domingo, 11 de outubro de 2009

O Foro e o cerco de Honduras


texto de Ipojuca Pontes*

Entre os dias 20 e 23 de agosto último os integrantes do Foro de São Paulo se reuniram na cidade do México para tramar – e agir - contra a democracia representativa em todo continente latino-americano. Segundo informa o site do PT (www.pt.org.br), estiveram presentes no encontro (o décimo quinto, desde que há dezenove anos foi criado em São Paulo por Fidel Castro e Lula da Silva) 520 delegados de 32 países da América Latina e do Caribe, além de outros 38 convidados, representando 63 partidos de esquerda e de facções de “forças populares e progressistas” – as tropas de choque e de bate-paus para “operações de rua”.

O leitor sabe, mas convém repisar: o Foro de São Paulo, mutatis mutantis, é a recriação da célebre OLAS – Organização Latino-Americana de Solidariedade – concebida por Salvador Allende durante o encontro da Tricontinental de Havana, realizado em janeiro de 1966, para, no dizer de Fidel Castro, “estender a luta revolucionária a todos os países da América Latina”. Foi justamente a partir das resoluções da Conferência da OLAS, transcorrida um ano mais tarde, em Cuba, que se desencadeou a “guerra revolucionária” em vários países do continente, com destaque no Brasil para a guerrilha empreendida por Carlos Marighella, a qual estava atrelado, entre outras vestais da esquerda, o apóstata “Frei” Betto - mais tarde feito “tutor ideológico” de Lula da Silva.

No histórico, a proposta de Fidel (e Che) para se implantar “Um Vietnã em cada país da América Latina” afunilou-se na luz escura do vazio: salvo nas selvas da Colômbia, a luta de guerrilha, ante a reação decisiva das forças militares, entrou pelo cano. Por sua vez, a queda do Muro de Berlim e a aparente derrocada da União Soviética determinaram dois acontecimentos funestos para a esquerda na AL, a saber: 1) Em Cuba, Fidel Castro terminou por perder a bolsa anual de US$ 6 bilhões paga por Moscou para manter-se no país-satélite próximo às barbas do Tio Sam - o que, em definitivo, intensificou o duro regime de fome na ilha-cárcere. 2) No Brasil, a fuga de Jango e, tempos depois, a derrota fragorosa de Lula para Collor de Mello, candidato comprometido com o avanço do liberalismo econômico e a democracia representativa, fez com que a furiosa frente ampla comunista entrasse em pânico.

Mas, verdade seja dita, só por pouco tempo: instalado o Foro de São Paulo em julho de 1990, em menos de dois anos as esquerdas se reorganizaram e, de forma clandestina, na mais completa ignorância da sociedade brasileira, tramaram com êxito a queda de Collor de Mello e suas (frágeis) aspirações liberais.

Mais ainda: com a ascensão de Lula ao cargo de presidente da República, a organização subversiva, agindo com a desenvoltura de máfia secular, em menos de duas décadas conseguiu instalar vários dos seus asseclas no comando de países da região, todos agindo em conluio surdo para fincar o monopólio comunista no poder político continental. Ainda que o projeto esteja em andamento, é façanha de fazer inveja ao próprio Komintern, a Internacional Comunista criada por Lenin para impor ao mundo a sua “Ditadura do Proletariado”.

Para que tal fenômeno se desse em tão pouco tempo, convém insistir, foi fundamental a ação clandestina do Foro no controle ideológico do aparelho estatal brasileiro. Com efeito, seja manobrando em causa própria os bastidores do poder público ou determinando a farta distribuição de recursos financeiros do governo entre organizações criminosas (ONGs, MST, Via Campesina e tutti quanti); seja aparelhando a máquina estatal com a militância útil (e inútil) ou corrompendo com cargos e propinas os partidos políticos; ou ainda articulando leis racistas e permissivas ou formulando política externa lesiva aos interesses nacionais e de fundo colonialista, ou mesmo inoculando o virus da ideologia comunista no ensino público, etc. etc. - a organização clandestina, composta por fanáticos das mais diversas latitudes, logo se impôs e está se alastrando pelo continente desguarnecido. A façanha foi tão bem-sucedida que o próprio Lula, na celebração dos 15 anos de existência do Foro (02/07/2005), em discurso jubiloso aos “companheiros” de empreitada, relembrou com riqueza de detalhes como tinha enganado o povo brasileiro e as forças democráticas da nação.

Ademais, na sua escalada para assumir o poder total, a trupe executiva do FSP bolou o instrumento perfeito para o domínio político do continente: o chamado “Golpe do Referendo Popular”, uma empulhação bem adequada ao que se proclama como prática usual na “democracia participativa”.

Em resumo, eis aqui como se processa o “golpe do referendo”: uma vez eleito presidente de um país democrático (em geral, com a ajuda da grana do narcotráfico, dos petrodólares de Chavéz e recursos logísticos dos governos aliados), o membro do Foro corrompe o legislativo e, após algum tempo, baixa decreto executivo estabelecendo consulta popular para a convocação de assembléia nacional constituinte a fim de deliberar sobre a criação de nova carta magna. Feito isto, o detentor do cargo presidencial anula o que resta de oposição, estabelece leis ditatoriais e encaminha “legalmente”, sem maiores dificuldades, o “Socialismo do Século XXI” de feição totalitária.

Uma jogada de mestre! De fato, o “Golpe do Referendo Popular” bolado nos intestinos do Foro de São Paulo vinha dando certo em vários países da AL até o advento da inesperada reação das instituições formais de Honduras, que se interpuseram sem temor às pretensões do então presidente Zelaya (também membro do Foro) de mudar as regras do jogo e permanecer ad infinitum no poder.

Sim, amigos. De forma mais que corajosa dentro de um espaço dominado pelo sanha expancionista do Foro, mas interpretando fielmente o espírito de uma constituição à prova de manobras continuístas, tanto o Poder Judiciário quanto o Congresso Nacional e as Forças Armadas hondurenhas, tendo a frente o íntegro deputado Roberto Michelleti, estão resistindo tenazmente o cerco à democracia em vigência no pequeno país centro-americano, ao tempo em que desmascaram aos olhos de quem quiser ver o diabólico esquema de integração comunista na América Latina – um fenômeno raro, heróico e improvável num continente vivendo à sombra da ameaça totalitária!

Na Declaração Final do seu XV Encontro, ocorrido no México, dois destaques evidenciam o acosso sem limites que o FSP mantém sobre Honduras: no seu parágrafo nono, depois de denunciar a queda de Zelaya como intentona da direita “para deter o avanço das forças de esquerda”, se afirma: “O XV Encontro assumiu o compromisso de continuar apoiando a luta do povo hondurenho e de exigir a liberdade imediata de todos os presos políticos, a suspensão da repressão e a restituição imediata e incondicional do presidente Zelaya ao seu cargo”.

E no anexo do parágrafo décimo quinto do documento, menos explicito, o FSP aprova amplo plano de trabalho para 2010 e se compromete em: “Apoiar decididamente a esquerda hondurenha nos termos da resolução particular aprovada por este XV Encontro”.

Com respeito aos “termos da resolução particular” que o FSP prefere manter oculto para continuar agindo em surdina, não seria exagero mencionar, entre várias outras iniciativas, a pressão histérica que o Brasil exerce sobre a ONU e a OEA contra Honduras, o empréstimo do avião de Chavéz para que Zelaya retornasse à Tegucigalpa e a “materialização” do presidente deposto na hospitaleira Embaixada do Brasil, para não falar dos grossos recursos monetários repassados pelas FARCs (narcotráfico) para se manter na capital hondurenha milhares de milicianos da Venezuela, instruídos por Cuba, para, no momento oportuno, invadir o Congresso hondurenho e baixar o sarrafo.

Mas quem liga para semelhante tipo de agressão a país tão insignificante...


*Ipojuca Pontes é cineasta, jornalista, e autor de livros como A Era Lula, Cultura e Desenvolvimento e Politicamente Corretíssimos. Também é conferencista e foi Secretário Nacional da Cultura.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Emeessetê who?


"MST, em NOTA, atribui vandalismo, a infiltrados e diz que fatos foram deturpados pela mídia e pelos reacionários"

A “justificativa” até colava para alguns incautos nos tempos dos jornais impressos e poucas tv’s abertas.

(A depredação na Cutrale não é a primeira e, infelizmente, não será a última)

Roubaram pertences pessoais das casas dos empregados (e até presentes de casamento de uma humilde faxineira), pixaram, depredaram e inutilizaram 28 tratores e alguns caminhões, ameaçaram, intimidaram e destruíram.

Os saques não foram filmados (oh.. então nem existiram...), mas a derrubada das laranjeiras SIM.

(quem cometeu um, no mínimo, é o principal suspeito dos outros, embora a “lógica” de conspiração - mais conhecida como “alguém peidei, não sei quem fui” - pregada pela hipocrisia da esquerdalha).

De qualquer forma… Desde quando o tamanho do crime deixa de ser CRIME?

O MST foi DESMASCARADÍSSIMO!!!

Incontestavelmente!

Viva a INTERNET que mostra a VERDADE com recursos e velocidade como “nuncantezneztepaíz”!!!

E, por fim...

Nota de quem?

/whois mst

Se querem se manifestar oficialmente, que oficializem o “movimento” e dêem nome aos bois.

Ou assumam a própria ilegalidade e sejam tratados como tal - o que já devia estar acontecendo há muuuuito tempo - pelo Código PENAL!

Liberdade de Imprensa e a 'democracia bolivariana'


Breve comentário:

O Clarim é intimidado e os Kirchners votam hoje a lei da censura.



E a rádio zelaysta que promove a GUERRA, fechada JUSTAMENTE em Honduras por incitamento ao crime, é que é motivo de "defesa dos democratas (?) bolivarianos"???

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Mais sobre o assunto:
Gustavo Azócar, jornalista crítico do governo chavista, continua preso desde o final de julho, apesar de a Justiça ter arquivado um processo movido contra ele. A organização Repórteres Sem Fronteiras pediu sua imediata libertação.

O empréstimo compulsório da restituição do IR


Coitado do desGoverno pobrezinho... que dó...

Mas a crise não era apenas uma "marolinha" e já havia até terminado?
Não estava SOBRANDO dinheiro?

Pra "emprestar" pro FMI, tem.
Pra "ajudar" as Ongs laranjas do MST, tem.
Pra aumentar o número e os salários dos servidores, tem.
Pra financiar o novo prédio da Une, tem.

(A lista é longa.. mas fico por aqui.. por hora)

Pro reajuste (justo) e fim do "fator previdenciário" dos aposentados NÃO TEM.
Pros trabalhadores ativos e em dia com seus deveres, contribuintes compulsórios até no parco salário, NÃO TEM.

Os bons pagam pela inércia, incompetência e oportunismo dos maus.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

MST - Corja de Bandidos!!!

por Reinaldo Azevedo

Publiquei ontem um post sobre a atuação da Via Campesina, em Honduras, que recebe dinheiro de ONGs alemãs para provocar a baderna no país. A Via Campesina nada mais é do que um MST em escala planetária: os sem-terra brasileiros estão entre os seus mais combativos dirigentes. O método, afirmei naquele post, é o mesmo em toda parte: impor-se pela violência. Os sem-terra, como está fartamente documentado, também recebem vultosas quantias do exterior — além do dinheiro oficial, que chega aos cofres do movimento por meio de suas entidades de fachada. Pois bem. Agora vejam o vídeo abaixo. A imagem não é grande coisa porque tirada da TV — no caso, do Jornal Nacional. Assistam. Continuo depois.

Os sem-terra invadiram a fazenda Santo Henrique, em Borebi, no interior de São Paulo, e destruíram nada menos de 7 mil pés de laranjas. O movimento reivindica a desapropriação da área, que, atenção!!!, é produtiva e tem um milhão de pés da fruta plantados. Pertence à Cutrale, a maior produtora de suco de laranja do mundo. Até quando o MST, que nem existência legal tem, vai continuar a praticar seus crimes impunemente? Até quando as instituições aceitarão inermes a violência como método, a imposição de um ponto de vista por meio da força bruta, o esbulho continuado da ordem legal, a selvageria contra terras produtivas?

Alguns delinqüentes do jornalismo — é o que são: delinqüentes — deixam escorrer a sua baba reacionária, afirmando que a crítica ao MST corresponde à satanização dos movimentos sociais: “Satanização”? É preciso pôr mais satã do que já há no vídeo que vocês viram??? Que tipo de gente ocupa uma propriedade privada, adquirida segundo todos os rigores da lei, e passa o trator sobre árvores frutíferas, um patrimônio da Cutrale, sim, mas também da economia brasileira, do seu setor mais desenvolvido, daquele área do PIB que responde justamente pela estabilidade da economia do país?

Cada pé de laranja derrubado ali ajudou a fazer anos de superávits comerciais sucessivos; cada pé de laranja ali contribuiu para que o país acumulasse mais de US$ 200 bilhões de reservas — porque foi o agronegócio que gerou o excedente para a compra da reservas. Cada pé de laranja ali ajudou o Brasil a ter uma das agroindústrias mais eficientes do planeta. Só para ficar na metafísica da hora: cada pé de laranja ali contribuiu para que o Brasil reivindicasse a sua hora na disputa por uma Olimpíada.

Foi o agronegócio!!! Já publiquei os números aqui. Foram os produtores rurais, aqueles que Carlos Minc — o rapaz requebrante num palco na Chapada dos Veadeiros — chamou de “vigaristas”, que forneceram os motivos para Lula falar do Brasil grande. A balança, sem a agroindústria, seria deficitária ano após anos. O setor entra na conta, e o que era vermelho fica solidamente azul.

E este setor é vítima sistemática desta variante de crime organizado. A situação é de tal sorte surreal, que Claudete Pereira de Souza, a coordenadora do movimento, tem a coragem de dizer, contra o que se vê: “Não destruímos nada!” Cinicamente, contendo o riso, diz que eles querem plantar feijão porque não se pode viver só de laranja. ..Não! Não se pode viver só de laranja. Nem só de soja. Nem só de cana. Nem só de boi. É preciso viver de laranja, soja, cana, boi… — tudo aquilo que compõe a formidável riqueza do campo no Brasil.

Criminosos é o que são, verdadeiros terroristas. Expulsam centenas de trabalhadores da fazenda; tiram, na prática, das escolas os filhos dos empregados; agridem a produção. Tudo em nome de uma fantasia regressiva, estúpida, que não vai se realizar jamais. A tese de que se deve plantar “feijão para o povo” nas culturas destinadas à exportação é asinina. A Cutrale deveria apresentar a conta do prejuízo aos famosos e “mais-ou-menos” que assinaram o manifesto contra a CPI do MST: Antônio Candido, Fábio Konder Comparato, Emir Sader, Fernando Morais, Leonardo Boff, Beth Carvalho e Osmar Prato — além, para meu escândalo, de Dora Martins, presidente da Associação de Juízes pela Democracia. A chefona da Associação já decidiu: apurar irregularidade, agora, é “perseguir”. Espero que ela não pense algo parecido de um juiz: “Ih, gente, julgamento é perseguição”. O Planalto pressionou, governistas retiraram assinaturas, e a CPI não prosperou. Também o “progressista” José Sarney fez uma defesa veemente do movimento.

Uma pessoa teve coragem de enfrentar o MST: o promotor Gilberto Thums. Sua vida virou um inferno. Trato do assunto em outro post. Este MST que vocês vêem acima conta com uma impressionante rede de proteção — inclusive na imprensa. Gente que merece estar na cadeia é tratada como se estivesse no altar. E só para deixar claro: não faltam leis para coibir o MST, não. Elas existem. Mas o governo federal não as aplica. Ministério Público se cala. OAB se cala. E boa parte da imprensa ainda chama produtores rurais de “ruralistas”, com sotaque ideológico obviamente depreciativo.

Como sabem, bom mesmo é subir no palco e queimar um mato. Os produtores rurais que se danem.

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Leia também:

ARRUMEM SANGUE PARA O MST. O MOVIMENTO ESTÁ COM SEDE

"O caso é de tal sorte escandaloso, que um sem-terra não deixa de ser sem-terra mesmo que tenha… terra!!! Entenderam?"

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Brevíssimo comentário:

Plantar feijão???

Com que direito querem "plantar feijão" em terras particulares produtivas que pagam devidamente seus impostos?

E DESTRUINDO a PRODUÇÃO lá existente (que por sinal sustenta o superávit "deztepaíz") ???

CANALHAS!!!!!!!!!!!!!!

Que mais PROVAS precisam???

MST é Organização Paramilitar <- Leia aqui


http://blog-bymel.blogspot.com/2009/03/mst-e-transicao-socialista.html

http://blog-bymel.blogspot.com/2009/03/as-terroristas-fazem-refens-no-rs.html

http://blog-bymel.blogspot.com/2009/03/que-ponto-chegamos.html

http://blog-bymel.blogspot.com/2009/03/os-dominios-do-mst.html

http://blog-bymel.blogspot.com/2009/03/massacre-dos-terroristas-do-mst.html

domingo, 4 de outubro de 2009

Lula e PT - antes e depois

04.10.2009 - 10h17
por Suely Caldas* - O Estado de São Paulo

Quando Lula foi eleito em 2002, muitos dos que nele não votaram passaram a considerar positiva sua vitória. Argumentavam ser útil para a evolução da democracia o PT e seu maior líder passarem pela prova de fogo de governar o País. Na época o PT tinha 18 anos de vida e 18 anos de oposição a todos os governos no plano federal. Uma oposição implacável, destruidora e por vezes irresponsável, que na gestão FHC impediu a aprovação de reformas fundamentais para o progresso do País e que fez falta quando eles assumiram o poder, em 2003.

Até então o PT se apresentava (e assim era visto pela população) como o único partido honrado, ético, honesto, virtuoso e bem-intencionado, o único capaz de distribuir a renda do País e melhorar a vida dos pobres. Todos os outros partidos eram desonestos, aproveitadores e não confiáveis.

O contraste entre esse pretenso virtuosismo e a realidade que o governo do PT apresentou em seis anos e nove meses de gestão decepcionou os brasileiros, principalmente os que nele acreditavam. Do caso Waldomiro Diniz, passando pelo mensalão, até a recente recomendação do Tribunal de Contas da União (TCU) de suspender 41 obras do governo federal - 13 delas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), gerenciado pela ministra Dilma Rousseff - por suspeita de fraudes e corrupção, o legado que Lula e os partidos que a ele se aliaram deixarão é devastador para a construção da democracia e um péssimo exemplo para os jovens estreantes e também os veteranos na carreira pública.

Nos últimos dias Lula e os ministros Dilma Rousseff e Paulo Bernardo (Planejamento) espinafraram e responsabilizaram o TCU por atraso em obras públicas e até por um absurdo e hipotético adiamento da Copa do Mundo no Brasil para 2020, avocado com ironia pelo ministro Paulo Bernardo.

O TCU apenas cumpre sua função de fiscalizar a aplicação do dinheiro público e propor ao Congresso a suspensão de obras que reiteradamente foram objeto de advertências, sem resultados. Para isso foi criado e é sua única razão de existir. Ruim seria se deixasse correr frouxo obras que devoram o dinheiro público se sabe lá para o bolso de quem.

E o governo, o que fez? Pelo visto, nada. Preocupados em mirar suas armas contra o TCU, os ministros não apresentaram ao País nenhuma explicação sobre eventuais investigações ou punição de fraudes, superfaturamento e desvios de dinheiro nas 41 obras, que somam R$ 35,4 bilhões de investimentos. Afinal, ninguém melhor do que o governo para fazê-lo, já que conhece os gerentes públicos e as empresas contratadas para executar as obras. A Refinaria Abreu Lima, no Recife, por exemplo, teve seu orçamento inicial de R$ 4,2 bilhões triplicado, e as explicações da Petrobrás não convenceram os conselheiros do TCU. De fato, é razoável acrescentar ao orçamento alguns gastos não previstos e de uso comprovado, mas triplicar o valor da obra é grave, é preciso explicar as razões publicamente. A população tem o direito de ser informada e fazer seu julgamento.

Quando se trata de corrupção, o governo Lula costuma inverter os papéis. A culpa é de quem investiga, nunca do suspeito. Com exceção do mensalão, que recebeu um relatório competente do ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa, todos os demais casos de corrupção do governo Lula não tiveram uma única punição, ninguém foi condenado ou preso. Waldomiro Diniz, o mais veterano deles, descoberto há seis anos, continua impune - como os aloprados, os vampiros, os dólares na cueca e tantos outros. Alguns mensaleiros, como os petistas José Genoino e João Paulo Cunha, até voltaram à Câmara dos Deputados.

Carinho, tolerância, camaradagem e compreensão é o que eles recebem do presidente Lula, que só não os perdoa porque neles não vê nenhuma prática criminosa com o dinheiro público. Mas fica brabo com quem pede apuração e punição aos corruptos.

Esse é o legado político mais nocivo da era Lula. Ao banalizar a prática da corrupção, justificar o loteamento político do Estado como necessário à governabilidade, ampliar funções públicas para distribuí-las entre os partidos aliados, considerar natural esses partidos avançarem sobre o dinheiro público, desculpar e acobertar corruptos, o governo Lula alimenta (em vez de trabalhar para suprimir) a ideia comum no serviço público: "Ora, se eu não fizer, outros farão, portanto vou me dar é bem, pois ninguém é punido mesmo."

Essa espécie de sentença às avessas algumas vezes atormenta, em outras gera dúvidas em funcionários de carreira conscientes do ofício de bem servir à população e é extremamente perigosa para os jovens em formação que ingressam no serviço público em meio a um cenário de permissividade e tolerância, em que o presidente e seus ministros criticam quem cumpre a função de fiscalizar, detectar fraudes e suspender obras superfaturadas e deixam correr frouxo o comportamento suspeito de servidores.

Já no primeiro dia do primeiro mandato Lula sinalizou o que queria fazer do Estado: ampliou de 26 para 36 o número de ministérios. Quase sete anos depois, de tão inexpressivos e inúteis, alguns deles nada têm a contar à população que deveriam servir, mas transformaram-se em estruturas burocráticas caras e povoadas de apadrinhados. Casos dos Ministérios da Pesca, da Igualdade Racial e da Política para as Mulheres. O leitor tem ideia do que fazem? São necessários? É claro que não. São atividades perfeitamente cabíveis em outros ministérios, dispensando acréscimo inútil de despesas pagas pelos contribuintes de impostos.

Afinal, é para acomodar apadrinhados do PT e dos partidos aliados que o governo Lula quer ampliar o Estado? Essa combinação só consegue criar um Estado caro para os brasileiros e fraco na prestação de serviços à sociedade. O que o País precisa é de um Estado menos perdulário e forte, focado na prestação de serviços de educação, saúde, habitação, transporte e de ministérios operacionais voltados para o desenvolvimento.

Acertaram os não eleitores de Lula ao argumentar que a democracia brasileira precisava que ele e o PT passassem pela prova de fogo de governar o País?

Certamente não. Lula não calou a imprensa, como fez seu amigo Hugo Chávez, mas a democracia e suas instituições sairão enfraquecidas deste governo.

* SUELY CALDAS, jornalista, é professora de Comunicação da PUC-Rio (sucaldas@terra.com.br)

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Comento:

Dejá Vu

E agora temos o tal “ufanismo” petralha.. enquanto o país vai de mal a pior…

“No carnaval os gringos querem vê-las
(LÁ LÁ LÁ LÁAAAAAA)
No colossal desfile multi-cor
(LÁ LÁ LÁ LÁAAAAAA)
A mão de Deus abençoou
Em terras brasileiras vou plantar amor”

- Trecho de música de Dom & Ravel – “Jingle” publicitário do regime militar de 1964

Quem te viu e quem te vê..... ein?

sábado, 3 de outubro de 2009

UnoAmérica exige respeto a las elecciones en Honduras




La Unión de Organizaciones Democráticas de América - UnoAmérica, emitió hoy un comunicado exigiendo “respeto al proceso electoral convocado por El Tribunal Supremo Electoral de Honduras para el 29 de noviembre de 2009“.
Viernes, 02 de Octubre de 2009

Montevideo, 02 de octubre.- La Unión de Organizaciones Democráticas de América - UnoAmérica, emitió hoy un comunicado exigiendo “respeto al proceso electoral convocado por El Tribunal Supremo Electoral de Honduras para el 29 de noviembre de 2009“.
UnoAmérica califica de “absurda y contradictoria” la posición de quienes pretenden desconocer las elecciones en Honduras, pero a la vez piden democracia en ese país; y considera que la forma más razonable de resolver la crisis es justamente a través de unos comicios.

Seguidamente fustigó a quienes dicen que en Honduras hay una dictadura militar, cuando el gobierno ha reiterado su disposición de entregar el mando a quien resulte electo en noviembre. ¿Cuál dictadura entrega el poder pronta, pacífica y voluntariamente?, se pregunta UnoAmérica.
La semana pasada, luego de finalizar los congresos que sostuvo en Buenos Aires y en Montevideo, UnoAmérica suscribió una declaración (anexa), pidiendo apoyo internacional a las elecciones hondureñas, y condenando “la injerencia indebida de los gobiernos de Argentina, Brasil, Nicaragua y Venezuela, en los asuntos internos de Honduras”. Igualmente, denunció “la presencia de las FARC en connivencia del partido político Unificación Democrática en el proceso de desestabilización institucional en Honduras, de acuerdo a prueba que se relaciona en los computadores del extinto jefe narco-terrorista de las FARC, Raúl Reyes“.


Declaración de UnoAmérica
Buenos Aires-Montevideo
22 al 25 de septiembre del 2009

CONVOCADOS por la Dirección de la Unión de Organizaciones Democráticas de América -UnoAmérica- en el Primer “Foro Internacional Argentina-Uruguay: Frente al Socialismo del Siglo XXI”.
REUNIDOS los representantes de las organizaciones de la sociedad civil, juristas, defensores de Derechos Humanos, militares en retiro y distintos grupos políticos de Iberoamérica, con el propósito de evaluar y analizar la situación política coyuntural de Honduras.

CONDENAMOS la irresponsable y precipitada decisión política de la Organización de Estados Americanos OEA, de suspender a Honduras de la misma, sin el previo estudio, análisis y procedimiento con posibilidad de defensa para la nación hondureña. Así mismo condenamos la decisión adoptada por la Organización de Naciones Unidas (ONU).

CONVENCIDOS que del estudio de los hechos y fundamentos de derecho, la sucesión presidencial se produjo en estricto respeto del marco Constitucional Hondureño. Afirmación que guarda estricta relación con los expedientes judiciales y el análisis jurídico realizado por el Congreso de los Estados Unidos de Norte América, en documento identificado con el file de búsqueda 2009-002965 de Agosto del 2009.

EN CONSECUENCIA:

EXIGIMOS el respeto al proceso electoral convocado por El Tribunal Supremo Electoral para el 29 de noviembre de 2009.

SOLICITAMOS un juicio de control político de la OEA ante la Comisión Permanente de este Organismo Hemisférico; para que se revise cuales son los requisitos de cumplimiento democrático en los distintos países del Iberoamérica.

DENUNCIAMOS la injerencia indebida de los gobiernos de Argentina, Brasil, Nicaragua y Venezuela, en los asuntos internos de Honduras, generadores de hechos de violencia y determinadores en la escalada revolucionaria.

ADVERTIMOS la presencia de las FARC en connivencia del partido político Unificación Democrática en el proceso de desestabilización institucional en Honduras, de acuerdo a prueba que se relaciona en los computadores del extinto jefe narco-terrorista de las FARC, Raúl Reyes.

En conocimiento del tenor literal y contenido de la presente declaración que suscribimos en Montevideo el día viernes 25 de septiembre del 2009, firmamos los intervinientes en señal de aceptación.

Alejandro Peña Esclusa
Presidente de UnoAmérica
Asociación Civil Fuerza Solidaria - Venezuela

Jorge Mones Rui
Delegado UnoAmérica - Argentina
ONG 1810

Liliana Raffo de Fernández Cutiellos.
Delegada UnoAmérica - Argentina
ONG Movimiento por la Verdadera Historia
Cecilia Pando.
Asociación de Familiares y Amigos de los Presos Políticos - Argentina
Raúl Villasuso
Consultora R. Villasuso y Asociados Internacional - Argentina
Horacio Guglielmone
Unión de Promociones del Ejército Argentino.
Hugo Ferrari
Delegado UnoAmérica - Uruguay
Centro de Estudios de Derechos Humanos del Uruguay.
Wálter Arrázola Mendivil
Delegado UnoAmérica - Bolivia
Fundación Ética y Economía
Josué Meneses
Delegado UnoAmérica - Perú
Movimiento por las Víctimas del Terrorismo (Perú)
Vilma Morales Montalván
Delegada Unoamerica - Honduras
Unión Cívica Democrática
Miguel Fierro Pinto
Fundación Un Millón de Voces (Colombia)
Iván Restrepo Lince
Delegado UnoAmérica - Colombia
Asociación de Víctimas Civiles de la Guerrilla Colombiana
Carlos Sierra Galindo
Federación Verdad Colombia
Jaime Arturo Restrepo Restrepo
Asociación de Víctimas Civiles de la Guerrilla Colombiana
Director Jurídico UnoAmérica