quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

No reino maravilhoso dos petistas...

Só pro Vassourão serão 500 milhões.
E a volta da CPMF (do seu bolso) pra financiar a gastança.


Enquanto isso o país de Alice
está uma maravilha....

Estrelando Rainha Dilma (e rei Temer)


domingo, 28 de novembro de 2010

Trecho em Obras

Revolve a terra molhada,
odor selvagem,
sem raízes,
macia e úmida.

Marcas de passos,
sem rumo
ou embriagados.

Trilhas,
caminhos paralelos
que nunca se cruzam.

Mudanca de rota,
desvio,
trecho em obras.

Ébano hipnotizante,
imensidão noturna rasgada.
Dois faróis de um carro
(ou serão dois olhos?),
de tão intensa luz,
é rota de colisão,
que ora ofusca,
ora seduz...

(by Mel©)

* esta poesia não pode ser copiada nem divulgada
sem a autorização expressa da autora *

Legislação Direitos Autorais - Lei nº 9.610

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Auto-retrato

O Auto-Retrato
(Mário Quintana)

No retrato que me faço
- traço a traço -
às vezes me pinto nuvem,
às vezes me pinto árvore...

às vezes me pinto coisas
de que nem há mais lembrança...
ou coisas que não existem
mas que um dia existirão...

e, desta lida, em que busco
- pouco a pouco -
minha eterna semelhança,

no final, que restará?
Um desenho de criança...
Terminado por um louco!


¡oɔnoן ɯn ɹod opɐuıɯɹǝʇ

˙˙˙ɐçuɐıɹɔ ǝp oɥuǝsǝp ɯn

¿áɹɐʇsǝɹ ǝnb 'ןɐuıɟ ou

'ɐçuɐɥןǝɯǝs ɐuɹǝʇǝ ɐɥuıɯ

- oɔnod ɐ oɔnod -

oɔsnq ǝnb ɯǝ 'ɐpıן ɐʇsǝp 'ǝ

˙˙˙oãɹıʇsıxǝ ɐıp ɯn ǝnb sɐɯ

ɯǝʇsıxǝ oãu ǝnb sɐsıoɔ no

˙˙˙ɐçuɐɹqɯǝן sıɐɯ áɥ ɯǝu ǝnb ǝp

sɐsıoɔ oʇuıd ǝɯ sǝzǝʌ sà

˙˙˙ǝɹoʌɹá oʇuıd ǝɯ sǝzǝʌ sà

'ɯǝʌnu oʇuıd ǝɯ sǝzǝʌ sà

- oçɐɹʇ ɐ oçɐɹʇ -

oçɐɟ ǝɯ ǝnb oʇɐɹʇǝɹ ou

(ɐuɐʇuınb oıɹáɯ)

oʇɐɹʇǝɹ-oʇnɐ o


- FlipText -

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

O sumiço do flagelo sonoro que aflige o Brasil será a melhor notícia de 2011

Clipping Augusto Nunes

Neste 1° de novembro, o presidente da República prometeu que só se pronunciaria sobre algum assunto se Dilma Rousseff pedisse. Em homenagem à sucessora, passaria a agir com a discrição recomendável a chefes de governo em fim de mandato. Antes que a segunda-feira terminasse, comentou o resultado da disputa presidencial, elogiou Dilma, atacou José Serra, declarou que a mulher brasileira é tratada de modo preconceituoso pela oposição, sugeriu a permanência de Henrique Meirelles no Banco Central e de Guido Mantega no Ministério da Fazenda.

No dia seguinte, depois de mais elogios a Dilma, recomendou-lhe que mantivesse Nelson Jobim no Ministério da Defesa e Fernando Haddad no Ministério da Educação, disse como deve ser feito o ajuste fiscal e afirmou que Serra saiu da campanha menor do que entrou. Na dia 3, festejou a maioria governista no Congresso, desdenhou da minoria e repreendeu, de novo sem identificar os invejosos profissionais e os traidores da pátria, “essa gente que torce ontra o Brasil e contra o governo do torneiro-mecânico”.

Ainda na quarta-feira, comentou o teste de escrita e leitura a que será submetido o companheiro Tiririca, ressaltou a necessidade de uma reforma tributária, defendeu a ressurreição do imposto do cheque, analisou o sistema de saúde, fez observações sobre a profissão de jornalista, queixou-se do tratamento que lhe foi dispensado pela oposição e ensinou que Dilma merece ser tratada com mais polidez.

Um chefe de Estado de paragens civilizadas demoraria pelo menos três anos para examinar com seriedade um buquê de nomes e assuntos tão vasto e diversificado. O presidente mais falante da história precisou de apenas três dias para liquidar a pauta, numa discurseira tão rasa que, na imagem de Nelson Rodrigues, uma formiga poderia atravessá-la com água pelas canelas. É assim há oito anos. E assim será até 1° de janeiro de 2011.

Para os brasileiros que não tiveram a lucidez confiscada pela Era da Mediocridade, o palavrório diário é mais aflitivo que o barulho produzido por 500 caças a jato, 5.000 britadeiras, 50.000 vuvuzelas, 500.000 bebês berrando ao mesmo tempo. Apaixonado pela própria voz, excitado pelos aplausos das plateias amestradas, Lula tem algo a dizer sobre tudo, do amigo atômico Mahmoud Ahmadinejad à escalação do Corinthians, da crise do Oriente Médio à própria vida conjugal. Só emudece por algumas horas quando um escândalo cai na boca do povo ou cai um avião na pista de Congonhas.

Daqui a 57 dias, Lula aprenderá que o país subserviente com chefes de governo sabe ser cruel com quem deixou o cargo. Um acesso de tosse do presidente é candidato a manchete. Um ex-presidente só conseguirá aparecer no jornal em edições sucessivas se virar serial killer de filme americano e matar um eleitor por dia. Dilma Rousseff pode até informar no discurso de posse que, a partir daquele momento, todos os brasileiros se tornaram bilionários. Não será mais aplaudida que o ponto final do falatório de despedida. Milhões de tímpanos exaustos poderão comemorar o sumiço do flagelo sonoro.

A voz roufenha e incontrolável só terá um microfone permanentemente por perto se Lula virar leiloeiro ou camelô. Será a melhor notícia de 2011.


segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Não somos 3% nem 4%, somos 44% de valorosos defensores do Brasil!

Não vou dar parabéns à 'vencedora' porque não sou hipócrita.
Sabemos todos que a disputa foi desleal, anti-democrática e até criminosa.
O uso da 'máquina' nuncaantesznestepaíz foi tão debochado e usado como rolo compressor.

Mesmo assim.. somos 44% BRAVOS resistentes à toda essa bandalheira!

44% contra a corrupção e contra a mentira!

44% do Brasil do BEM que repudia a manipulação eleitoreira.

Saímos desta eleição mais fortes e mais confiantes!
Tentaram nos calar e até nos aniquilar, extirpar!
Mas nossa certeza, nossa luta e nossa Voz está ainda mais UNIDA!


Só de Sacanagem...

Meu coração está aos pulos!
Quantas vezes minha esperança será posta à prova?
Por quantas provas terá ela que passar?
Tudo isso que está aí no ar, malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro,
do meu dinheiro, que reservo duramente para educar os meninos mais pobres
que eu, para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais, esse dinheiro
viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais.

Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta à prova?
Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais?
É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo
que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz.

Meu coração está no escuro, a luz é simples, regada ao conselho simples de meu
pai, minha mãe, minha avó e dos justos que os precederam: “Não roubarás”,
“Devolva o lápis do coleguinha”, Esse apontador não é seu, minha filhinha”.

Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar.
Até habeas corpus preventivo, coisa da qual nunca tinha ouvido falar e sobre a
qual minha pobre lógica ainda insiste:
esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará.

Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido,
então agora eu vou sacanear:
mais honesta ainda vou ficar.
Só de sacanagem!

Dirão: “Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo o mundo rouba”
e eu vou dizer:
Não importa, será esse o meu carnaval, vou confiar mais e outra vez.
Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos,
vamos pagar limpo a quem a gente deve
e receber limpo do nosso freguês.

Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau.
Dirão: “É inútil, todo o mundo aqui é corrupto,
desde o primeiro homem que veio de Portugal”.

Eu direi: Não admito, minha esperança é imortal.
Eu repito, ouviram? IMORTAL!

Sei que não dá para mudar o começo
mas, se a gente quiser,
vai dar para mudar o final!

(Elisa Lucinda)