sábado, 16 de janeiro de 2010

Perderam a Noção!

Artigo de Percival Puggina*

“Propor projeto de lei para institucionalizar a utilização da mediação como ato inicial das demandas de conflitos agrários e urbanos, priorizando a realização de audiência coletiva com os envolvidos, com a presença do Ministério Público, do poder público local, órgãos públicos especializados e Polícia Militar, como medida preliminar à avaliação da concessão de medidas liminares, sem prejuízo de outros meios institucionais para solução de conflitos”.

O texto acima transcreve uma das propostas contidas no tal Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3, para os íntimos). Deixemos de lado tudo que se pode presumir sobre a capacidade intelectual de quem escreve um texto desses, que poderia constar como exemplo de má redação em cursinho pré-vestibular. Deixemos de lado. O decreto é todo assim. É um calhamaço disso. É um calhamaço que o presidente afirma que não leu e eu acredito que ele não leu, ao passo que eu li e não acredito no que li. Lula jamais se deteria, mesmo, sobre aquelas 31 mil palavras, ou acolheraria todas as suas 186 mil letrinhas. Teria uma indigestão.

Mas, como estava dizendo, eu li. Depois de ler, dei-me conta de não haver encontrado, em parte alguma, a palavra invasão. Usei, então, aquele dispositivo do Word que manda localizar o que se quer e constatei que, de fato, invasão não constava do texto. Aí, lembrei-me de que eles não usam, mesmo, esse vocábulo. Preferem dizer ocupação porque invasão tem esse jeito, assim, tipo “tomar para si o que é dos outros”, que pega mal. Procurei, então, ocupação. Nada! Ué! Mas o tema aparece no decreto, adverti meus botões. Que nome deram para isso, agora?

Acabei encontrando. Ali está, repetidas vezes, a palavra “conflito”. Sempre que necessário descrever a tal situação que se reproduz centenas de vezes por ano em todo o país, não raro em ciclos prenunciados como meses vermelhos de acirramento das investidas contra as propriedades privadas, o decreto fala em conflito. Você sabe como isso funciona na prática, leitor. Sob as ordens do comandante-em-chefe Stédile, um grupo de suas milícias invade uma propriedade, destrói tudo que encontra pela frente, põe os proprietários a correr, cava trincheiras, dizima lavouras, equipamentos e rebanhos, afronta as autoridades, rasga ordens judiciais para abandonar o local, etc., etc.. E o decreto assinado pelo Influente designa o episódio como “conflito”. Quer transformar as ações do MST em algo semelhante ao que ocorre quando se verifica uma contradição entre interesses aparentemente iguais e legítimos. “A” quer algo e “B” também, cada qual com seus documentos. Tem-se um conflito.

Assim, com esse eufemismo, o PNDH-3 propõe um instrumento muito moderno, operacional e racional, que é a mediação em casos de divergência entre interesses privados. No entanto, leitor, não é disso que se trata. Aliás, até os procedimentos usuais, que hoje obrigam o proprietário a requerer reintegração de posse em casos de flagrante esbulho possessório, praticado sob as barbas das autoridades, já são de extrema benevolência para com os invasores. Fazer o que o novo decreto pretende, sujeitando o magistrado (e o proprietário) a uma audiência prévia de mediação é uma coisa de doido. Imagine a situação, na prática: o comandante-em-chefe Stédile mandou invadir. A turma invade e demole tudo. Estabelece-se um “conflito”. Promove-se, então, uma “mediação”. Entre quem? Entre os bandidos e a sua vítima! Entre os invasores e o invadido! Para negociar o quê, santo Deus? Perderam completamente a noção de limites.



*Percival Puggina (65) - Blog - é arquiteto, empresário, escritor, articulista de Zero Hora e de dezena de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo e de Cuba, a tragédia da utopia.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

As Entranhas Totalitárias do PT

Artigo de Maria Lucia Victor Barbosa - originalmente AQUI

O que pretende o PT? A quem interessa o Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3) gerado pela obsessão autoritária do secretário de Direitos Humanos Paulo Vannuchi, parido pela Casa Civil comandada pela candidata Dilma Rousseff e, o que é mais grave, transformado em decreto assinado pelo presidente da República Lula da Silva?
Não é estranho que em plena campanha da candidata do presidente, o governo petista com anuência de seu escalão mais alto onde se inclui o ministro da Justiça, Tarso Genro, resolva afrontar as Forças Armadas, a Igreja, os produtores rurais, a imprensa, o Judiciário? Afinal, voltou-se à carga para censurar a mídia, acabar com a propriedade, incitar ódios de cunho revanchista. Um figurino para Stalin não por defeito.
Seria esse arremedo de Constituição à lá Chávez uma satisfação dada à esquerda para que seja esquecido o desagradável fato de seu governo estar sendo o mais corrupto de toda nossa história? Governo de um partido que copiou tudo que antes duramente criticava, que cuspiu na ética que dizia ser o único a possuir, que transformou a ideologia que simulava ostentar em ganância de poder pelo poder.
Pode ser que o decreto que o presidente diz ter assinado sem ler – o que ser for verdade demonstra incompetência, irresponsabilidade e incapacidade para governar o país – seja uma demonstração de força. É como se a cúpula petista dissesse:
“Estamos pouco nos lixando para a repercussão negativa da constituição que nos sustentará no poder junto com Dilma Rousseff. Parabéns para nós que finalmente dominamos a arte da propaganda enganosa, que conquistamos todos os espaços no Estado. O Estado é nosso e nos o fortaleceremos cada vez mais. Não podemos perder o que conquistamos”.
Ou será que a celeuma gerada pelo decreto a partir da revogação da Lei da Anistia não pretende desviar atenção de fatos mais preocupantes ou comprometedores para o governo?
Em todo caso, o PT é muito ardiloso. A capa que veste o PNDH-3 tem título cativante: direitos humanos. Esses direitos pareciam se restringir a punição a militares, como quer Paulo Vannuchi que propõe a revogação da Lei da Anistia. Só que o secretário de Direitos humanos não levou em conta que anistia quer dizer perdão, esquecimento para dois lados. Logo alguns militares retrucaram dizendo que não só tortura, mas terrorismo também é crime hediondo, que tem muitos terroristas no governo atual, incluindo a candidata do presidente.
Acesa a discussão sobre o tema, foram furtivamente apresentadas num calhamaço de 92 páginas as reais e profusas “leis” que Vannuchi diz ter colhido em congressos realizados pela sociedade civil e que, portanto, expressam dessa a vontade.
Que sociedade civil seria essa que não incluiu a imprensa, a Igreja, os produtores rurais, o Judiciário, os partidos políticos, as FFAA? Estaríamos diante dos “direitos dos manos”? Das massas de manobras das “democracias diretas”? Não seriam os “conselhos de direitos humanos” os sovietes do PT? Entretanto, o “poder dos sovietes” da Rússia de outubro de 1917, transformou-se rapidamente no poder do Partido Bolchevique sobre os sovietes.
O PNDH-3 escancarou as entranhas totalitárias do PT, quis mostrar que Lula foi só preparação menchevique para a segunda fase bolchevique com Dilma Rousseff. Só falta Vannuchi propor a destruição do Cristo Redentor para colocar em seu lugar, abençoando o Rio de Janeiro, uma monumental estátua de Che Guevara. No mais, serão abolidas todas as liberdade, incluindo a de pensamento. Esse filme de terror já foi visto pelo mundo.
E enquanto Vannuchi se preocupa em acabar com a Lei da Anistia, Celso Amorim oferece a mão do governo brasileiro ao Hamas, organização terrorista que não está nem aí para direitos humanos. Aliás, Lula continua in Love com Ahmadinejad e provavelmente continuará a gracejar comparando os que morrem nas ruas ao se oporem às eleições fraudadas pelo déspota que nega o holocausto, a briga de torcidas de futebol.
O PT mostrou suas entranhas totalitárias, consciente que pode fazer sucesso. Haverá um recuo tático e depois se volta à carga. Petistas conhecem bem o que afirmou Tzvetan Todorov: “O totalitarismo é uma máquina de tremenda eficácia. A ideologia comunista propõe a imagem de uma sociedade melhor e nos incita a desejá-la: não faz parte da identidade humana o desejo de transformar o mundo em nome de um ideal? (...) Além do mais, a sociedade comunista priva o indivíduo de suas responsabilidades: são sempre ‘eles’ quem decidem. Ora, a responsabilidade é frequentemente um fardo pesado a ser carregado (...) A atração pelo sistema totalitário, experimentado inconscientemente por numerosos indivíduos, provém de um certo medo da liberdade e da responsabilidade – o que explica a popularidade de todos os regimes autoritários”.

Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga


domingo, 10 de janeiro de 2010

O Golpe Comunista do PNDH-3

Farsa, Golpe e o Decreto 7.037, de 21/12/2009
Artigo de Bruno Engert Rizzo, publicado originalmente AQUI

A esquerda tem feito um jogo ambíguo e perigoso que tem nos conduzido cada vez mais para um regime totalitário.

O discurso para a classe média continua sendo aquele do fortalecimento da democracia, da igualdade e estranhamente até de ideais republicanos.

Mas os atos a política do governo são movimentos na direção oposta do discurso. Passo a passo estamos sendo lançados num caminho de retorno difícil e doloroso. O Foro de São Paulo é a prova cabal e inequívoca da verdadeira intenção meta da esquerda brasileira.

Até então o governo vinha agindo de forma aparentemente descoordenada e poucos percebiam o que existia por trás de uma série de acontecimentos orquestrados pela política capitaneada por Lula e aqueles que o manipulam.

Lula e a esquerda que o cerca idolatram Cuba e Fidel Castro. Isto já não é segredo, pois todos declaram esta idolatria publicamente. Este fato isolado seria mais do suficiente para perceber qual era o único objetivo desta esquerda que assumiu o poder.

Dilma Rousseff, Franklin Martins, Carlos Mink Baumfeld, a eminência parda José Dirceu e praticamente toda cúpula do atual governo são ex-terroristas treinados em Cuba e na China com o objetivo de, na década de 60, promover uma revolução comunista armada no Brasil e transformar o país num satélite soviético. Aqueles que julgam esta afirmação uma teoria da conspiração, sugerimos que consultem a biografia destes indivíduos e confrontem datas para descobrir que a esquerda planejava tomar o poder antes de 1964. Portanto não poderiam ser libertadores e oposição a uma “ditadura militar” que antes de 1964 não existia.

Estes fatos são passado. Mas a política atual é fruto daquele movimento que aparentemente fracassou e agora vingou não pela força, e sim por um golpe populista.

Na última década vimos o país entrar numa decadência moral nunca experimentada na história. Esta corrupção institucionalizada e o sentimento apátrida que dominou mentes e almas não são mera coincidência.

A pátria foi separada em duas metades. Aquela representada pelo futebol e por glórias olímpicas continua sendo cultuada, pois é inócua e fazem parte da política pão e circo.

A outra metade que representa o sentimento mais nobre de fidelidade e valores, foram objeto de programas difamatórios que transformaram todo passado de glória, heróis brasileiros e mesmo o culto aos símbolos da pátria em coisa ridícula e démodé.

O enfraquecimento das instituições e uma sociedade apática abrem caminho para uma mudança de regime que no início virá de forma pacifica para neutralizar resistências, mas gradativamente se transformará num regime monstruso como Cuba.

Outros fatos que chama a atenção e não são meras coincidências:

- enquanto a população civil vem sendo desarmada, o MST está sendo equipado e transformado num verdadeiro exército revolucionário. O MST é hoje uma grave ameaça à democracia que já tem ligações com o narcotráfico e com as FARC. Na zona rural o legítimo poder de defesa da propriedade já não existe, seja por terem desarmado os fazendeiros, seja por terem transformado integrantes do MST em criminosos intocáveis;

- a primeira etapa da revolução comunista já foi consolidada através dos múltiplos programas assistenciais do governo. O Brasil tem hoje mais de 60% da população pendurada em programas de distribuição de bolsa família ou outras formas de compra de votos à prestação.

- as Forças Armadas, talvez o último bastião de resistência, tem sido neutralizadas e acuadas por sucessivos atos que tal como num jogo de xadrez, vão deixando cada vez menos espaço de movimento. O revanchismo e a necessidade manter o “regime militar e sua barbárie” na pauta diária não é mera coincidência, muito menos um clamor da sociedade que já enterrou este passado.

- o enriquecimento ilícito e mesmo o lítico, porém antiético, de toda cúpula de esquerda no poder, é outro fato inquestionável e constitui um verdadeiro paradoxo que só demonstra ma fé daqueles que pregam democracia, igualdade e direitos humanos.

- todos estes fatos juntamente com uma lista de outros que tornariam a leitura enfadonha, criam as condições necessárias e preconizadas pela doutrina soviética para iniciar a instalação do estado comunista.

Até então, olhos menos atentos talvez não pudessem perceber todo jogo político. Acontecimentos macabros pareciam frutos do acaso, de corrupção ou iniciativas isoladas sem coordenação. Contudo o governo já se sente seguro para dar o próximo passo e publicou no apagar das luzes de 2009 um decreto que nos mostra sua verdadeira intenção.

O Decreto nº 7.037 de 21/12/2009, travestido com o nome bonito de Programa Nacional de Direitos Humanos PNDH-3, é uma tentativa de antecipar alguns passos e implantar os primeiros dispositivos legais para efetivamente promover uma transição de regime.

A íntegra do decreto está disponível AQUI, em pdf

Como sempre, termos com democracia, direitos humanos, transparência e outros muito em voga no discurso da esquerda, abundam no decreto e servem para maquiar o decreto que em sua essência atenta contra todos estes princípios.

O decreto tem início com um discurso atraente.

“Ao assinar o decreto presidencial que institui o terceiro Programa Nacional de Direitos Humanos – PNDH-3, reafirmo que o Brasil fez uma opção definitiva pelo fortalecimento da democracia. Não apenas democracia política e institucional, grande anseio popular que a Constituição de 1988 já materializou, mas democracia também no que diz respeito à igualdade econômica e social.”

Quem não o lê com atenção não percebe o que existe por traz de 228 páginas de palavrório.

Parte do documento é a verdadeira disseminação de desinformação, pois prega como políotica de governo tudo aquilo que não tem feito. Ou seja, é a mentira impressa em papel e inserida no discurso para encobrir fatos e escândalos que estampam manchetes de jornais diariamente.

Falar em direitos, respeito, cidadania, dignidade da pessoa humana, democracia e paralelamente financiar a barbárie do MST e de outros movimentos congêneres, é de um cinismo a toda prova.

Falar em saúde, segurança e educação e sucatear todo sistema como tem sido feito pelo governo, é querer lançar uma cortina de fumaça sobre a verdade para em seguida promover gigantescas e caras campanhas publicitárias para divulgar a grande política de intenções do governo, como se escrever palavras bonitas fosse a política em sí e os resultados se produzissem por vontade divina.

Outra parte do decreto traz no bojo aspectos preocupantes, seja por lesarem interesses brasileiros, seja por preparem o terreno para uma mudança de regime.

As questões do índio e de quilombolas tem sido conduzidas de forma lesiva ao país e fatalmente levarão à fragmentação República. Estamos caminhando rumo à política preconizada pela Organização das Nações Unidas que aprovou em assembléia a Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas. Esta declaração é o apoio legal internacional para índios, que no Brasil são proprietários de áreas maiores que países e já gozam de privilégios que ferem a soberania brasileira, reivindiquem sua independência com base no conceito de “povos” e “auto-determinação”. O assunto já foi abordado em detalhes em outros artigos.

O capítulo que trata do Direito à Memória e à Verdade é uma farsa, pois não descreve exatamente o que está sendo urdido nos bastidores. A Comissão de Anistia do Ministério da Justiça já concedeu mais indenizações à vítimas do regime militar, do que a Alemanha concedeu à vítimas do regime nazista. Fere até o bom senso, mas é fato e pior, o governo quer ampliar estas indenizações. Além disso, desejam revogar a lei de anistia, para apurar unilateralmente eventuais excessos cometidos por agentes do governo militar, sem abrir a página mais obscura da história brasileira que esconde todos os crimes cometidos pela esquerda que hoje está no poder. São assassinatos, assaltos, sequestros, justiçamentos, torturas e outros crimes que estão nos arquivos mais bem guardados da República.

O capítulo que trata da valorização da pessoa humana, o governo quer outorgar aos sindicatos de trabalhadores e centrais sindicais o poder de opinar sobre licenciamento urbanístico e ambiental de empreendimentos. Com isso os sindicatos ganham status de órgão licenciador e interesses do Estado se misturam com interesses sindicais.

Ainda neste tópico está implícito que bandos como o MST e congêneres que o governo considera “movimentos sociais” passem a opinar sobre desapropriações e participem da elaboração da política de assentamento.

Existem outros aspectos ocultos neste decreto. Além disso, a leitura de 228 mostra uma farsa total, pois cria um mundo paralelo e idílico que nunca saíra do papel.

Um governo que não consegue executar um orçamento com programas concretos como o PAC, “Minha casa minha vida”, entre outros, não terá capacidade de desenvolver programas tão etéreos e sem compromisso como estes impressos em 228 páginas.

Lamentavelmente o país caminha para um desastre e poucos se dão conta ou estão indiferentes. Queira o destino, a bem de nossos filhos, que o brasileiro acorde deste torpor, antes que seja tarde.


Leia outros artigos de Bruno Engert Rizzo em O Futuro começa agora

sábado, 9 de janeiro de 2010

Mousse de Chocolate

A pedidos... (um tantinho de folga dos assuntos sérios)
No meio de tanto amargo desse mundo insano...
aí vai minha receita especial - facinha, facinha - de

Mousse de Chocolate da Mel

Ingredientes

1 barra de chocolate meio amargo (200 gr)
1 lata de creme de leite (sem soro)
2 gemas
2 claras
2-3 colheres de sopa de Conhaque
1 colher (chá) de Nescafé instantâneo

Modo de fazer

Quebre o chocolate em pedaços pequenos em uma tijela de vidro.
Acrescente as 2 colheres de sopa de Conhaque.
Leve ao microondas (temperatura baixa) até derreter parcialmente.
Retire. Mexa com uma colher de pau (ou plástico) até o chocolate terminar de desmanchar no calor.
Acrescente, aos poucos, o creme de leite, as 2 gemas e a colher de chá de Nescafé.
Deixe esfriar

À parte, bata 2 claras em neve bem firme.

Quando a mistura de chocolate esfriar, misture as claras, com leveza, até incorporar bem.

Leve ao refrigerador por, no mínimo, 4 horas (porções individuais ou prato único, ao seu gosto)

Sirva com raspas de chocolate por cima, algumas cerejas ao marasquino, ou morangos frescos, chantilly ou ramos de hortelã (decore a gosto)

Rende aprox. 6 porções.

Dicas:

- Para tirar o soro do creme de leite, deixe a lata (em temperatura ambiente) parada por algumas horas.
Vire a lata e abra a "bunda". O soro estará todo em cima, facilitando a remoção.

- Se preferir use licor de sua preferência (Cointreau,
Curaçau, ou Café) ao invés do Conhaque. Se for licor de café pode dispensar o café instantâneo.

- Pode acompanhar com gomos de laranja ou tangerina, caso use Cointreau ou Curaçau. Ou kiwi, amoras, uvas, passas, damascos, o céu é o limite.

- A "aparência" é tão importante quanto o sabor. Capriche na decoração. Invente!

Bon Apetit!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

FAB - Militares x Terroristas

Transcrito do blog de Cláudio Lessa - originalmente AQUI

Você quer ver um exemplo de jornalismo doidão, quando o tema principal é a falta de assunto? Então, vamos lá. O quadro, na rádio CBN, se chama “Dia a Dia da Economia, com Miriam Leitão”. O apresentador Heródoto Barbeiro pergunta a ela sobre a confusão em torno dos caças da FAB. A jornalista, claramente, não tem fato novo algum para noticiar. Depois de requentar o noticiário dos últimos dias – o qual refere-se, basicamente, ao fato de que a FAB prefere os aviões suecos em detrimento dos franceses e americanos (o que cria uma saia justíssima para o desgoverno, que já havia manifestado interesse pelos franceses) – ela resolve unir dentro da mesma panela os dois contratempos de Lulla com seus ministros da área militar (direitos humanos e aviões).

Isso não deixa de fazer sentido jornalístico, mas a “economia” continua passando longe. Depois de deitar mais falação, e agora travestida de juíza, Miriam Leitão dá seu veredito: no caso dos direitos humanos, os militares estão completamente errados. No caso dos aviões, os militares têm que ser ouvidos.

Miriam Leitão está errada e meia. Por quê? Porque no caso dos direitos humanos, ao contrário do que ela afirmou no rádio – isolando a responsabilidade pelos excessos na área de violação dos direitos humanos a um só lado, o dos quartéis – os dois lados cometeram abusos, e abusos grandes. Muita gente inocente morreu por causa disso. Dos dois lados. E quando a “anistia ampla, geral e irrestrita” veio, ela veio para os dois lados. O objetivo era zerar a conta dos dois lados. Dos dois lados.

Quando ela usa o espaço da “economia” para fazer jornalismo opinativo e deixar a economia lá longe, é um direito dela (se a CBN acha correto), mas é preciso equilíbrio. Quer dizer que o Brasil é o único país da América Latrina que não examinou seu passado ditatorial? OK, vamos examinar, então. Mas é preciso isenção para examinar. E é preciso examinar o que ocorreu dos dois lados, não apenas do lado militar. É para revelar nomes e locais e circunstâncias de desaparecimento de pessoas envolvidas na luta contra a ditadura? Perfeitamente. Mas é preciso que isso ocorra dos dois lados. Os militares contam o que sabem, mostram os documentos que têm, e os terroristas também. Analisam-se os erros, os livros de História registram o período, e a Nação – pacificada de vez após enfrentar seu passado – segue em frente. A turbulência ficou para trás, e agora ex-inimigos seguem juntos para enfrentar os novos desafios que surgem no continuado processo de construção de um grande país.

Qual é o problema? Aparentemente, nenhum. Exceto que os terroristas de ontem são o governo de hoje, auxiliados por oportunistas de todos os lados. Uma terrorista, ladra, falsificadora de diplomas e potencial assassina, por exemplo, é o principal nome do desgoverno para suceder o atual ocupante do Planalto. Há isenção? Há clima? Não. Fica clara, então, a pressão da “esquerda” rançosa, a “esquerda burra”, aquela que ainda não desencarnou dos anos 60, que deseja montar tribunais de esquina para julgar e condenar seus antigos algozes. Aliás, esse tipo de bravata, em ano eleitoral, é lindo. Por outro lado, não se deve esquecer que a própria Miriam Leitão tem um pequeno grande interesse pessoal nessa questão, já que teria sido agredida pelas forças da ditadura quando jovem militante. Há isenção? Não. E fica a pergunta? É para examinar, estudar e aprender com os erros do passado, ou… julgar? Se é para julgar, é preciso julgar os dois lados – milicos e terroristas. Atenção: se julgar for a opção, corre-se o risco de liquefazer o atual desgoverno, aparelhado até a medula. A “pré-candidata”, por exemplo, seria uma das primeiras a ter que se sentar no banco dos réus, despedaçando o processo eleitoral em curso.

No caso dos direitos humanos, portanto, Miriam Leitão está errada. Já no caso dos caças da FAB, Miriam Leitão está meio errada simplesmente por proferir seu veredito com certo desdém na voz. Sim, ela afirma que os militares têm que ser ouvidos – mas diz isso como se fosse necessário fazer uma mera concessão aos quartéis, quebrar o galho dos militares nessa parada. Não. É precisodizer, com todas as letras e com firmeza (e não com desdém na voz), que essa decisão – aliás, uma decisão completamente inócua e perdulária por parte deste ou qualquer outro governo – é técnica por excelência (daí a necessidade de se ouvir a Aeronáutica, que no fim das contas vai voar com o diabo do avião), não envolve qualquer esquema de parceria estratégica ou política, e que a decisão final (por parte do presidente) não pode se desviar desses parâmetros. Qualquer “disposição em contrário” é responsabilidade total e completa do presidente. E, vamos e venhamos: se dentro das CNTP um presidente já não tem condições de decidir sobre um complicado assunto desses, imagine com o atual. Em outras palavras: qualquer decisão que não siga estritamente a recomendação da área técnica específica deve jogar toda a responsabilidade nos ombros de quem está sentado no Planalto. Sem divisão, sem cortina de fumaça.

(por Cláudio Lessa)

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Leia também:

"Srs Ministros Tarso Genro, Paulo Vannuchi, Dilma Rousseff, Franklin Martins e outros que estão fazendo um "permanente esforço" para mostrar à sociedade a história recente do país e de seus camaradas de luta armada. Na série Projeto Orvil, os diligentes revisores da história poderão encontrar sugestões de nomes e fatos que precisam ser acrescentados ao Portal Memórias Reveladas ( que nada revela sobre os crimes "dos que lutaram pela democracia") e, agora, para dar subsídios à Comissão da Verdade e da Reconciliação

Nossas pesquisas têm sido em vão . Até o momento nada do que publicamos para auxiliá-los foi usado. Parece-nos que o Portal Memórias Reveladas e a Comissão da Verdade e Reconciliação não estão interessados em revelar nada que desabone seus companheiros de armas Apenas querem revelar " violações de direitos humanos" e " crimes " cometidos por militares. As violações cometidas por eles, os assaltos, os assassinatos, sequestros e atentados a bomba não são crimes são "atos de bravura praticados em defesa da democracia ". Às vezes pensamos que essa comissão está mais para Comissão de Revanchismo do que de reconciliação..." AQUI


sábado, 2 de janeiro de 2010

A crise militar que não houve


A CRISE MILITAR QUE NÃO HOUVE

31 de dezembro de 2009

As esquerdas brasileiras sempre souberam que seu inimigo jurado de morte são as Forças Armadas. Por elas foram derrotadas em todas as vezes que quiseram medir forças, como em 1935, 1964 e anos subseqüentes. As Forças Armadas são a única organização capaz de lhes fazer frente, não apenas no plano militar propriamente dito, mas também no plano ideológico. Os “milicos” encarnam a Nação, têm história longa, confundem-se com a Independência e a unidade nacional; têm tradição que cultivam e também seu próprio sistema de formação de quadros, até agora impermeável à catequização comunista.

Desde que triunfaram utilizando os métodos de Gramsci que as esquerdas cercam seu maior inimigo, ora adulando, ora ignorando, ora provocando escaramuças para saber até onde vai o pavio das Forças Armadas. A aproximação do fim do mandato de Lula, que tentaram por todos os meios prolongar, fez com que se precipitasse o embate mais afoito. Essa tentativa de rever a Lei de Anistia é oRubicão que não pode ser cruzado. Elas sabem disso, mas encontram-se em um impasse estratégico: estão em seu melhor momento histórico para dar o bote totalitário, mas desconfiam que não acumularam força suficiente para degolar o inimigo.

Seu balanço de poder é muito favorável: têm a Presidência da República, têm a opinião pública, os empresários estão inermes a seus pés, dependentes de recursos financeiros e de alivio da fiscalização estatal, cujo garrote vil foi apertado ao limite nas últimas décadas. Têm o sistema de ensino e os meios de comunicação, que estão em processo de domínio total depois da realização da Confecom. Têm apoios internacionais de que nunca dispuseram. Têm milícias em todos os recantos do país, a começar pelo MST. Têm as universidades, as igrejas, o meio editorial, o imenso funcionalismo público, por elas inflado criminosamente nas últimas décadas. Têm os sindicatos e os fundos de pensão.

Para ter o poder total as esquerdas só precisam mesmo conquistar as Forças Armadas, isto é, capacidade militar e organização. Essa é sua fraqueza congênita e por isso, desde a origem, tentaram o golpe de Estado, para controlar os “milicos” desde cima. Até agora falharam no intento. As Forças Armadas, para alívio da Nação, continuam sendo o esteio da nacionalidade e o instrumento garantidor das liberdades. Os inimigos traiçoeiros, apesar do tempo que dispuseram, dos recursos, das patranhas, das promessas populistas nunca conseguiram transpor os umbrais dos quartéis. Lá, mesmo Lula, só entram como convidadas e só falam com os comandantes, uma elite bem formada e moralmente superior, avessa ao seu proselitismo.

Lendo os editoriais de hoje dos principais jornais podemos ter três pontos de vista sobre o episódio que quase culminou com a saída de Nelson Jobim do Ministério da Defesa. O Estadão, como há muito, não tinha um posicionamento tão afirmativo e coerente com seu passado de lutas pela liberdade. Oeditorialista deixou de lado a covardia que tomou conta do jornal nos últimos tempos.Brincando com Fogo deu nomes aos bois: “A reação dos comandantes militares à tentativa mais uma vez patrocinada pelo ministro de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, de revogar a Lei da Anistia foi enérgica e recebeu inteiro apoio do ministro da Defesa, Nelson Jobim, que há tempos vem tentando conter as iniciativas revanchistas de Vannuchi e do ministro da Justiça, Tarso Genro. As pessoas pouco afeitas aos fatos ligados à repressão política, durante os governos militares, e que somente tomem conhecimento das iniciativas daquela dupla de ministros certamente terão a impressão de que os quartéis, na atualidade, estão cheios de torturadores e as Forças Armadas são dirigidas por liberticidas. Nada mais falso”.

E mais disse: “Para os militares, é ponto de honra que a Lei da Anistia permaneça em vigor, nos termos em que foi aprovada em 1985. Entre outros motivos, porque assim se isola a instituição de uma fase histórica conflituosa, que exigiu que os militares deixassem de lado sua missão profissional tradicional e assumissem os encargos da luta contra a subversão. Isso não se fez sem prejuízos à coesão e à hierarquia das Forças Armadas. Para a Nação, a manutenção da Lei da Anistia é mais que um ponto de honra. É a garantia de que os acontecimentos daquela época não serão usados como pretexto para que se promova uma nova e mais perniciosa divisão política e ideológica da família brasileira”.

Já a Folha de São Paulo, jornal completamente tomado pelas esquerdas, tentou como sempre relativizar (Confronto vão). Ao invés de criticar o autor da proeza, o ministro Tarso Genro, faz o contrário, elogiou-o: “Foi acertada a atitude do ministro da Justiça, Tarso Genro, ao declarar que "não há nenhuma controvérsia insanável" em torno do texto do Programa Nacional de Direitos Humanos e da chamada "Comissão da Verdade", destinada a apurar os casos de tortura e de desaparecimento de presos políticos durante o regime militar. É legítima qualquer investigação histórica sobre esse período, durante o qual crimes foram cometidos pelos dois lados em conflito”.

Ora, foi precisamente o rei da República petista de Santa Maria quem cutucou a onça com vara curta, ele que aparelhou a Polícia Federal para ser uma espécie de polícia política, contra todos os inimigos. Ela só não é eficaz contra os “milicos”. Nos quartéis não tem dinheiro na cueca, nem negociatas, nem insidiosas transações que atraiçoam os brasileiros. Tem gente de escol, de moral superior. E tem armas. Lá sua jurisdição não alcança. A Folha de São Paulo, como sempre, mentiu e enganou os seus leitores, se alinhando com as esquerdas revolucionárias.

O editorial de O Globo preferiu desvincular a figura de Lula da crise (Revanchismo): “A conhecida ambiguidade do presidente Lula deriva de uma característica da montagem do seu governo, uma estrutura sem unidade, composta de capitanias hereditárias, sob controle de agrupamentos políticos de tendências disparatadas”.Ora, Lula não foi ambíguo de jeito nenhum, publicou o decreto e só deu um passo atrás porque viu que os homens em armas não estão para brincadeira. Os “milicos” não vão tolerar esse tipo de provocação e por isso Lula teve que enfiar a viola no saco e mandar seu Sinistro da Justiça calar o bico. Lula está na linha de frente da conversão do Brasil em uma sociedade comunista e não cabe mais a idéia de que não sabe o que seus ministros fazem, sobretudo aqueles encarregados de levar à frente o projeto revolucionário.

Lula foi realista e fez a parte que lhe cabe, de recuar, mas o realismo não o isenta de ter endossado a iniciativa insana.

Não houve crise militar, houve uma escaramuça, uma simples medição de força. As esquerdas perderam a rodada, mas elas nunca desistem. Voltarão. Uma crise militar de verdade tiraria Lula do poder em horas. As esquerdas já viram esse filme antes. Espero que elas paguem para ver. Elas estão impacientes e não querem mais aguardar o tempo de dar o bote certo. Crise militar de verdade teve em 1935 e em 1964, quando os Guardas da Pátria fizeram o que precisava ser feito: vencer os degenerados.

NIVALDO CORDEIRO: um espectador engajado

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

A conta da festa

Texto de Guilherme Fiuza
em 01/01/10

Alguém aí tem 140 bilhões de reais para emprestar? Não é um jeito muito simpático de começar 2010, mas é que o presidente da República deixou essa pendura para vocês.

O rombo nas contas públicas em 2009 cresceu módicos 278%. É a fartura postiça do Plano Dilma. Postiça como o próprio plano, como a própria Dilma e suas verdades de ocasião.

Mas não haverá problema. O Datafolha acaba de apontar Lula como o brasileiro mais confiável. Emprestem, portanto, esse dinheiro a ele. Deus lhes pague (sem recibo, que isso não se usa mais).

Se Deus der calote, não adianta cobrar de Lula. Os dois hoje são praticamente a mesma pessoa. Aí é rezar para Santa Edwiges.

Ou então para São Judas Tadeu, padroeiro das causas impossíveis. Ele vai dar um jeito de fazer com que essa conta feche. E com que o filho do Brasil (já em cartaz!) e sua enteada continuem distribuindo dinheiro de graça por aí, empregando a companheirada toda, e anunciando o final feliz mais barato da história.

O brasileiro é um povo consciente. Se Lula é aclamado como a pessoa mais confiável do país, provavelmente já está vigorando a lei do almoço grátis. Empanturre-se à vontade.

Não precisa enfiar a mão no bolso para pagar o banquete de 140 bilhões. Deixe que Lula faz isso por você, do jeitinho de sempre: aumenta mais um poquinho a Cide, a Cofins e outras sopas de letrinhas que você nem nota no cardápio; segura sua restituição de imposto e aplica no mercado financeiro; diminui o superávit e joga dívida para depois de amanhã, que ele não vai mais estar aí mesmo; deixa as linhas de transmissão de energia como estão e negocia um cessar-fogo com São Pedro.

Vai dar tudo certo. A ressaca será grande, mas você também não pode querer tudo. Feliz Ano Novo.