
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Pantomima

sábado, 26 de setembro de 2009
Honduras - A verdade, cronologicamente
República de Honduras
Ministério Público
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Honduras, la VERDAD - Cuentale al mundo entero!
Honduras - República de Bananas
Texto de Merval Pereira:
O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, e o protoditador venezuelano Hugo Chávez encarregaram-se em questão de poucas horas de desmontar a versão oficial de que as autoridades brasileiras nada sabiam sobre a sua estratégia de regressar ao país e abrigar-se na embaixada brasileira em Tegucigalpa.
Falando à rádio Jovem Pan, o presidente deposto, Manuel Zelaya, disse que a escolha da representação diplomática brasileira foi uma "decisão pessoal", depois de consultas feitas ao presidente Lula e ao chanceler Celso Amorim.
Já Chávez revelou, rindo, como "enganou" todo mundo, monitorando a viagem de Zelaya através de um telefone via satélite, e que quando todos esperavam que o presidente deposto estaria em Nova York, para a reunião da ONU, ele "se materializou" na embaixada brasileira.
A reboque da estratégia bolivariana, o governo brasileiro está participando de uma farsa política com ares de "república de banana", só que dessa vez o papel de interventor não é dos Estados Unidos, mas do Brasil, conivente com a irresponsabilidade de Chávez.
Um advogado paulista, Lionel Zaclis, doutor e mestre em Direito pela USP, publicou no site "Consultor Jurídico" um estudo detalhado sobre o processo de destituição do presidente hondurenho, à luz da Constituição do país, e chegou à conclusão de que não houve golpe de Estado.
Segue um resumo de seu relato:
"De acordo com a Constituição de Honduras, como destacamos aqui ontem, o mandato presidencial tem o prazo máximo de quatro anos (artigo 237), vedada expressamente a reeleição. Aquele que violar essa cláusula, ou propuser-lhe a reforma, perderá o cargo imediatamente, tornando-se inabilitado por dez anos para o exercício de toda função pública."
"(...) Em 23 de março de 2009, o presidente Zelaya baixou o Decreto Executivo PCM-05-2009, estabelecendo a realização de uma consulta popular sobre a convocação de uma assembleia nacional constituinte para deliberar a respeito de uma nova carta política."
"(...) Em 8 de maio de 2009, o Ministério Público promoveu, perante o ‘Juzgado de Letras Del Contencioso Administrativo’ de Tegucigalpa, uma ação judicial contra o Estado de Honduras, pleiteando a declaração de nulidade do decreto (...)."
"(...) E, como tutela antecipatória, que foi aprovada, requereu-lhe a suspensão dos efeitos, sob o fundamento de que produziria danos e prejuízos ao sistema democrático do país, de impossível ou difícil reparação, e em flagrante infração às normas constitucionais e às demais leis da República, para não falar dos prejuízos econômicos à sociedade e ao Estado, tendo em vista a dimensão nacional da consulta."
"(...) Em 3 de junho, o Juizado proibiu o presidente Zelaya de continuar a consulta. Contra essa decisão, impetrou ele um Recurso de Amparo — similar ao nosso Mandado de Segurança — perante a Corte de Apelações do Contencioso Administrativo, o qual foi rejeitado em 16 de junho."
"(...) Assim, o Juizado do Contencioso Administrativo expediu, no dia 18 de junho, uma segunda ordem contra o presidente, tendo uma terceira sido expedida nesse mesmo dia. Em virtude dessa desobediência, o promotor-geral da República ofereceu, perante a Suprema Corte, denúncia criminal contra o presidente Zelaya, sustentando configurar sua conduta crimes de atentado contra a forma de governo, de traição à pátria, de abuso de autoridade e de usurpação de funções, em prejuízo da administração pública e do Estado."
"(...) A Suprema Corte aceitou a denúncia em 26 de junho, com fundamento no art. 313 da Constituição e designou um magistrado para instruir o processo. Foi decretada a prisão preventiva do denunciado, com o que foi expedido mandado de captura, cujo cumprimento ficou a cargo do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas."
"(...) No mesmo dia, o Juizado de Letras do Contencioso Administrativo deu ordem às Forças Armadas para suspender a consulta pretendida pelo presidente Zelaya e tomar posse de todo o material que nela seria utilizado."
"(...) O presidente Zelaya, então, ordenou ao chefe do Estado-Maior das Forças Armadas que distribuísse o material eleitoral de qualquer modo, porém o último, invocando a ordem judicial, se negou a fazê-lo, ao que foi destituído, tendo, em seguida, impetrado junto à Suprema Corte um recurso de amparo para ser reconduzido ao cargo."
"(...) Em 25 de junho a Suprema Corte cassou o ato do presidente Zelaya, sob o fundamento de que a remoção do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas constitui ato privativo do Congresso Nacional nos termos do artigo 279 da Constituição."
"Uma frase famosa na diplomacia brasileira é a do chanceler do governo Geisel Azeredo da Silveira, que vivia repetindo: "O Brasil não pode dar a impressão de que é uma Honduras".
A preocupação tinha sentido: Honduras é o país inspirador do termo "República de bananas" ou "República bananeira" cunhado pelo escritor americano O. Henry, pseudônimo de William Sydney Porter, que, no livro de contos curtos Cabbages and Kings, (Repolhos e Reis) de 1904, usou pela primeira vez a expressão, que passou a designar um país atrasado e dominado por governos corruptos e ditatoriais, geralmente na América Central.
O principal produto desses países, a banana, era explorado pela famosa United Fruit Company, que teve um histórico de intromissões naquela região, especialmente Honduras e Guatemala, para financiar governos que beneficiassem seus interesses econômicos, sempre apoiado pelo governo dos Estados Unidos.
A cláusula pétrea da Constituição de 1982 de Honduras tinha justamente o objetivo de cortar pela raiz a possibilidade de permanência no poder de um presidente, pondo fim à tradição caudilhesca no país.
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Comento:
Até as pedras das ruas sabem que Stalinácio está “metido” nessa história toda até a raíz das barbas (e bigodes).
É a estratégia do Foro de São Paulo (oh! que coincidência, Lula é o fundador, junto com Fidel que ensinou Chavez – leiam a carta de Fidel à Chavez, a íntegra está disponível na net) de dominar a AL.
Já passou da hora de dar um BASTA nesses bandidos!!!
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Por que Zé Laia voltou?
(e com todo o circo armado por Lula e Chávez)
Porque as eleições estão próximas (novembro) e é a última chance dos meliantes “terminarem” o GOLPE bolivariano que começaram.
Depois de novembro, bye bye !
Puffff!
Adeus esquerdalha bandida na América LatRina!!!
Que Honduras nos sirva de EXEMPLO!!!!
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Leiam no Noblat (até ele teve que se render à VERDADE):
“Honduras – República de Bananas”
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Incrível, não?
3 meses depois do golpe zelayista a imprensa brasileira finalmente resolve pesquisar a verdade.
- em vez de só repetir em coro (com aplausos de focas) tudo que o Franklin Goebbels mandou –
E a esquerdalha ainda diz que o tal PIG é “dazopozissão”….
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Em tempo…
Vcs viram quem é o novo patrocinado da PTroubrás?
O blog do PHA.
(passem lá e vejam como abre automaticamente a propaganda da estatal – advertência: o conteúdo do brógui faz mal pro fígado de tanta mentira)
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
terça-feira, 22 de setembro de 2009
domingo, 20 de setembro de 2009
Vinte de Setembro
O presidente que acabou com o analfabetismo em 2007 governa 14,2 milhões de analfabetos

O pai da criatura natimorta finge nem lembrar que anunciou faz só cinco anos o parto iminente da primeira máquina-de-fazer-país fecundada pelo novo governo. Lula batizou-a de Programa Plurianual 2004-2007, deu-lhe o apelido de PPA, fixou o dote em mais de R$ 1 trilhão e avisou que, entre outros espantos, o invento acabaria com o analfabetismo até dezembro de 2007. “Foi preciso um filho de uma analfabeta para fazer o que os outros nunca pensaram em fazer”, gabou-se antes mesmo de saber como era aquele embrião de avô do PAC.
“Existem catedráticos que durante toda a vida tiveram e têm uma criada analfabeta sem se preocupar em ensiná-la a ler e escrever”, fantasiou (sempre assombrado por Fernando Henrique Cardoso) o único presidente do mundo que não sabe ler e escrever — e, por isso mesmo, está desqualificado para averiguar o grau de conhecimento de alguém. Sem imaginar que seria demitido por telefone meses mais tarde, o ministro da Educação, Cristóvam Buarque, embarcou na viagem. “É tristemente injusta uma sociedade que se divide entre uma casta de leitores e uma de analfabetos”, distinguiu-se o orador do chefe ao lado. “Pensem que, amanhã, milhões de pessoas não poderão ler a notícia deste compromisso”.
Em setembro de 2003, 14,8 milhões não leram a notícia do compromisso assumido por Lula: “Até o fim de 2007, 16,3 milhões de pessoas serão alfabetizadas e 100% das crianças entre 7 e 14 anos estarão matriculadas no ensino fundamental”. Neste setembro, também não leram que continuam analfabetos. Divulgada nesta sexta-feira, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), constatou que, em 2008, eram 14,2 milhões os brasileiros que não sabem diferenciar uma vogal de uma consoante. Essa imensidão de excluídos é apenas 600 mil cabeças menor que a de 2002 e maior que a recenseada em 2007, o ano que Lula escolheu para festejar a erradicação completa da praga.
“Quem vier depois de mim”, gabou-se de novo há 10 dias”, “vai ter de fazer muito mais pela educação, porque o paradigma mudou”. Mudou para pior. Os próximos governos terão de fazer muito mais que o atual porque o analfabetismo atinge 12% da população com mais de 15 anos. Só 24% tratam com mais gentileza o idioma e 36% são considerados analfabetos funcionais. Nesta faixa se incluem os que vão pouco além da própria assinatura e não sabem lidar com cálculos elementares.
Em setembro de 2008, já esquecido do PPA e do analfabetismo zero, Lula pareceu muito animado com a má notícia que transmitiu à platéia do auditório em São Paulo e ao prefeito à sua esquerda. “Pasmem, caiam de costas, Kassab, porque você não sabia e eu não sabia: no Estado de São Paulo ainda temos 10% de analfabetos, o Estado mais rico da Federação. Significa que nós estamos errando em alguma coisa”. Alguém lhe soprara a porcentagem de 1991 (10,2%). Hoje, os analfabetos representam 4,6% da população paulista. Quem errou foi ele.
É verdade que também há analfabetos funcionais em todo o Estado. Um deles, com domicílio eleitoral em São Bernardo, até jurou acabar com o analfabetismo em quatro anos.


