorista que depôs aquele daquilo roxo, o agora poeta da parte extrema do aparelho digestivo…

O Ministério da Verdade, de Franklin Martins, anda um tanto descontente com Dilma. Há por ali até quem ache que ela, mesmo com o apoio de Lula, pode ser um desastre como candidata porque é insubordinável — e essa insubordinação não quer dizer excesso de talento, mas falta dele. Tivesse a ministra fechado o bico e ouvido Franklin Martins, não teria jamais negado o encontro. Nem que fosse para dizer que trocou receita de bolo com Lina. Mas Dilma já foi metendo os pés pelas mãos: “O encontro não aconteceu”.

Em algum momento, vai ter de vir a público para dizer: “Bem, aconteceu, sim, só que nós falamos de outro assunto”. E por que ele não fazia parte da agenda pública de nenhuma das duas? Lina nem mesmo era subordinada a Dilma.

Todos mentimos um pouquinho. Um conhecido lhe pergunta se a roupa dele é adequada para a ocasião. Você acha um horror. Mas pra que ser desagradável se nada há a fazer? “Está ótima!” Mentira! Daquelas que pavimentam o caminho para o céu. É preferível fazer as pessoas felizes com a mentira a fazê-las infelizes com a verdade se esta, para você e para o mundo, é irrelevante. Há mentiras bestas que são prova de afeto sincero. Também a vida pública obriga as pessoas a muitas mentiras decorosas, todos sabemos. Imaginem se um presidente da República, ministro de Estado, parlamentar ou juiz de corte superior falarem tudo o que lhes der na veneta… Haveria crises políticas em cascata.

Mas há mentiras que não podem ser contadas porque esbarram em questões de caráter, não é? Se Lina mentiu e, com efeito, jamais esteve com Dilma, foi uma temeridade tê-la à frente de um órgão tão importante da administração por quase um ano. Mas e se ela estiver dizendo a verdade, e a mentira tiver sido contada pela outra? E se a negativa for igual àquele currículo ou àquela história de que não havia dossiê contra FHC na Casa Civil? Aí as coisas se complicam bem. Porque não seria esta uma daquelas mentiras decorosas a que estão obrigados o homem público nem uma daquelas mentirinhas amorosas da vida privada.

Dilma, Lula, os petistas e os petralhas todos certamente dirão que se trata de mais uma tentativa “da mídia” de desestabilizar a “Mãe do PAC”. Ocorre que a imprensa não inventou as entrevistas de Lina ou as negativas da ministra. Tampouco foi a “mídia” que pôs uma Iraneth no meio do caminho de Dilma.

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Mais mentiras:

Gente que Mente - Blog

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Quebra de Sigilo


Material Inédito
Íntegra dos autos do processo do MPF contra Yeda
Todos os autos - 1239 páginas :

Leia: AQUI

"O material é inédito. A disponibilização de tudo visa mostrar a verdade, desfazer intrigas e boatos, permitindo que a opinião pública julgue por si mesma o que está acontecendo de caviloso, imoral, aético e politicamente incorreto no RS, como já vem proclamando o editor há muitos e muitos meses. Trata-se de uma trama diabólica, cruel e inaceitável num estado democrático de direito."(Jornalista Políbio Braga)

Todos os autos do processo ajuizado em Santa Maria pelo Ministério Público Federal contra a Gov. Yeda Crusius (RS).
Edição completa, sem cortes.

* Esta publicação atende pedido feito pelo próprio MPF, que pediu a quebra do segredo de justiça, proteção que os próprios réus já dispensaram publicamente.
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Relembrando...

Saiba como e quem começou a roubalheira dentro do Detran do RS

A roubalheira no Detran começou no governo Olívio e quem desmantelou as quadrilhas que se uniram para saqueá-lo foi a governadora Yeda Crusius, 11 meses depois que assumiu. O que vai narrado a seguir é contado pela primeira vez. Na ação penal enviada à Justiça Federal de Santa Maria e na ação civil pública anunciada nesta quinta-feira pelo MPF, a história das malfeitorias descobertas e desmanteladas no Detran não aparece em letra de forma.

. É de se indagar por que razão a Operação Rodin e o MPF pouparam o governo Olívio Dutra, mas é maior ainda a razão de se indagar por que razão a própria mídia nunca quis contar essa escabrosa história, porque a bandidagem dentro do Detran começou em 1999 no governo do PT e foi denunciada ao juiz da 4a. Vara da Fazenda Pública pelo MPE no dia 26 de dezembro de 2007.

. Em 1999, uma quadrilha de saqueadores fez o que Bira Vermelho fez durante todo o governo seguinte, o de Rigotto, e Vaz Neto fez mais tarde, no governo Yeda, implementando contratos sem licitação e repassando serviços para terceiros sem cobertura legal, o que resultou em pagamentos indevidos e farta distribuição de dinheiro público entre os quadrilheiros.

. As investigações sobre a roubalheira no governo Olívio Dutra, do PT, começaram a ser investigadas em 2004, dois anos depois da expulsão dos petistas por parte do eleitorado. No dia 26 de dezembro de 2007, o juiz da 4a. Vara da Fazenda Pública aceitou a denúncia do Ministério Público Estadual, que identificou os seguintes atores e malfeitorias (veja como o esquema foi depois replicado pelas famílias Fernandes e Ferst nos governos Rigotto e Yeda, até ser desmontado por esta):

1) Mauri Cruz e Carlos Bertoto, os homens petistas do Detran no governo Olívio, 1) contrataram a Finac, ligada à Universidade de Brasília (depois, nos governos Rigotto e Yeda, a esperteza envolveu a Fatec e a Universidade de Santa Maria), e 2) também a ONG Rua Viva, de Minas. No dia 14 de maio de 2002, quase ao final do governo do PT, 3) o Detran assinou um convênio com a Fenaseg para aluguel de veículos com valores estranhos. Esse convênio teve a assinatura do então vice-governador Miguel Rossetto, depois ministro da Reforma Agrária do governo Lula.

2) A Finac é do ex-conselheiro do governo Tarso em Porto Alegre, Luís Antonio Lima, que depois foi com a mulher, Flávia Camareiro, para Brasília. Em Brasília, na UnB, o casal foi protagonista de um escândalo sem precedentes, que resultou na deposição do reitor. Lima é filiado ao PT. Já a ONG Rua Viva, era dirigida por Nazareno Afonso, ex-secretário do primeiro prefeito petista, Olívio Dutra, outro petista de carteirinha. Aliás, Afonso, como Mauri Cruz, foram mais tarde para a ONG Camp, que trabalha com consultoria para prefeituras petistas. Um dos homens de confiança da Camp é até hoje o jornalista Guaracy Cunha, secretário de imprensa de Olívio no Piratini.

3) O MPE pediu o bloqueio dos bens e a quebra dos sigilos bancário, telefônico e bancário, além de processar:
- Mauri Cruz e Flávio Maia, ex-presidentes do Detran
- Inês Gonçalves Teixeira, a advogada do Detran que deu parecer favorável às ilegais dispensas de licitação.
- Renato Rohden, ex-diretor do Detran.
- Nazareno Afonso, homem da ONG Viva Vida
- Luiz Lima, dono da Finac

. Foi a primeira vez que dirigentes do Detran colocaram em prática ações organizadas para usar dinheiro público para fins particulares.

Fonte: Políbio Braga
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Atualização:

Yeda fica no cargo

A juíza Simone Barbisan Fortes acaba de anunciar que não aceitou o pedido do Ministério Público federal para afastar a governadora Yeda Crusius do cargo.

Em uma decisão de duas páginas, Simone escreveu que, como a ação é muito complexa, "fica difícil aferir de plano a suficiência de elementos que levem a concluir pela necessidade de afastamento da governadora do seu cargo".

E reforça: "Destarte, cotejando os elementos acostados pelo MPF, com os reflexos práticos que tal decisão traria á sociedade, não entendo razoável lo afastamento solicitado".

A juíza decidiu ainda liberar parte do conteúdo da ação. Ficou mantido o sigilo sobre dados referentes a quebra de sigilos bancários, fiscais e telefônicos e de parte das escutas do processo. Ainda não há prazo para liberação das informações de parte da ação.

do blog da Rosane de Oliveira

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Breve comment:
Até a ZH e a Rosane petralha se renderam aos fatos...

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Ditacia ou Democratura?


Coronel Renan, Coronel Sarney e o cabo Lula (recruta zero à esquerda com complexo de general)...

Todos corruptos e oportunistas.
Fazendo M* diariamente pelo Brasil afora...

E há os que ainda reclamavam da ditabranda militar......


Delicadezas...


Olho no poder: Lobão engole palavrões de Lula
05/08/2009

O presidente Lula usou boa parte do repertório de palavrões brasileiros para passar uma descompostura no ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. O sermão aconteceu pouco antes da assinatura do novo acordo entre Brasil e Paraguai sobre a hidrelétrica de Itaipu, no dia 25 de julho.

A reprimenda de Lula valeu também para o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, presente no encontro.

A irritação de Lula foi motivada pela resistência de Lobão e Gabrielli em assinar o acordo.

-- Vai t..., Lobão! Não me venha com esse papo. Vocês querem que o Brasil repita com os países pobres o mesmo imperialismo dos Estados Unidos com toda a América do Sul. Vai t...

Sem escutar os argumentos dos subalternos, Lula continuou a dizer o que pensava.

-- O Brasil tem uma responsabilidade muito grande com os vizinhos, ainda mais com o Paraguai, teve a guerra. Vocês querem f... o Lugo (Fernando Lugo, presidente do Paraguai), mas não vão.
-- E não adianta vocês fazerem estas continhas, estes numerozinhos. Vocês vao t...

A reprimenda de Lula foi reproduzida ao colunista por uma pessoa que tomou conhecimento da conversa. As frases, certamente, não são literais. Os palavrões e o sentido das reclamações do presidente, com segurança, são verdadeiros e ditos em grande quantidade.

Original AQUI
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Breve Comentário:

Isto é o Brasil Lulístico.
De uma gentileza, moral e ética como "nunca antes neztepaíz"...

Paulo Caduque???


E o Brasil todo tem que engolir e digerir esse "imperial" sem voto???


A Ordem é "Desmoralizar a Mídia"

texto de Reinaldo Azevedo

O triste espetáculo a que se assiste no Senado tem um maestro: Luiz Inácio Lula da Silva. Ainda que a proximidade com gigantes morais como José Sarney (PMDB-AP) e Renan Calheiros (PMDB-AL) possa lhe trazer algum desgaste, aposta nas reservas bastante elevadas de sua popularidade: acha que agüenta um ataquezinho especulativo à sua credibilidade. Daqui a pouco, ele sai dando pito no Congresso, dizendo que ninguém vota nada, que isso é ruim para o Brasil, que é hora de trabalhar etc. O apoio de Lula a Sarney foi selado naquela conversa que Dilma Rousseff manteve com o velho senador. Ele usou argumentos sem dúvida convincentes. O petista nem pensou em piscar. Ademais, ele quer o PMDB em 2010. Na bruxaria de Brasília, surgiu mais um motivo para tentar manter Sarney onde está. Já chego lá.

É evidente — como aqui já se escreveu, creio, uma centena de vezes — que certas práticas no Senado e, mais amplamente, na política antecedem a era Lula. Mas também é inegável que nunca atingiram, como agora, o estado de arte. Já desenhei aqui uma espécie de emblema desses tempos: quando o PT estava na oposição, sua divisa era: “Ninguém presta, só eu”. No poder, mudou: “Ninguém presta, nem eu”. Ocorre que os lulo-petistas nos convidam a considerar que eles não prestam com mais eficiência do que os outros; que o seu jeito de não prestar é bom para o Brasil. E isso é inédito.

Mais um motivo
Diz-me um interlocutor que transita bem no governismo que a, por assim dizer, “área pensante” do Planalto considera que a permanência de Sarney no cargo, a se confirmar, significará a segunda grande derrota da imprensa — ou da “mídia”, como dizem por lá. Segundo os feiticeiros, Dilma pode enfrentar uma imprensa algo hostil, e é importante que a “mídia” esteja “desmoralizada”. Sim, usam a palavra “desmoralizada”.

É a forma que o bolivarianismo está tomando entre nós. Por aqui, não dá para formar hordas comuno-fascistóides para invadir jornais e revistas. As instituições ainda não franqueiam esse tipo de comportamento. O jogo se dá, então, na confrontação com aquilo que o lulo-petismo considera o único inimigo poderoso: a imprensa. Não deixa de ser uma fantasia porque, dos grandes veículos, quem não está rendido ao PT faz o seu trabalho com isenção e honestidade. Acontece que a rendição interessa. Isenção e honestidade não.

Falei em segunda grande derrota da imprensa? Para aqueles gênios, a primeira se deu no mensalão. Os lulo-petistas vendem a fantasia de que a “mídia” queria derrubar o presidente. Como isso não aconteceu, então ela teria perdido o jogo. Trata-se, é evidente de estupidez e desonestidade intelectual: atribuem àqueles que consideram inimigos uma intenção que eles não têm para que possam dizer depois: “Vocês não conseguiram”. Faz-se o mesmo em relação a Sarney: ele não estaria em situação difícil por causa de seus atos secretos e explícitos, mas porque se quer derrubá-lo para atingir Lula. Frustrada com mais esse insucesso, a “mídia” mudaria, então, a sua pauta, deixando de lado os escândalos.

Lembram-se de Collor e seu “Olhar 89″ durante o bate-boca com Pedro Simon? O momento mais detestável de seu discurso teve como alvo justamente “a mídia”, que, disse ele, não derrubaria ninguém ali. No dia seguinte, foi recebido por Lula.

Talvez tenham conversado sobre todas as injustiças praticadas pela “mídia” no Caso PC Farias, quando o petista era um líder da oposição. Talvez Lula tenha até se desculpado, não é? “Desculpa, companheiro Collor! Só pedi o seu impeachment naquele tempo porque acreditei nas mentiras da “mídia”.

Publicado originalmente no BLOG RA

terça-feira, 4 de agosto de 2009

El Paredón!!!


Ah.. então...
É assim???
Que se MATE os adversários, culpados ou não???

Sem dó nem piedade?


Até eu fiquei com medo do olhar assassino do bufão collorido..
Putz..
Temos que aturar essas figuras oportunistas - e agora mancomunados com o apedeuta e falsário Lulista??? - por que motivo?

BALA neLLes TODOS!!!

A El Paredón!

PQP!

Tô perdendo a paciência...

(já não perdemos todos????????)

ACORDA BRASIL!!!
VÍDEO Music: "They don't care about us" - Michael Jackson