domingo, 23 de setembro de 2012

Vergonha...


É vergonhoso ver um bando de salafrários ainda insistir em defender BANDIDOS, 'como nunca antes neztepaíz'.

Acusam 'golpe' de quê? De quem? 

Da 'elite' à qual eles mesmos, hoje em dia, com as burras cheias de dinheiro desviado, pertencem? 

Da imprensa aparelhada - atacada se uma ou outra voz independente se manifesta - que buscam silenciar e censurar com bilionárias verbas publicitárias? 

Da oposicinha covarde, em minoria insignificante, que em seus 'punhos de renda' mais alisa do que faz oposição? 

Do STF, poder independente, autônomo e LEGÍTIMO da República que tem dos 11 membros  (incluindo-se Peluso que se aposentou recentemente) composto por nada menos do que 8 ministros indicados por Lula ou Dilma?

Imputam a outros o que eles próprios fazem - sempre fizeram - e ainda posam de coitadinhos, perseguidos, injustiçados. O que não convence ninguém que tenha um pouco mais de 3 neurônios!

Hipócritas e mentirosos..

Agridem qualquer pessoa ou instituição que 'ouse' trazer à baila ou comentar os FATOS.

Até uma presidAnta, que não se dá ao respeito na liturgia do cargo, tem o desplante de 'contestar' - em nota oficial (de Estado ou de partido?) - , o voto de um ministro do Supremo (que brevemente será Presidente de um dos 3 Poderes da República)?

Sem contar os ataques RACISTAS que o MAV, esgotosfera e outras penas alugadas vêm fazendo contra o Ministro relator Joaquim Barbosa.

Uma QUADRILHA se aboletou no 'pudê' para enganar, roubar e solapar a Democracia!

Totalitários, canalhas, desesperados e ridículos...

O Brasil honesto, trabalhador e DECENTE acompanha atento.
Não é mais - nunca foi! - 'aceitável' conviver com a corrupção nem passar a mão na cabeça de oportunistas 'populistas' e ladrões dos cofres públicos.

A VERDADE está vindo à tona, réus da roubalheira estão sendo condenados.
Muitos outros que se preparem.. a JUSTIÇA mostra que ninguém está acima da LEI.


terça-feira, 17 de julho de 2012

Rosane e a magia vermelha


Rosane e a magia vermelha
    por Guilherme Fiuza - Época

Rosane Collor reapareceu em grande estilo. Em nome de Jesus, foi ao "Fantástico" pedir o aumento da pensão que Fernando lhe paga.

A ex-primeira-dama está indignada. Contou que tem amigas divorciadas recebendo R$ 40 mil de pensão, e nenhuma delas é ex-mulher de senador ou de ex-presidente da República. Rosane está sobrevivendo com míseros R$ 18 mil que Collor lhe dá.

Esse flagrante de desigualdade social há de comover o Brasil. E vem revelar a penúria dos herdeiros do esquema PC, provando que a gangue da Casa da Dinda era um grupo colegial perto dos profissionais de hoje.

Paulo César Farias extorquia empresários para reforçar o caixa presidencial e usava a LBA para empregar aliados. Santa inocência. Esse prontuário hoje não derrubaria nem o topete da presidente.

Carlinhos Cachoeira, o PC do século 21, mandava no Dnit – um dos órgãos mais ricos do governo federal. Dnit cujo diretor atendia a um emissário do PT para coletar verbas para a campanha de Dilma Rousseff.

Cachoeira era sócio clandestino da empreiteira que dominava o PAC, principal programa de obras do governo popular. Enquanto repassava dinheiro a empresas fantasmas do bicheiro, a empreiteira Delta recebia imunidade do governo Dilma – cometendo superfaturamentos em série sem ser afastada do PAC.

Diante de um esquema desses, PC e Collor ficariam assistindo de calças curtas e chupando pirulito.

Chega a dar pena de Rosane e seu marido trancados no porão fazendo magia negra contra os inimigos, vendo-se que hoje basta a presidente demitir meia-dúzia de aloprados para enfeitiçar toda uma nação (ou uns 80% dela).

O casal Collor não conhecia os poderes da magia vermelha.

Cachoeira é defendido pelo ex-ministro da Justiça de Lula e a CPI dá vida mansa à Delta e aos seus padrinhos federais. Profissionalismo é isso aí. Daqui a dez anos, nenhuma herdeira do esquema vai precisar mendigar aumento de pensão em público

quinta-feira, 28 de junho de 2012

O 'custo Lula'

28/06/2012
O 'custo Lula'
por Carlos Alberto Sardenberg

publicado originalmente aqui

Há menos de três anos, em 17 de setembro de 2009, o então presidente Lula apresentou-se triunfante em uma entrevista ao jornal “Valor Econômico”.
Entre outras coisas, contou, sem meias palavras, que a Petrobras não queria construir refinarias e ainda apresentara um plano pífio de investimentos em 2008.
“Convoquei o conselho” da empresa, contou Lula. Resultado: não uma, mas quatro refinarias no plano de investimentos, além de previsões fantásticas para a produção de óleo.
Em 25 de junho último, a Petrobras informa oficialmente aos investidores que, das quatro, apenas uma refinaria, Abreu e Lima, de Pernambuco, continua no plano com data para terminar. E, ainda assim, com atraso, aumento de custo e sem o dinheiro e óleo da PDVSA de Chávez.
Todas as metas de produção foram reduzidas. As anteriores eras “irrealistas”, disse a presidente da companhia, Graça Foster, acrescentando que faria uma revisão de processos e métodos. Entre outros equívocos, revelou que equipamentos eram comprados antes de os projetos estarem prontos e aprovados.
Nada se disse ainda sobre os custos disso tudo para a Petrobras. Graça Foster informou que a refinaria de Pernambuco começará a funcionar em novembro de 2014, com 14 meses de atraso em relação à meta anterior, e custará US$ 17 bilhões, três bi a mais. Na verdade, as metas agora revistas já haviam sido alteradas. O equívoco é muito maior.
Quando anunciada por Lula, a refinaria custaria US$ 4 bilhões e ficaria pronta antes de 2010. Como uma empresa como a Petrobras pode cometer um erro de planejamento desse tamanho? A resposta é simples: a estatal não tinha projeto algum para isso, Lula decidiu, mandou fazer e a diretoria da estatal improvisou umas plantas. Anunciaram e os presidentes fizeram várias inaugurações.
O nome disso é populismo. E custo Lula. Sim, porque o resultado é um prejuízo para os acionistas da Petrobras, do governo e do setor privado, de responsabilidade do ex-presidente e da diretoria que topou a montagem. 

Tem mais na conta. Na mesma entrevista, Lula disse que mandou o Banco do Brasil comprar o Votorantim, porque este tinha uma boa carteira de financiamento de carros usados e era preciso incentivar esse setor.


O BB comprou, salvou o Votorantim e engoliu prejuízo de mais de bilhão de reais, pois a inadimplência ultrapassou todos os padrões. Ou seja, um péssimo negócio, conforme muita gente alertava. Mas como o próprio Lula explicou: “Quando fui comprar 50% do Votorantim, tive que me lixar para a especulação.”
Quem escapou de prejuízo maior foi a Vale. Na mesma entrevista, Lula confirmou que estava, digamos, convencendo a Vale a investir em siderúrgicas e fábricas de latas de alumínio.
Quando os jornalistas comentam que a empresa talvez não topasse esses investimentos por causa do custo, Lula argumentou que a empresa privada tem seu primeiro compromisso com o nacionalismo.
A Vale topou muita coisa vinda de Lula, inclusive a troca do presidente da companhia, mas se tivesse feito as siderúrgicas estaria quebrada ou perto disso. Idem para o alumínio, cuja produção exige muita energia elétrica, que continua a mais cara do mundo.
Ou seja, não era momento, nem havia condições de fazer refinarias e siderúrgicas. Os técnicos estavam certos. Lula estava errado. As empresas privadas foram se virando, mas as estatais se curvaram.
Ressalva: o BNDES, apesar das pressões de Brasília, não emprestou dinheiro para a PDVSA colocar na refinaria de Pernambuco. Ponto para seu corpo técnico.
Quantos outros projetos e metas do governo Lula são equivocados? As obras de transposição do Rio São Francisco estão igualmente atrasadas e muito mais caras. O projeto do trem-bala começou custando R$ 10 bilhões e já passa dos 35 bi.
Assim como se fez a revisão dos planos da Petrobras, é urgente uma análise de todas as demais grandes obras. Mas há um outro ponto, político. A presidente Dilma estava no governo Lula, em posições de mando na área da Petrobras. Graça Foster era diretoria da estatal. Não é possível imaginar que Graça Foster tenha feito essa incrível autocrítica sem autorização de Dilma.
Ora, será que as duas só tomaram consciência dos problemas agora? Ou sabiam perfeitamente dos erros então cometidos, mas tiveram que calar diante da força e do autoritarismo de Lula? De todo modo, o custo Lula está aparecendo mais cedo do que se imaginava. Inclusive na política.

Carlos Alberto Sardenberg é jornalista. Apresentador na Cbn e comentarista na Globo News